ALICE

Lilypie Kids Birthday tickers

terça-feira, 9 de agosto de 2016

Saber esperar

Talvez uma das coisas mais difíceis para as crianças hoje em dia seja o ... esperar...
Talvez seja por nossa causa, por causa do meio onde nasceram. Queremos tudo no agora, no imediato, esperar tornou-se quase martirizante. É tudo automático, quase instantâneo, quase tudo descartável, feito para o momento.
Nós, adultos, já vivemos em dois mundos: num onde tudo levava o seu tempo, a televisão levava tempo a aquecer, a comida levava tanto tempo na panela, a espera era uma constante no dia-a-dia e, neste mundo, onde 2 segundos a abrir uma página da internet é um desespero, onde a comida é feita em 10 minutos no forno, onde corremos de um lado para o outro para fazer as mil e uma coisas que temos que fazer, onde nunca tivemos tantas máquinas a fazer tantas coisas por nós e onde nunca nos queixámos tanto com falta de tempo.
As crianças hoje já crescem no rodopio, no imediato, no agora e já, nos 5 minutos que são uma eternidade e não um sopro de tempo.
A minha é exigente, impaciente e diz com todas as letras: "Eu não gosto nada de esperar. Esperar não é bom!"
É difícil fazê-la compreender que esperar ou, melhor, saber esperar será fundamental para ela. Saber que tudo o que é importante leva o tempo certo e nunca o tempo que queremos, é sempre um pouco mais. Perceber que a espera pode ser difícil, chata e muito aborrecida mas faz parte do processo.
Com apenas 4 anos e meio, já lhe disse algumas vezes que quando esperamos, quando sabemos esperar, coisas boas acontecem.

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Visão perfeita

Quando ao colo do teu amor vai o vosso amor maior...

sábado, 6 de agosto de 2016

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Casa de bonecas - a cozinha

A primeira divisão está quase pronta.
Caixa de madeira de vinho, papel autocolante e mobília de madeira.
Ainda não consegui arranjar autocolantes para colocar por dentro. Sempre posso imprimir imagens da internet e colar com papel autocolante transparente (quadros, janelas, etc). Pode-se pintar ou forrar a caixa por fora. Por enquanto optámos por deixar como está.
Como seria de esperar a Alice delirou e já fala nas restantes divisões, pois claro...
Tem brincado com ela todos os dias.

 
 
 
Material e valores:
Caixa de vinho - o pai arranjou
2 rolos de papel autocolante (Loja chinesa. Sobrou imenso) 1,5€ cada
Mobília de cozinha (Aliexpress) - ronda os 5€
Rádio e vaso de girassol - herança da prima mais velha
 Caixa forrada pelo pai (mais paciente e com bem mais jeito para estes trabalhos).

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

O palato do António

É só o meu filho que adora toalhitas (se eu deixasse chupava-as até à exaustão), cremes de qualquer espécie (abre todas as tampas com os dentes ou dedos e tenta chupar o creme), shampoo ou gel banho (usa a mesma técnica dos cremes).
"Come umas ervilhas, António... é tão bom!"
Sim, sonha mãe, sonha!

Despertador

Aos sermos pais existem utensílios que deixamos de usar e outros que se tornam inseparáveis.
Eu sou mãe e não uso despertador há mais de 4 anos e meio. Até hoje nunca me falharam os meus 2 despertadores. Entre eles pode haver um intervalo de 2 minutos como pode chegar a 30 minutos. São infalíveis e deixam-me sempre margem de manobra para tarefas matinais antes da saída para o trabalho. Ao fim-de-semana despertam ainda mais cedo para que eu fique com um dia bem mais longo para cuidar deles e arrumar a casa.

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Mês de Agosto

Vivo numa ilha a 5 minutos da praia e ainda só meti o pé na água uma vez. Férias que se passaram a trabalhar, dias de semana que passam a voar, fins-de-semana que se aproveitam para colocar afazeres domésticos em dia.
Neste mês tenho que quebrar o ciclo. Não é fácil ir à praia com dois, na verdade, torna-se impossível sozinha visto que para correr atrás de um, o outro fica em rédea solta. Vou com eles às compras, ao parque, a qualquer lugar que me lembre mas a praia e a piscina é algo que sai fora da segurança. A Alice adora água, aventura-se, não mede o perigo. É preciso estar com ela, tê-la debaixo de olho e à distância que uma passada ou duas. Incomportável com um bebé de 20 meses que adora correr disparado sem rumo.
Mas que todos estamos a precisar de uns banhos de mar e sol, estamos...

domingo, 31 de julho de 2016

O que se andará a passar?

Esta semana dispararam as visitas a este espaço a partir da Rússia. Na verdade, em meia dúzia de dias passei a ser mais lida lá do que em Portugal.
Alguém se acusa?

sexta-feira, 29 de julho de 2016

Se eu não te vejo, tu não me vês

Escondeu-se de mim. Chamei por ela, permaneceu imóvel. Quando a encontrei espantou-se e perguntou: "Mãe como me encontraste?"






