ALICE

Lilypie Kids Birthday tickers

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Padrões


 
Não é consensual. A primeira crítica ouvi-a mesmo antes de colocar o pé na rua. Gosto de misturar padrões, não me assusta misturar flores com riscas. Usar os mesmos tons quando os padrões são distintos ajuda a combinar o que para a maioria é incombinável.
 

Comer na cantina tem sido complicado

"Mãe, eu hoje não chorei na cantina nem disse eu quero a minha mãeee. Hoje as lágrimas só correram, mais nada... e eu comi quase tudo."

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Será muito cedo para pedir prendas para o Natal?

Saia ZARA 25,95€
 
saia ZARA 39,95€
 
 
Vestido ZARA 29,95€
 

terça-feira, 27 de setembro de 2016

Bilhete à educadora

Por muito que gostássemos de falar com as educadoras ou professoras dos nossos filhos para saber como tudo está a correr, pelo menos, nos primeiros tempos, é fácil entender que é impossível essa disponibilidade por parte delas.
Eu não quero parecer, nem ser, uma mãe super protetora, nem chata, muito menos insistente ou qualquer coisa pior. Assim sendo, seguindo o conselho da educadora, escrevi um bilhete que foi entregue pela Alice. É uma forma de comunicar sem ocupar muito o tempo dela com questões importantes mas que não requerem uma presença física.
A preocupação era com a primeira refeição (ou primeiras) da Alice na cantina. Pedia que pudessem ter alguma atenção se ela comia pois, se em casa é capaz de ficar 10 ou 15 minutos parada a olhar para o prato, na escola podiam ser bem mais. Depois queria ter o feedback de como tinha corrido.
Quando perguntei à Alice se tinha entregue o bilhete ela respondeu-me: "Sim, mãe! A educadora ficou emocionada e disse que ia guardar o bilhete no coração até ser muito velhinha!"
Esta emoção toda não tinha nada a ver com a sopa da minha filha, a emoção ou reação tinha a ver com a forma como comecei o bilhete, com a forma como devemos tratar os outros, principalmente aqueles a quem entregamos os nossos filhos.
Antes de falar na refeição eu agradeci, agradeci porque senti que precisava de o fazer e porque senti que a educadora precisava de o ouvir e que todos, eu, ela e a Alice ganharíamos com essa gratidão.
Agradeci a forma como a educadora estava a trabalhar, a forma como estava a receber a Alice e a forma como estava a gerir as emoções dela.
É sabido que isto é tudo novo para nós, é sabido que é a primeira vez que colocamos a instrução e parte da educação da nossa filha nas mãos de outra pessoa. Sim, fomos pais galinhas, fomos os principais educadores dela e agora chegara o momento de partilhar essa missão com outros.
Eu não sei o que está a fazer a educadora com eles na sala, não conheço as atividades, vou sabendo pela Alice que cantam e brincam aos fantoches, que fazem ginástica e bonecos de plasticina. Não sei se desenham letras ou identificam formas e cores. Não sei e, sinceramente, não me preocupa. Bem, na verdade, até prefiro que não haja letras, formas e cores. Na verdade, até prefiro que ela só brinque, que represente com fantoches, que dê muitos pulos na ginástica, que cante, cante muito durante o dia, a canção do bom dia, a canção do amigo e do adeus, que dê as mãos aos colegas, que riam muito, que riam na indiferença das formas e letras, dos números mas que saibam os nomes de todos os colegas e das suas idades e de quem precisa de ajuda para subir e de ajuda para equilibrar copos em cima da mesa. Prefiro que na sala dela haja meninos de 3 e de 4, que haja quem esteja para fazer 5, que já tenha feito 5 e até quem já seja o mais velho com 6 anos de idade. Prefiro que ajudem os mais novos e aprendam com os mais velhos. Prefiro que desenvolvam competências emocionais, de empatia, do que possam estar a "perder" ou "regredir" como se fosse possível uma criança perder ou regredir indefinitivamente.
Grata e, de coração aberto, mostrei à educadora que reconheço o trabalho dela, que lhe confio a minha filha e que, quando ouço da boca da Alice: "Mãe, já sei o que quero ser quando for grande! Quero ser educadora, como a minha educadora Cristina!", ela só pode estar a fazer um excelente trabalho de ligação e empatia com a minha filha.
Perdoem-me os pais que se preocupam muito com as metas do pré-escolar, com as letras e os números, a mim, para mim, uma criança equilibrada e feliz, quando chegar às letras e aos números, depois de muito brincar, depois de saber ligar-se ao outro, depois de saber sempre dizer bom dia ou boa tarde, depois tantas outras competências sociais e emocionais adquiridas, jamais esquecerão os números e as letras.

