Quando era mãe apenas da Alice achava que um bebé era delicioso mas que dava muito trabalho, que exigia de mim fisica e mentalmente. As noites mal dormidas, os choros, as fraldas implicavam desgaste, tempo e exigências constantes.
Imaginava o crescimento dela, o deixar a fralda, a mama, o acordar de hora a hora e que tal significaria uma maior liberdade, uma maior descontração, logo, tudo mais fácil.
Ela cresceu, deixou a chucha, a fralda, o acordar 4 ou 5 vezes durante a noite e tudo ficou mais... difícil.
São os "porquês", os "mas", os "eu sou uma criança", os "não gosto de sopa", os choros de birra e frustração, os gritos (meus) e tudo ficou mais... difícil.
Agora que tenho uma criança e um bebé vejo que é tão fácil cuidar de um bebé. As fraldas são descartáveis, as chuchas às meias dúzias, a sopa dada à boca sem gritar "não gosto de sopa", as vezes que acordo à noite não são nada comparado com as vezes que desejo apagar durante o dia no meio de uma birra.
E no meio do caos penso que deixei de ser uma mãe paciente, que sou mais incapaz do que era, que nem sempre sei a resposta certa que substituo pelo grito.
Uma vénia às mães de dois, de três e de quatro que gerem e vivem de sorriso no rosto, de calma nos lábios, de gritos silenciosos.
Eu aprendo e desaprendo todos os dias, cresço e diminuo várias vezes ao dia mas sempre no desejo de fazer o melhor por eles e por mim.