Alice ao telefone com a avó:
"Avó, o nosso presidente ganhou!"
Do outro lado a avó perguntou algo que desconheço mas ao qual a Alice respondeu:
"Não sei avó... acho que foi o que tinha o nome mais bonito."
domingo, 16 de outubro de 2016
quinta-feira, 13 de outubro de 2016
segunda-feira, 10 de outubro de 2016
sexta-feira, 7 de outubro de 2016
quinta-feira, 6 de outubro de 2016
terça-feira, 4 de outubro de 2016
Nunca fica sem resposta
Já na cama Alice leva a garrafa de água à boca pela segunda vez. Eu já me vendo a ser chamada às 4h da manhã para ir à casa de banho tiro-lhe a garrafa das mãos e digo:"Chega de beber água!" Ela agarra o meu rosto com as suas pequenas mãos e muito baixinho e calma diz-me: "Mãe, olha para mim. A água é saudável!"
sexta-feira, 30 de setembro de 2016
Padrões
Não é consensual. A primeira crítica ouvi-a mesmo antes de colocar o pé na rua. Gosto de misturar padrões, não me assusta misturar flores com riscas. Usar os mesmos tons quando os padrões são distintos ajuda a combinar o que para a maioria é incombinável.
Comer na cantina tem sido complicado
"Mãe, eu hoje não chorei na cantina nem disse eu quero a minha mãeee. Hoje as lágrimas só correram, mais nada... e eu comi quase tudo."
quarta-feira, 28 de setembro de 2016
terça-feira, 27 de setembro de 2016
Bilhete à educadora
Por muito que gostássemos de falar com as educadoras ou professoras dos nossos filhos para saber como tudo está a correr, pelo menos, nos primeiros tempos, é fácil entender que é impossível essa disponibilidade por parte delas.
Eu não quero parecer, nem ser, uma mãe super protetora, nem chata, muito menos insistente ou qualquer coisa pior. Assim sendo, seguindo o conselho da educadora, escrevi um bilhete que foi entregue pela Alice. É uma forma de comunicar sem ocupar muito o tempo dela com questões importantes mas que não requerem uma presença física.
A preocupação era com a primeira refeição (ou primeiras) da Alice na cantina. Pedia que pudessem ter alguma atenção se ela comia pois, se em casa é capaz de ficar 10 ou 15 minutos parada a olhar para o prato, na escola podiam ser bem mais. Depois queria ter o feedback de como tinha corrido.
Quando perguntei à Alice se tinha entregue o bilhete ela respondeu-me: "Sim, mãe! A educadora ficou emocionada e disse que ia guardar o bilhete no coração até ser muito velhinha!"
Esta emoção toda não tinha nada a ver com a sopa da minha filha, a emoção ou reação tinha a ver com a forma como comecei o bilhete, com a forma como devemos tratar os outros, principalmente aqueles a quem entregamos os nossos filhos.
Antes de falar na refeição eu agradeci, agradeci porque senti que precisava de o fazer e porque senti que a educadora precisava de o ouvir e que todos, eu, ela e a Alice ganharíamos com essa gratidão.
Agradeci a forma como a educadora estava a trabalhar, a forma como estava a receber a Alice e a forma como estava a gerir as emoções dela.
É sabido que isto é tudo novo para nós, é sabido que é a primeira vez que colocamos a instrução e parte da educação da nossa filha nas mãos de outra pessoa. Sim, fomos pais galinhas, fomos os principais educadores dela e agora chegara o momento de partilhar essa missão com outros.
Eu não sei o que está a fazer a educadora com eles na sala, não conheço as atividades, vou sabendo pela Alice que cantam e brincam aos fantoches, que fazem ginástica e bonecos de plasticina. Não sei se desenham letras ou identificam formas e cores. Não sei e, sinceramente, não me preocupa. Bem, na verdade, até prefiro que não haja letras, formas e cores. Na verdade, até prefiro que ela só brinque, que represente com fantoches, que dê muitos pulos na ginástica, que cante, cante muito durante o dia, a canção do bom dia, a canção do amigo e do adeus, que dê as mãos aos colegas, que riam muito, que riam na indiferença das formas e letras, dos números mas que saibam os nomes de todos os colegas e das suas idades e de quem precisa de ajuda para subir e de ajuda para equilibrar copos em cima da mesa. Prefiro que na sala dela haja meninos de 3 e de 4, que haja quem esteja para fazer 5, que já tenha feito 5 e até quem já seja o mais velho com 6 anos de idade. Prefiro que ajudem os mais novos e aprendam com os mais velhos. Prefiro que desenvolvam competências emocionais, de empatia, do que possam estar a "perder" ou "regredir" como se fosse possível uma criança perder ou regredir indefinitivamente.
