B. entrou primeiro no consultório com a Alice, entrei depois eu que tinha ido estacionar o carro. Fomos mesmo em cima de hora porque a princesa gosta de prolongar a sesta sempre que temos algum compromisso inadiável.
Quando entrei no consultório senti que já muito se tinha conversado. Alice brincava e B. sentado ria-se com a médica. Sentei-me e ela diz-me: "O pai diz que não tem qualquer preocupação. E a mãe?"
Pronto, responder-lhe foi o princípio do meu fim enquanto mãe (quase) perfeita.
Respondo-lhe: "Bem... a Alice voltou a beber biberon de leite antes de adormecer. Ela pede muito."
A médica: "E você?" Eu: "Dou-lhe!"
Ouvi soar o apito do "Quem quer ser Milionário?" quando o concorrente erra. Levei sermão e a cada frase dela o pai olhava-me de canto do olho e sorria levemente. Isto porque é a mim que ela pede o leite, é a mim que me pede para ficar ao lado do berço para adormecer, é a mim que faz mil e um pedidos porque já deve ter percebido que o meu coração de mãe treme mais que gelatina.
Disse-me que já não tem idade para biberon, que à noite já não deve beber, que tenho que não ceder aos pedidos.
É importante ser firme, dá-lhes segurança e não os torna crianças mimadas e pequenos ditadores. Disse-me uma série de coisas que sei de cor e salteado na teoria mas que na prática já muda de conversa...
sexta-feira, 10 de janeiro de 2014
Consulta dos 2 anos #Parte 1
Isto tem de ir por partes porque dá pano para mangas:
Alice passou com distinção. Menina crescida e muito desenrascada. Muito vocabulário. Um pouco mimada (pela mãe). Saúde de ferro, apesar de um pouco constipada e alguma tosse. Já conta com 88cm e 13 350gr. Pela primeira vez tomará o Albendazol (remédio das bichas).
Pai passou com distinção.
Mãe chumbou redondamente saindo do consultório cabisbaixa enquanto pai teve de passar a porta de lado de tão inchado que ia o seu ego.
Alice passou com distinção. Menina crescida e muito desenrascada. Muito vocabulário. Um pouco mimada (pela mãe). Saúde de ferro, apesar de um pouco constipada e alguma tosse. Já conta com 88cm e 13 350gr. Pela primeira vez tomará o Albendazol (remédio das bichas).
Pai passou com distinção.
Mãe chumbou redondamente saindo do consultório cabisbaixa enquanto pai teve de passar a porta de lado de tão inchado que ia o seu ego.
quinta-feira, 9 de janeiro de 2014
quarta-feira, 8 de janeiro de 2014
24 meses
Tenho dificuldade em digerir estes 24 meses. Não os sinto cravados na pele. Não os vejo entranhados em mim.
Se me perguntarem quanto tempo passou, respondo que devem ter passado, no máximo, uns 12 meses, respondo que foi o ano passado que nasceu.
Tenho dificuldade em assimilar que o meu bebé está a tornar-se numa menina, uma menina muito alegre, meiga e risonha.
Adora cantar e dançar (todinha a sua mãe).
Fala pelos cotovelos (outra vez aqui a sua mãe).
Teima comigo quando quer um determinado calçado em vez de outro que lhe quero calçar.
Entra em qualquer lugar destemida e de passo seguro.
Diz obrigada e de nada, ambos de seguidinha e sempre a sorrir.
Pede que quer fazer cocó na sanita como o pai e a mãe mas para ficarmos as duas na conversa pois nunca brindou a sanita com um xixi sequer.
Para dormir adora as suas chuchas. Uma na boca, uma na mão esquerda e uma na mão direita. E, às vezes, ainda é capaz de perguntar: "E outa?"
Já responde: "Não sabe" sempre que não sabe alguma coisa.
Grita contente: "Encontei" se desencanta alguma coisa.
Dá-me beijos deliciosos sem eu pedir e abraços doces.
Conta e reconhece os números até 11, altura em que passa para 14.
Reconhece as letras do seu nome e alegremente diz: ALICE.
Não gosta de ser contrariada e faz as birras típicas da idade.
Nunca me fez perder a perder a cabeça mas já me fez soprar mil vezes todas as direções.
Está a deixar de ser o meu bebé e a ser a minha menina...
Se me perguntarem quanto tempo passou, respondo que devem ter passado, no máximo, uns 12 meses, respondo que foi o ano passado que nasceu.
Tenho dificuldade em assimilar que o meu bebé está a tornar-se numa menina, uma menina muito alegre, meiga e risonha.
Adora cantar e dançar (todinha a sua mãe).
Fala pelos cotovelos (outra vez aqui a sua mãe).
Teima comigo quando quer um determinado calçado em vez de outro que lhe quero calçar.
Entra em qualquer lugar destemida e de passo seguro.
Diz obrigada e de nada, ambos de seguidinha e sempre a sorrir.
Pede que quer fazer cocó na sanita como o pai e a mãe mas para ficarmos as duas na conversa pois nunca brindou a sanita com um xixi sequer.
Para dormir adora as suas chuchas. Uma na boca, uma na mão esquerda e uma na mão direita. E, às vezes, ainda é capaz de perguntar: "E outa?"
Já responde: "Não sabe" sempre que não sabe alguma coisa.
Grita contente: "Encontei" se desencanta alguma coisa.
Dá-me beijos deliciosos sem eu pedir e abraços doces.