O mais novo

Corre atrás dela, abraça-a do nada como não faz aos pais, insiste em sentar-se no colo dela. A mais velha, às vezes, só quer estar sossegada.




quinta-feira, 28 de julho de 2016

"Vou-te encher de beijos"

Rastreio visual caseiro a crianças

Nem sempre é fácil os pais detetarem problemas de visão nos seus filhos. Na maioria dos casos, é só na escola, quando começam a ter de ver o quadro que o professor se apercebe de algum problema. Muitas vezes, o estado agravou-se ao longo do tempo e depois cresce a culpa materna (paterna) de como ninguém se apercebeu em casa...
Recomenda-se que, não detetando nenhum problema antes, a primeira consulta num oftalmologista seja por volta dos 3 anos. Contudo, é possível, através de brincadeiras fazermos o nosso (enquanto pais) rastreio visual em casa.
Em pequenas perguntas e gestos podemo-nos aperceber da visão conjunta (dois olhos). Chamar a atenção para um avião que rasga os céus, um passarinho num cimo de uma árvore, uma flor mais ao longe. Aparentemente tudo pode parecer bem porque, em alguns casos, um olho está a compensar a falta de visão do outro. É aqui que entra a segunda parte do rastreio visual.
Para crianças com 1, 2 ou 3 anos, pode-se brincar aos piratas. Se houver irmãos é melhor pois o envolvimento pode ser mais fácil com crianças mais pequenas a imitarem os mais velhos.
Num dia, tapa-se uma das vistas, vai-se à procura do tesouro. Tenta-se aperceber da visão de pequenos objetos no fim da sala. Uma brincadeira para demorar alguns minutos, tentar perceber se a criança está confortável com aquela visão. Noutro dia ou no seguinte, tapa-se a outra vista. É provável que, se houver problemas, a criança faça alguma resistência a usar aquele olho. Repetem-se as brincadeiras, a busca, o tesouro e tenta-se perceber o alcance da vista.
Esta é uma forma precoce de nós, pais, testarmos a visão dos nossos filhos. O que parece óbvio (ter ou não problemas de visão) não é fácil de perceber em tenra idade, ou seja, antes da entrada no meio escolar.
Tratar precocemente pode evitar problemas mais graves de futuro.
Fica a dica de quem não é da área, de quem é apenas uma mãe que, como qualquer mãe, tem sempre uma quota parte de culpa materna em tudo o que se refere aos seus filhos. Faz parte do nosso ADN cultural e religioso, acho.

Esta atenção não invalida que o primeiro rastreio visual profissional seja feito por volta dos 3 anos.

P.S. O estarem constantemente colados à tv é um outro problema qualquer ou uma caraterística infantil ou tínhamos 95% das crianças com problemas visuais.

quarta-feira, 27 de julho de 2016

A idade já pesa

Sempre fui miope. Uso óculos desde o liceu mas já precisava deles muito antes. Uns bons anos depois substituí os óculos pelas lentes.
De há uns 3 ou 4 meses para cá apercebi-me da dificuldade de ver ao perto. Se estava de óculos tinha que os tirar para mexer no telemóvel. Se estava de lentes afastava o telemóvel.
A médica diz que é a idade, que estou a descompensar na visão. A primeira solução que recomendou foi o uso de lentes progressivas mas logo disse que a experiência não costuma ser positiva. Não sei se cirurgia é opção, não sei que outras soluções haverá. Estou apreensiva...

Aos 42 já estou a afastar as coisas para as ler mas continuo a não ver bem ao longe.

terça-feira, 26 de julho de 2016

Midi skirt

Rendida  esta altura (e aos plissados também).

 
 
 
 
 
 
 
 

Nem sempre é fácil estar grata

Somos engolidos no dia-a-dia, nas coisas que correm menos bem, nas expetativas que criamos em nós e nos outros, em pormenores que nos parecem atrasar, nos sonhos que criamos desajustados da realidade, nos gritos dos filhos, nos pulos no sofá, nas notícias do terrorismo, nos medos que crescem, na comida que não saiu saborosa, na fila do supermercado que é maior do que a nossa pressa, nas contas sempre tão elevadas, no tempo chuvoso e ranhoso, no nosso humor de segunda-feira ou terça, nos gritos que silenciamos, na roupa acumulada para passar, nas compras que têm que ser feitas novamente, no pão que faltou e, esquecemos... esquecemos de estar gratos.

Grata por dois filhos saudáveis, tão saudáveis,
grata por dois filhos lindos, tão, tão lindos,
grata por um companheiro firme que rema contigo mesmo na tempestade,
grata por um lar onde não falta luz, nem água, nem comida no armário,
grata por um trabalho onde fazes o que gostas,
grata por amigos bons, mesmo bons,
grata por colegas simpáticas e bem dispostas,
grata pelo não terrorismo onde vives,
grata pela família que te ama,
grata por uma vida tão, mas tão boa!

O resto, o resto é pequeno. Não esquecer que o resto é areia, pequenos grãos de areia. Sim, a areia pode incomodar e muito mas não há pedregulhos nem montanhas para subir. O resto é gerir e digerir porque a maior parte é mesmo boa, tão boa.

Grata, muito grata!