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

As segundas-feiras

As segundas são sempre mais complicadas. Enquanto voltei atrás para buscar a chave ela continuou a descer as escadas de passo tremido dizendo alto: "Tem calma Alice! Não chores mais!"
Desde que começou a comer no refeitório a ansiedade e desconforto para ir para a escola aumentou... Por um lado queremos poupá-los ao sofrimento por outro queremos que saibam lidar com as adversidades e que cresçam sem que estejamos sempre a dar colo. Estou de coração apertado.

Não aconselham levar brinquedos para a escola. Compreendo perfeitamente. Assim sendo, leva sempre algum no carro para a viagem. Depois fica na sua cadeira à espera dela.

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

(Re)equilíbrio

Ando numa fase mais instável. A entrada da Alice na escola, gerir as emoções dela e minhas, antecipar a hora de jantar e deitar, lidar com a euforia dela ao final de tarde por não fazer a sesta. Novos projetos profissionais que exigirão mais de mim intelectualmente e em termos de tempo. Ter os horários da Alice bem presentes para nunca me esquecer que às 15h tenho que estar à porta da escola. Fazer arrumações, dar e dar roupa, deitar coisas fora, vender uma ou outra e libertar espaço na casa e em mim.
Ando mais pesada e, apesar de todos dizerem que estou mais magra, sinto mais pesada. Carrego em mim preocupações, decisões pendentes e todas as coisas que tenho dentro de casa.
É assim que me sinto, pesada...

terça-feira, 20 de setembro de 2016

Hoje a caminho da escola

De manhã a caminho da escola:
Alice: Mãe, a minha barriga está tímida!
Quem nunca sentiu um nervosismo miudinho num novo trabalho, projeto ou equipa?
Não devemos sobrevalorizar os sentimentos de uma criança mas também não se deve minimizá-los. Não é fácil dar-lhes as ferramentas para desenvolverem as suas competências emocionais. Todos fazemos o melhor e, muitas vezes, por tentativa/erro/tentativa.

É preciso refletir

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Domingo aniversário

Foi um fim-de-semana como gostámos. Celebração, amor, amizade, parabéns, palmas, comer, brindar, abraçar e beijar.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2º aniversário da Clara
Uma amiga fantástica que tem imaginação e paciência para fazer festas tão bonitas de se ver e onde se sente tanto amor.
 

Sábado foi dia de casamento

 
 
 
 
 
 
 
Casamento de uma prima

Organizar colares

 
Ando a ficar ainda mais fã da organização.
Só preciso gerir melhor o meu tempo e conseguir desprender-me mais das coisas.

O primeiro dia

Foi apreensiva pela mão do pai. Um momento dos dois por achar que eu poderia passar-lhe alguma ansiedade.
À hora de almoço lá estava eu. Veio cheia de novidades para contar, num andar saltitante e de olhar entusiasta. Caminhámos a pé até a casa, estava um lindo dia de sol. O almoço em casa teve que ser acelerado. Uma hora passa a voar. Regressar à escola depois de ter estado em casa fez com que o entusiasmo desaparecesse. Pediu para ficar, pediu para dormir. O seu cansaço era demasiado visível. Voltámos à escola para mais 2 horas. Foi chorosa. Despedi-me dela decidida e firme para não lhe passar a ideia que haveriam outras alternativas àquela que estávamos a viver.
Às 15h já lá estava novamente. O entusiasmo tinha voltado, havia mais novidades para contar.
O passar das horas em casa denunciava a falta da sesta. A hora de jantar foi conturbada, pautada por queixumes frequentes de dores nas pernas, nos braços, em todo o lado. A sopa teve que ser dada à boca ou teríamos serão na certa. Nem uma das suas comidas preferidas (panadinhos) pensada para minimizar a birra por privação de sono, atenuou o desconforto e as frequentes queixas de estar com sono.
A fruta já foi dada no sofá e o choro para sair do sofá para a banheira deve ter chegado ao fim da rua.
Respirei fundo, tive mais paciência do que é normal, fui ao encontro do cansaço dela e nunca esqueci que a sua desorientação tinha uma razão biológica e não de mau comportamento.
Dizem que passa, que o corpo se habitua, que conseguirá ultrapassar a falta desse descanso diurno. Eu fico preocupada... sempre me preocupei muito com as horas de sono, mais do que com qualquer outro aspeto da saúde dela.

No segundo dia fomos almoçar juntas.
O objetivo é que passe a almoçar na escola. Estamos em fase de adaptação.

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

terça-feira, 13 de setembro de 2016

Quero ir à praia

Chego a casa e a pergunta vem pouco depois: "Mãe, o que vamos fazer hoje?"
Os desejos dela por praia, a impossibilidade de ir sozinha com dois, o encontrar alternativas a esse desejo e a tentar encontrar algo que fosse de agrado.