Conta e reconhece os números até 11, altura em que passa para 14.
Reconhece as letras do seu nome e alegremente diz: ALICE.
Não gosta de ser contrariada e faz as birras típicas da idade.
Nunca me fez perder a perder a cabeça mas já me fez soprar mil vezes todas as direções.
Está a deixar de ser o meu bebé e a ser a minha menina...
terça-feira, 7 de janeiro de 2014
Passar por casa antes de ir para casa
Estar em Lisboa faz-me sonhar com o futuro mas faz-me também sonhar com um passado tão feliz.
Adoro regressar a um espaço que só me traz boas recordações. Estar no "nosso" apartamento em pleno Largo de Camões é sentir-me feliz...
Adoro regressar a um espaço que só me traz boas recordações. Estar no "nosso" apartamento em pleno Largo de Camões é sentir-me feliz...
E o que tem de tão especial o talho do El Corte Inglês?
É poder comprar um lombo de carne de porco ao lado da Rita Blanco.
Será que ela leu o post abaixo? Quase que posso jurar que ela me olhou pelo canto do olho e murmurou, entre dentes, cháaaa...
E logo eu que gosto tanto dela! :)
Será que ela leu o post abaixo? Quase que posso jurar que ela me olhou pelo canto do olho e murmurou, entre dentes, cháaaa...
E logo eu que gosto tanto dela! :)
P.S. Claro que não fui capaz de lhe dirigir a palavra...
sábado, 4 de janeiro de 2014
A Gaiola Dourada
Gostei, não amei, mas gostei. Acho que criei expectativas elevadas mesmo sem o querer.
Representa uma realidade que não me é muito familiar. Gostaria de ver algo do género para os emigrantes açorianos no continente americano. Daria um filme com muitas sequelas...
Recomenda-se pelos actores de grande qualidade e um argumento inteligente que podia ter ido um pouco mais longe (eu aqui a tentar parecer inteligente).
Representa uma realidade que não me é muito familiar. Gostaria de ver algo do género para os emigrantes açorianos no continente americano. Daria um filme com muitas sequelas...
Recomenda-se pelos actores de grande qualidade e um argumento inteligente que podia ter ido um pouco mais longe (eu aqui a tentar parecer inteligente).
P.S. A cena final em que aparece o Pauleta fez-me pensar que o filme já tinha terminado e que estava a ver uma publicidade qualquer. Foi um remate final muito, muito infeliz.
sexta-feira, 3 de janeiro de 2014
E Janeiro é... Berra-me Baixo
Novo ano, desafio antigo.
Não é a primeira vez que alinho no Berra-me Baixo.
A primeira vez acho que a Alice tinha uns 16 meses o que tornou o desafio um pouco mais fácil. Agora, no alto dos seus quase 24 meses, já testo o meu controlo de uma forma mais consciente.
Não vou negar que o grito que se cola na ponta da língua gosta de saltar boca fora mas sinto que os desafios anteriores preparam-me e deram-me um maior auto-controle.
Tenho sempre presente que o adulto sou eu, sou eu que tenho que me controlar mesmo em situações de descarrilamento, sou eu que sei avaliar bem as situações, sou eu que conheço os limites, sou eu que, desde o primeiro ao último momento, tenho que manter a calma.
Sei que estou no bom caminho...
Não é a primeira vez que alinho no Berra-me Baixo.
A primeira vez acho que a Alice tinha uns 16 meses o que tornou o desafio um pouco mais fácil. Agora, no alto dos seus quase 24 meses, já testo o meu controlo de uma forma mais consciente.
Não vou negar que o grito que se cola na ponta da língua gosta de saltar boca fora mas sinto que os desafios anteriores preparam-me e deram-me um maior auto-controle.
Tenho sempre presente que o adulto sou eu, sou eu que tenho que me controlar mesmo em situações de descarrilamento, sou eu que sei avaliar bem as situações, sou eu que conheço os limites, sou eu que, desde o primeiro ao último momento, tenho que manter a calma.
Sei que estou no bom caminho...
Como eu gosto desta Mum!
12 Desejos para 2014 #1
Publicarei um desejo por cada mês do ano e o primeiro tem de ser...
1.º Desejo: Voltar a ser mãe.
1.º Desejo: Voltar a ser mãe.
quinta-feira, 2 de janeiro de 2014
Balanço de 2013
Ainda continuo de férias e, por isso, sem grande possibilidade de me concentrar ao ponto de fazer um balanço sobre o ano que se passou... só consigo dizer que passou num abrir e fechar de olhos, que levou menos tempo que 2 horas num avião a tentar manter a Alice amarrada ao meu cinto de segurança, que passou mais rápido que uma viagem de comboio Lisboa-Covilhã e que não demorou tanto como um programa de lavagem na máquina da roupa quando estamos com pressa para sair de casa.
Bebés em 2014
É sempre com muita alegria quando recebo uma notícia de que um casal, que muito desejava, engravida. Fico a pensar como a vida deles mudará, como mudarão e como um novo ser, pequeno e inofensivo será uma força incrível nas suas vidas.
Nada do que lhes possam dizer ou partilhar os preparará para aquilo que é diferente e único para cada um de nós. Eu só desejo saúde, muita saúde, calma, muita calma e umas horas de sono para recuperar forças...
E., serás mãe e entenderás quase tudo o que a tua mãe fez e disse. As tuas certezas darão lugar a muitas dúvidas mas o teu coração saberá todas as respostas.
quarta-feira, 1 de janeiro de 2014
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