Grata e, de coração aberto, mostrei à educadora que reconheço o trabalho dela, que lhe confio a minha filha e que, quando ouço da boca da Alice: "Mãe, já sei o que quero ser quando for grande! Quero ser educadora, como a minha educadora Cristina!", ela só pode estar a fazer um excelente trabalho de ligação e empatia com a minha filha.
Perdoem-me os pais que se preocupam muito com as metas do pré-escolar, com as letras e os números, a mim, para mim, uma criança equilibrada e feliz, quando chegar às letras e aos números, depois de muito brincar, depois de saber ligar-se ao outro, depois de saber sempre dizer bom dia ou boa tarde, depois tantas outras competências sociais e emocionais adquiridas, jamais esquecerão os números e as letras.
Eu não quero parecer, nem ser, uma mãe super protetora, nem chata, muito menos insistente ou qualquer coisa pior. Assim sendo, seguindo o conselho da educadora, escrevi um bilhete que foi entregue pela Alice. É uma forma de comunicar sem ocupar muito o tempo dela com questões importantes mas que não requerem uma presença física.
A preocupação era com a primeira refeição (ou primeiras) da Alice na cantina. Pedia que pudessem ter alguma atenção se ela comia pois, se em casa é capaz de ficar 10 ou 15 minutos parada a olhar para o prato, na escola podiam ser bem mais. Depois queria ter o feedback de como tinha corrido.
Quando perguntei à Alice se tinha entregue o bilhete ela respondeu-me: "Sim, mãe! A educadora ficou emocionada e disse que ia guardar o bilhete no coração até ser muito velhinha!"
Esta emoção toda não tinha nada a ver com a sopa da minha filha, a emoção ou reação tinha a ver com a forma como comecei o bilhete, com a forma como devemos tratar os outros, principalmente aqueles a quem entregamos os nossos filhos.
Antes de falar na refeição eu agradeci, agradeci porque senti que precisava de o fazer e porque senti que a educadora precisava de o ouvir e que todos, eu, ela e a Alice ganharíamos com essa gratidão.
Agradeci a forma como a educadora estava a trabalhar, a forma como estava a receber a Alice e a forma como estava a gerir as emoções dela.
É sabido que isto é tudo novo para nós, é sabido que é a primeira vez que colocamos a instrução e parte da educação da nossa filha nas mãos de outra pessoa. Sim, fomos pais galinhas, fomos os principais educadores dela e agora chegara o momento de partilhar essa missão com outros.
Eu não sei o que está a fazer a educadora com eles na sala, não conheço as atividades, vou sabendo pela Alice que cantam e brincam aos fantoches, que fazem ginástica e bonecos de plasticina. Não sei se desenham letras ou identificam formas e cores. Não sei e, sinceramente, não me preocupa. Bem, na verdade, até prefiro que não haja letras, formas e cores. Na verdade, até prefiro que ela só brinque, que represente com fantoches, que dê muitos pulos na ginástica, que cante, cante muito durante o dia, a canção do bom dia, a canção do amigo e do adeus, que dê as mãos aos colegas, que riam muito, que riam na indiferença das formas e letras, dos números mas que saibam os nomes de todos os colegas e das suas idades e de quem precisa de ajuda para subir e de ajuda para equilibrar copos em cima da mesa. Prefiro que na sala dela haja meninos de 3 e de 4, que haja quem esteja para fazer 5, que já tenha feito 5 e até quem já seja o mais velho com 6 anos de idade. Prefiro que ajudem os mais novos e aprendam com os mais velhos. Prefiro que desenvolvam competências emocionais, de empatia, do que possam estar a "perder" ou "regredir" como se fosse possível uma criança perder ou regredir indefinitivamente.
