segunda-feira, 5 de agosto de 2013
sábado, 3 de agosto de 2013
Da memória de um amendoim torrado
Ontem estava a ver o Sexo e a Cidade II com B. e teimava com ele que nunca tinha visto. Ele repetia ao longo do filme: "Olha que eu acho que já vi este filme..." Eu quase que coloquei os dedos dos pés da minha filha no lume como eu nunca o tinha chegado a ver... E via e apreciava todas as cenas como quem vê um filme pela primeira vez.
Quando a Carrie fala com o empregado do hotel que só vê a esposa de 3 em 3 meses, aquilo fez-me um click. Eu já tinha visto o filme.
Hoje vi a Invasão, com Nicole Kidman, tive a sensação e a certeza que já o tinha visto mas não me lembrava de nada, nadinha, e mesmo revendo as cenas continuei a não me lembrar e a ver o filme até ao fim.
Isto por estas bandas anda tão ruim.
Quando a Carrie fala com o empregado do hotel que só vê a esposa de 3 em 3 meses, aquilo fez-me um click. Eu já tinha visto o filme.
Hoje vi a Invasão, com Nicole Kidman, tive a sensação e a certeza que já o tinha visto mas não me lembrava de nada, nadinha, e mesmo revendo as cenas continuei a não me lembrar e a ver o filme até ao fim.
Isto por estas bandas anda tão ruim.
Depois da tempestade vem a bonança
Seguiram-se 4h30m de sesta. Benza-te Deus!
(o normal costuma ser entre 1h30 a 2h)
(o normal costuma ser entre 1h30 a 2h)
Manhãs que parecem dias
Levantámo-nos da cama antes das 6h da manhã porque é a mais nova que toca a alvorada e manda nas horas em que nos levantamos. Repeti levantámo-nos ao invés de acordámos porque mal se pregou olho (os adultos) com a discoteca ao ar livre montada perto de nossa casa. As batidas até de madrugada faziam-se ouvir dentro do quarto.
Terminam-se as limpezas iniciadas ontem ao final da tarde e é nestas alturas em que penso que o dinheiro me faria uma pessoa mais feliz. Aprende-se a aspirar um sofá com uma bebé saltando de almofada em almofada. Aprende-se a lavar o chão com uma bebé agarrada ao cabo da esfregona. Aprende-se a conviver com situações em que nem sequer pensávamos.
Às 9h e pouco já estávamos os 3 no mercado, entre fruta e legumes frescos, numa agitação só conhecida nos mercados aos sábados de manhã. Pelo caminho recusamos um convite para ir à praia, lá encontramos conhecidos da massagem infantil. Alice come sempre uma banana e eu escolho uma tangerina que não me agradou. B. corre de banca em banca porque não consegue o que precisa numa única banca. A alface roxa é num sítio, as batatas minúsculas no senhor do fundo, os ovos caseiros na banca do costume e as minhas flores que deixam a nossa casa bem mais bonita.
Regressamos a casa com a Alice a reclamar de sono e birra porque vai na cadeira. Quer andar pelo seu pé, cruzar-se com as pessoas a quem vai exclamando: olá, olá.
Em 5 minutos estamos em casa, num percurso a pé tão curto que quase não podemos chamar de passeio.
O queixume de uma bebé, próprio de quem se levantou antes das 6h da manhã, o não querer comer que se tem vindo a registar nos últimos dias e que começa a preocupar-me, o querer a televisão ligada para ver desenhos animados quando queremos cortar no excesso de tv que andava sujeita (quem é criado em casa habitua-se àquele aparelho ligado quase dia e noite mesmo que ninguém lhe preste atenção), o tentarmos que vá fazer o sono, o berreiro no quarto quase a tombar de cansaço mas a pedir para ir para a sala. Tento manter a calma, fingir que os gritos dela não me fazem ter vontade de a largar na sala e deixá-la à sua vontade. Consigo manter a calma, falar-lhe ao ouvido quando berra e chora, contar-lhe as coisas que podemos fazer depois dela dormir, falo-lhe na Ni, a sua grande amiga, nos dias de praia e banho e, entre soluços, ao meu colo, adormece pelo meio-dia.
