Não sou muito queixosa, tento sempre focar-me nos aspetos positivos e minimizar os negativos. Nem sempre consigo, nem sempre o positivo é visível a olho nu e eu queixo-me, sopro, suspiro e deixo a minha cabeça tombar, os meus ombros descairem e fico mais silenciosa.
Depois olho à volta, ou para trás de mim ou mais em frente, ouço os pulos deles no chão de madeira, ouço um "adoro-te minha mãe maravilhosa", vejo uns braços minúsculos a abrirem na minha direção e, por momentos, apercebo-me que estou desfocada dos meus objetivos, das prioridades da minha vida.
Eles são, realmente o que mais importa e, para eles, só nós importamos, nada mais. A casa, o carro, os prazos, o que sonhamos, desejamos ou aspiramos é pequeno comparado com o resto.
Às vezes tenho que trocar este cérebro de adulto por um de criança para perceber o verdadeiro sentido da felicidade.