 
Fazer bolachinhas, pediu ela.
Não me perguntem se ficaram saborosas porque quando as fui tirar do forno a Alice perguntou: "Mãe, queres chamar os bombeiros?"
O cheiro na casa não era de bolachinhas de manteiga acabadas de fazer.

A escola e as sestas

Ontem tivemos jantar com amigos, à mesa professores, enfermeiros, todos eles pais e mães.
Falava-se do início do ano letivo e, abordado por mim, das sestas da Alice.
No caso da minha filha, ela continua a dormir sestas entre 2 a 3 horas. É uma necessidade biológica dela, à qual não há resistência nem birras. Depois do almoço já conhece a rotina de cor: mãos, boca, dentes e sono, sempre por volta das 12h30/13h, dormindo até às 15h/15h30/16h, seja dia de semana, seja fim-de-semana.
Ela precisa e nós precisamos para que o final de tarde e noite sejam tranquilos e felizes.
Agora começa na escola e, como seria de esperar, não há sestas em escolas públicas, nem em nenhuma escola privada da ilha na sala de crianças com mais de 4 anos.
Não vale a pena falar aqui dos benefícios da sesta, do repouso a meio da tarde, das mais valias não só ao nível do relacionamento com os pais como da aprendizagem. Contudo, todas as crianças são diferentes e algumas começam a deixar a sesta mais cedo do que outras. Vão resistindo à sesta e vão abandonando a mesma de uma forma gradual e quase por vontade da própria. Outras vão mantendo a sesta numa necessidade diária até ao máximo possível, tendo em conta a logística dos pais e escolas.
Deparo-me com a questão das sestas e com a minha relutância em impor a ela o abandono de algo que penso ser muito necessário no seu desenvolvimento emocional e cognitivo. Sim, a dormir à tarde permite à criança controlar melhor o seu nível de alerta e não cair nas ditas birras por causa de privação do sono. Permite ainda que possa jantar em família, estar em convívio com pais e irmãos sem tombar a cabeça em cima da sopa ou ter a reação inversa, estar num nível de atividade extremamente elevado em que não pára quieta.
Não tenho nenhuma decisão tomada. Vou ouvir a educadora, vou ver a reação da Alice a este novo mundo, vou conversar com o pai e depois decidiremos se ela frequentará apenas as manhãs, dormindo a sua sesta em casa, se ficará até às 15h abdicando do sono da tarde. Vou saber também do regulamento da escola porque muito se falou ontem da impossibilidade de os pais irem buscar os filhos antes do fim do período escolar diário. Acredito que assim seja a partir do 1º ano, vá do ano anterior ao 1º ano. Dos 4 aos 5 anos, saberei...
As minhas amigas professoras aconselham-me logo a deixá-la na escola por causa das atividades que fazem, por causa do que ela irá perder, por causa da dinâmica da escola. Nenhuma dessas razões é suficientemente forte para mim, se sentir que o abandono das sestas tiver efeitos negativos na Alice: birras, cansaço extremo, hiperatividade, adormecer antes do jantar.
Ela é apenas uma criança de 4 anos, ela não vai sequer para o ano de pré-primária anterior ao 1º ano.
Não me preocupa a avaliação dela, não me preocupa as atividades que ficaram a meio. Nada disso me preocupa, caso verifique que a privação de sono seja uma realidade mais pesada para ela.
Contudo, se ela se adaptar bem, se ela pedir para ficar o dia todo, se o organismo dela se adaptar bem à alteração de horários de sonos, aí nem penso duas vezes e as sestas ficarão para o fim-de-semana ou feriados se assim ela desejar.
Eu não imponho a minha forma de ser ou de estar na maternidade aos outros, não imponho sequer as mesmas ações à Alice do que ao António. Tento ir ao encontro das necessidades de cada um e responder de acordo com isso.
Este, como quase todos os temas da parentalidade, pode suscitar muita controvérsia. Ontem, éramos só 6 e os pontos de vista eram muito diferentes. É claro que todos queremos o melhor para os nossos filhos, para mim, o melhor para a minha filha é compreender as suas necessidades (biológicas ou outras) e ir ao encontro delas.
Caso abdique das sestas não estou a ver fazer uma viagem de 20 minutos de carro para ir com ela à natação às 5h da tarde sem que me durma pelo caminho. Depois acordo-a para a despir e enfiar numa piscina? Para alguns até pode resultar, peço que a minha faria uma pequena grande birra. Será, de certeza, uma atividade que ficará dependente de ela dormir ou não da tarde.
Tiveram experiências semelhantes ou tudo resolvido com as sestas deles antes de terem que abdicar totalmente delas?