Desço a pensar que existem manhãs que parecem dias inteiros, manhãs de lindo céu azul em que limpámos e vamos às compras quando desejava apenas passeios e descontração, sem choros nem birras, com maridos perfeitos, filhos perfeitos e nós próprios perfeitos numa vida de perfeição.
No fundo das escadas já o pensamento me fugiu, já penso como é bom olhar para esta casa tão limpa e silenciosa ainda que tal seja apenas uma questão de tempo... tudo ficará do avesso novamente e os gritos e choros, os mãeeesssss e paaiiiiiissss se farão ouvir.
Terminam-se as limpezas iniciadas ontem ao final da tarde e é nestas alturas em que penso que o dinheiro me faria uma pessoa mais feliz. Aprende-se a aspirar um sofá com uma bebé saltando de almofada em almofada. Aprende-se a lavar o chão com uma bebé agarrada ao cabo da esfregona. Aprende-se a conviver com situações em que nem sequer pensávamos.
Às 9h e pouco já estávamos os 3 no mercado, entre fruta e legumes frescos, numa agitação só conhecida nos mercados aos sábados de manhã. Pelo caminho recusamos um convite para ir à praia, lá encontramos conhecidos da massagem infantil. Alice come sempre uma banana e eu escolho uma tangerina que não me agradou. B. corre de banca em banca porque não consegue o que precisa numa única banca. A alface roxa é num sítio, as batatas minúsculas no senhor do fundo, os ovos caseiros na banca do costume e as minhas flores que deixam a nossa casa bem mais bonita.
Regressamos a casa com a Alice a reclamar de sono e birra porque vai na cadeira. Quer andar pelo seu pé, cruzar-se com as pessoas a quem vai exclamando: olá, olá.
Em 5 minutos estamos em casa, num percurso a pé tão curto que quase não podemos chamar de passeio.
O queixume de uma bebé, próprio de quem se levantou antes das 6h da manhã, o não querer comer que se tem vindo a registar nos últimos dias e que começa a preocupar-me, o querer a televisão ligada para ver desenhos animados quando queremos cortar no excesso de tv que andava sujeita (quem é criado em casa habitua-se àquele aparelho ligado quase dia e noite mesmo que ninguém lhe preste atenção), o tentarmos que vá fazer o sono, o berreiro no quarto quase a tombar de cansaço mas a pedir para ir para a sala. Tento manter a calma, fingir que os gritos dela não me fazem ter vontade de a largar na sala e deixá-la à sua vontade. Consigo manter a calma, falar-lhe ao ouvido quando berra e chora, contar-lhe as coisas que podemos fazer depois dela dormir, falo-lhe na Ni, a sua grande amiga, nos dias de praia e banho e, entre soluços, ao meu colo, adormece pelo meio-dia.
Desço a pensar que existem manhãs que parecem dias inteiros, manhãs de lindo céu azul em que limpámos e vamos às compras quando desejava apenas passeios e descontração, sem choros nem birras, com maridos perfeitos, filhos perfeitos e nós próprios perfeitos numa vida de perfeição.
No fundo das escadas já o pensamento me fugiu, já penso como é bom olhar para esta casa tão limpa e silenciosa ainda que tal seja apenas uma questão de tempo... tudo ficará do avesso novamente e os gritos e choros, os mãeeesssss e paaiiiiiissss se farão ouvir.
sexta-feira, 2 de agosto de 2013
No próximo não me escapa...
Quando estivermos em 2ª ronda vou fazer algo semelhante. Acho uma delícia, um milagre, uma benção da vida, acompanhar o crescimento de um ser humano e poder registar clik a clik para mais tarde recordar porque é tão mas tão fácil esquecer...
A Alice saiu da alcofa aos 4 meses porque prometi emprestar a uma amiga quando o filho nascesse. O Tomás veio tinha a Alice perto de 5 meses.
Da próxima vez se ninguém me acompanhar, teremos alcofa em casa para tirar todos meses uma foto.
