ALICE

Lilypie Kids Birthday tickers

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Carlos González #1

Conheço-o pouco, muito pouco, mas já gosto dele:

A solução para as crianças que acordam muitas vezes à noite é levá-las para a cama dos pais?

O problema é que existe uma grande desconfiança em relação às mães e a tudo o que elas fazem. A desconfiança existe na sociedade e nas próprias mães, que não têm confiança em si próprias. Os bebés acordam várias vezes durante a noite, principalmente a partir dos quatro meses. Se eu digo: «Quando o bebé acordar de noite, faz-lhe uma massagem» e a mãe faz e o bebé adormece. A mãe pensa: «Que bem que funciona a massagem». Se digo para pôr a cama virada para oriente, seguindo as indicações do Feng Shui, e ele adormece, a mãe pensa: «Que bom é o Feng Shui». Mas se digo: «Mete-o na cama contigo», e ele adormece, ninguém diz: «Que bom é ele dormir comigo». Em vez disso, dizem: «Este bebé não dorme, se não o ponho na minha cama não dorme». Ou seja, é algo que funciona, mas parece que é mau. E passa-se o mesmo com o chorar. Dizemos: «Este bebé só chora, enquanto não lhe dou colo não se cala». Mas se lhe dermos um medicamento e ele se calar dizemos que o medicamento é maravilhoso.
Os bebés são muito fáceis de criar, muito fáceis de cuidar, só há que usar um pouco o senso comum, ver o que funciona e o que não funciona, lembrarmo-nos de quando fomos crianças. Não é assim tão difícil.

Sempre tive medo de colocar a Alice a dormir na nossa cama, ainda hoje é algo que evito com receio que se torne norma diária. Contudo, até aos nove meses ela amamentou e durante a noite fazia-o muitas, muitas vezes, sempre comigo deitada e ela ao lado. Impossível fazê-lo sentada ou fora da cama pois já assim me custava não imagino como seria de outra forma.
Acabava de mamar, berço. Se chorava lá ia o colo, às vezes, mais de uma hora a passear pela casa. Na cama é que não, pensava eu (burrinha de todo).
Nas férias, uma preocupação, ai que se vai habituar, ai ficamos nós no sofá e ela numa cama de casal sozinha (burrinha de todo volta a atacar).
Ouvimos tanto, queremos levar tudo à letra, ouvimos as experiências dos outros e quase deixamos de viver as nossas, únicas com o nosso bebé único.

Já não me preocupa tanto, já a meto na nossa cama, apesar de conversar com ela, de lhe fazer entender os dois espaços distintos. Se tem uma noite terrível que me chama de 5 em 5 minutos, se está mais constipada, chorosa, triste com o mundo, fica na nossa cama, no nosso calor e proteção. No dia seguinte o sol volta a nascer e ela tem a sua cama de volta.
É costume lá ir parar todos os dias por volta das 7h da manhã. Se acordar antes tento que fique na sua, apesar de às vezes me pedir: "Qué cama mãe!" Tenho conseguido dar-lhe a voltar e que fique na sua até de manhã. Se houvesse gritos de meia-noite, se sentisse que ela tinha medo, se achasse que estava a sofrer: "Toma meu amor a cama mãe!"

Cada família é uma família, cada casal um casal e cada bebé um bebé. Ouvimos, processamos, tentamos, acertamos, voltamos a tentar, erramos, e vamos vivendo...


Qual a pior forma de começar uma semana...

Ouvir a notícia de uma criança que ficou debaixo de um autocarro à saída de uma paragem.
E a única vontade que tenho é de fechar-me em casa com a minha filha e só deixá-la sair quando tiver 40 ou melhor 50 anos.
E eu não compreendia o "excesso" (achava eu que era excesso) de preocupação da minha mãe, nas minhas saídas noturnas, nas viagens, nos acampamentos. Os avisos: "Quem é que vai conduzir?", "Para onde vão?", "Vão andar por estradas difíceis?" etc, etc e eu, quase que menosprezando aquele coração de mãe, achava que era dela, que era só ela que se preocupava demasiado.
Como, como aguentava ela não ter notícias minhas durante uma semana toda quando trabalhava noutra ilha, não ter o meu número de telemóvel quando comecei a usar (não sei porquê? Porque não tinha telemóvel para me ligar? Ou porque nunca precisava de me ligar? Porque não queria ser uma mãe chata?), como aguentava as minhas viagens em que me pedia apenas uma mensagem ou um toque para o telemóvel do meu irmão para saber que eu tinha chegado bem, nem sequer me exigia uma chamada e eu, tantas vezes, só me lembrava no dia seguinte. E seu coração de mãe tudo aguentava, em sobressalto talvez.

Mãe, minha querida mãe, que tantas vezes achei que eras a mãe mais preocupada do mundo, que tantas vezes achei que eram disparatadas as preocupações com as noites, com as viagens...
Mãe, minha querida mãe, como aguentou o teu coração tantas ausências de notícias porque eu era desligada, despreocupada, achando que nunca nada era motivo das tuas preocupações porque nunca nada de mal me iria acontecer?
Mãe, minha querida mãe, vou ser, já sou, mil vezes mais preocupada do que foste e alguma vez serás. Como te compreendo quando me dizias: "Filha, só tenho medo que alguma coisa de má te aconteça!"
Sim, o meu medo parece muito maior, um medo terrível de perder o bem mais precioso que tenho na vida, uma parte de mim que cresce neste mundo e que eu não consigo proteger a 100%, não consigo controlar e impedir que o mundo tome conta do seu destino...
Mãe, minha querida mãe, que a vida me dê uma filha mais compreensiva do que eu fui, mais consciente que o coração de mãe/pai é por natureza preocupado, sofredor mas que é o coração que mais ama outro ser.
Mãe, minha querida mãe, perdoa-me a minha inconsciência de jovem que pensa dominar o mundo, que se julga invencível e acima de todas as desgraças que aconteciam a outros jovens como eu.