Grata e, de coração aberto, mostrei à educadora que reconheço o trabalho dela, que lhe confio a minha filha e que, quando ouço da boca da Alice: "Mãe, já sei o que quero ser quando for grande! Quero ser educadora, como a minha educadora Cristina!", ela só pode estar a fazer um excelente trabalho de ligação e empatia com a minha filha.
Perdoem-me os pais que se preocupam muito com as metas do pré-escolar, com as letras e os números, a mim, para mim, uma criança equilibrada e feliz, quando chegar às letras e aos números, depois de muito brincar, depois de saber ligar-se ao outro, depois de saber sempre dizer bom dia ou boa tarde, depois tantas outras competências sociais e emocionais adquiridas, jamais esquecerão os números e as letras.
segunda-feira, 26 de setembro de 2016
As segundas-feiras
As segundas são sempre mais complicadas. Enquanto voltei atrás para buscar a chave ela continuou a descer as escadas de passo tremido dizendo alto: "Tem calma Alice! Não chores mais!"
Desde que começou a comer no refeitório a ansiedade e desconforto para ir para a escola aumentou... Por um lado queremos poupá-los ao sofrimento por outro queremos que saibam lidar com as adversidades e que cresçam sem que estejamos sempre a dar colo. Estou de coração apertado.
Desde que começou a comer no refeitório a ansiedade e desconforto para ir para a escola aumentou... Por um lado queremos poupá-los ao sofrimento por outro queremos que saibam lidar com as adversidades e que cresçam sem que estejamos sempre a dar colo. Estou de coração apertado.
Não aconselham levar brinquedos para a escola. Compreendo perfeitamente. Assim sendo, leva sempre algum no carro para a viagem. Depois fica na sua cadeira à espera dela.
sexta-feira, 23 de setembro de 2016
(Re)equilíbrio
Ando numa fase mais instável. A entrada da Alice na escola, gerir as emoções dela e minhas, antecipar a hora de jantar e deitar, lidar com a euforia dela ao final de tarde por não fazer a sesta. Novos projetos profissionais que exigirão mais de mim intelectualmente e em termos de tempo. Ter os horários da Alice bem presentes para nunca me esquecer que às 15h tenho que estar à porta da escola. Fazer arrumações, dar e dar roupa, deitar coisas fora, vender uma ou outra e libertar espaço na casa e em mim.
Ando mais pesada e, apesar de todos dizerem que estou mais magra, sinto mais pesada. Carrego em mim preocupações, decisões pendentes e todas as coisas que tenho dentro de casa.
É assim que me sinto, pesada...
Ando mais pesada e, apesar de todos dizerem que estou mais magra, sinto mais pesada. Carrego em mim preocupações, decisões pendentes e todas as coisas que tenho dentro de casa.
É assim que me sinto, pesada...
terça-feira, 20 de setembro de 2016
Hoje a caminho da escola
De manhã a caminho da escola:
Alice: Mãe, a minha barriga está tímida!
Quem nunca sentiu um nervosismo miudinho num novo trabalho, projeto ou equipa?
Não devemos sobrevalorizar os sentimentos de uma criança mas também não se deve minimizá-los. Não é fácil dar-lhes as ferramentas para desenvolverem as suas competências emocionais. Todos fazemos o melhor e, muitas vezes, por tentativa/erro/tentativa.
Alice: Mãe, a minha barriga está tímida!
Quem nunca sentiu um nervosismo miudinho num novo trabalho, projeto ou equipa?
Não devemos sobrevalorizar os sentimentos de uma criança mas também não se deve minimizá-los. Não é fácil dar-lhes as ferramentas para desenvolverem as suas competências emocionais. Todos fazemos o melhor e, muitas vezes, por tentativa/erro/tentativa.
segunda-feira, 19 de setembro de 2016
Domingo aniversário
Foi um fim-de-semana como gostámos. Celebração, amor, amizade, parabéns, palmas, comer, brindar, abraçar e beijar.
2º aniversário da Clara
Uma amiga fantástica que tem imaginação e paciência para fazer festas tão bonitas de se ver e onde se sente tanto amor.
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