Mãe, hoje sou mãe, e não precisarás de me dizer mais nada pois o meu coração já sabe o que o teu coração sente...


domingo, 16 de fevereiro de 2014

Já tínhamos percebido...

"Era uma obrigação minha ser tão claro quanto possível. Embora o meu talento para ser claro fosse manifestamente limitado."


A perder o meu bebé à velocidade da luz...

Eu: "Tu és o meu bebé!"
Alice: "Não, mãe! Eu sou uma menina "quescida"!"

Pronto, aos 25 meses, já sem usar biberão há um mês, ainda usando fralda e chucha, perdi o meu bebé.


sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Será que é porque hoje se celebra o amor...

... e que querendo ou não parece que somos levados pela corrente?
E em tantos dias penso, imagino e depois calo-me. Calo-me porque sim, porque não, porque logo chega algum problema ou distração ou mesmo por nenhuma razão especial.

Hoje pensei, imaginei e depois falei...


É sexta-feira...

... mas por todo o lado só se vê corações.
Aqui não será excepção!

 
Sim, sou do grupo das que dizem que não comemoram. Mas sou completamente a favor do amor!
 

Semana 7/52

13.02.2014
 

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Surpresa

É o que sentes quando te vês no teu blog preferido...
E pensas: "Ela sabe que eu existo!" qual adolescente que está perante o seu cantor de música preferido.

Zona do Porto - Workshop Auto Maquilhagem

 
Eu só precisava de estar uns 2500 kms mais perto. Quem quiser e estiver por perto...
 

O dia chegará...

... mas nem sempre quando o desejamos. E eu que tanto acredito na força do universo sei que o dia chegará não quando eu mais o desejar mas quando todos estaremos preparados para tal... será na altura precisa em que tem de começar a acontecer...

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Loucas são as noites...

... que passo sem dormir. Loucas são as noites...

Perdi a conta das vezes que me levantei a noite passada. Até à 1h da manhã estive no sofá e devo ter subido e descido as escadas umas 10 vezes em intervalos de 10, 20 ou 30 minutos, desde as 20h20. Depois da 1h da manhã o percurso foi mais reduzido porque fui para o quarto e deve ter sido mais umas 5 ou 6 vezes.
Sabe bem, muito bem depois de uma semana a dormir noites seguidas até às 6h da manhã, voltar a acordar de instante a instante a chamar por mim para não me fazer esquecer que nada é definitivo e garantido.

Sem título


segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

A partilha lá em casa

A partilha lá em casa é uma pequena batalha que travamos. Acho que é uma batalha levada mais a sério pelo pai que por mim. Ele insiste bastante com a Alice para partilhar, para não tirar nada das mãos dos outros, etc, etc. Eu faço semelhante, talvez mais consciente das limitações de uma criança de 2 anos, ciente que a partilha para eles não é algo que possa ser apreendido e compreendido nesta fase.
Ao ler outros blogs, vejo algo que vem ao encontro do que já ouvi noutros lugares, da boca de outros especialistas e que nunca é demais reforçar porque nem sempre, nós pais, nos lembramos que há comportamentos e atitudes que não chegam apenas porque os repetimos em voz alta vezes sem conta, porque os repreendemos ou castigamos. Há comportamentos que chegam quando o cérebro de uma criança está preparado para o processar e reproduzir.
Com isto não quero dizer que não se deva chamar à atenção, intervir ou explicar o que deve ser feito. Mas digo que devemos compreendê-los, dar-lhes tempo e aceitar esse comportamento como perfeitamente normal e não rotulá-los de egoístas, de não saberem partilhar, de quererem tudo para eles.



Saber partilhar é uma competência importante para nos relacionarmos com os outros. Contudo, os pais não devem estar à espera de que a criança compreenda completamente a “partilha” até cerca dos 4 anos. Aprender a partilhar leva tempo. É importante apoiar a criança nesta aprendizagem, mas atendendo ao que é capaz.

O que a criança precisa de aprender para partilhar?
Aprender a partilhar leva tempo porque existem uma série de coisas para aprender. É preciso conseguir controlar o impulse de tirar as coisas aos outros, conseguir perceber o ponto de vista de outras crianças, perceber o tempo suficientemente bem para conseguir aceitar que não faz mal esperar um pouco para ter o que ser quer e ser capaz de falar suficientemente bem para negociar quem fica com o quê e quando.
 
Mas afinal o que sabem as crianças sobre partilhar? 
Aos dois anos a criança só sabe que quer qualquer coisa e que a quer agora! A criança pode ainda nem perceber bem as noções de pertença e achar que tudo é seu. Às vezes pode até entender que tem umas regras um pouco estranhas, como: “É meu porque eu quero” ou “Quero porque tu o tens”.
 
Pelos 3 anos, a criança está em plena fase de treinar a partilha. As crianças podem até passar bastante tempo a decidir quem vai ficar com que brinquedo, quem faz o quê e quem pode brincar. Mas às vezes é difícil.
 
A partir dos quatro anos, a criança consegue emprestar e trocar melhor e gosta de dar e receber.