A Alice saiu da alcofa aos 4 meses porque prometi emprestar a uma amiga quando o filho nascesse. O Tomás veio tinha a Alice perto de 5 meses.
Da próxima vez se ninguém me acompanhar, teremos alcofa em casa para tirar todos meses uma foto.
quinta-feira, 1 de agosto de 2013
A Alice continua a andar de costas viradas
[serviço público] para trás é que se vai em frente!
Meus queridos amigos, o beijo-de-mulata não é um
blogue de serviço público, é apenas um blogue que tem o nome de uma flor
silvestre que nasce em qualquer degredo e se cria em qualquer chão porque fala
sobre o que me passa pela cabeça. Só não faço serviço público por uma única
razão: é que raramente me passam pela cabeça temas que possam remotamente ser de
algum interesse para o público. Excetuando as parcas mas honrosas exceções* em
que fiz questão de vos explicar como diminuir a mortalidade infantil através da escolha adequada
dos nomes próprios, ou como ajudar a dar à luz numa bomba de gasolina. Tudo coisas
com imenso substrato, portanto.
Mas hoje resolvi falar-vos de uma questão muito
séria. Não concebo que não se faça nada sobre isto e que pouca gente dê atenção
a este tema: não há semana nenhuma em que não veja ou ouça falar de uma criança
com menos de 4 anos que ficou tetraplégica ou teve um traumatismo craniano grave
com sequelas irreversíveis durante um acidente de automóvel. Em acidentes de
nada, pequenas distrações a 30 km/h, em trajetos curtos, de casa da mãe para a
casa da avó, em crianças que iam na cadeirinha no banco traseiro, numa
cadeirinha bem instalada, com pais cuidadosos.
Como?!, pergunta quem não costuma ouvir falar
disto. A verdade é muito simples: as crianças não têm força suficiente nos
músculos do pescoço para suportar o "efeito chicotada" numa pequena colisão
frontal. E isto é muito, muito sério! Mas quando se pergunta aos pais dos
meninos internados nos intensivos a razão pela qual os meninos iam voltados para
a frente, a resposta é invariavelmente: "Porque ele já tinha idade." ou "Porque
achei que ele se conseguia entreter melhor se fosse virado para a frente." ou
"Mas as cadeirinhas que existem a seguir aos 13 kg são todas viradas para a
frente". Ou seja, ignorância pura!
Já aqui falei sobre o tema quando passei a Alice do ovo para a cadeira: http://omeuchaverde.blogspot.pt/2013/02/esta-semana-saimos-do-ovo.html
Para uma maior fundamentação ou para os indecisos:
http://www.apsi.org.pt/24/110801_-_vt_-_resumo_da_fundamentacao.pdf
http://www.apsi.org.pt/24/110801_-_vt_-_resumo_da_fundamentacao.pdf
Os genes da mãe
O banho é hora de brincadeira e o que outrora foi um livro dos meus sobrinhos, agora são páginas soltas no fundo de uma banheira que faz as delícias de uma pequena princesa.
Eu não quero estar aqui a gabar-me, a dizer com todas as letras que a minha filha é sobredotada, que já devia estar a fazer provas nacionais, blá, blá. Mas, às vezes, impossível não partilhar...
Está aqui. Para quem pensa: Ah grande coisa!? não sabe que lhe disse: "Vá, Alice, coloca por ordem os números. Primeiro os primos, depois os pares. Os primos colocas por ordem ascendente e os pares por ordem descendente."
Estudos indicam que a inteligência dos filhos é herdada da mãe (não sei se é assim tão redutor mas foi o que a minha prima Mari disse).
Eu não quero estar aqui a gabar-me, a dizer com todas as letras que a minha filha é sobredotada, que já devia estar a fazer provas nacionais, blá, blá. Mas, às vezes, impossível não partilhar...
Está aqui. Para quem pensa: Ah grande coisa!? não sabe que lhe disse: "Vá, Alice, coloca por ordem os números. Primeiro os primos, depois os pares. Os primos colocas por ordem ascendente e os pares por ordem descendente."
Estudos indicam que a inteligência dos filhos é herdada da mãe (não sei se é assim tão redutor mas foi o que a minha prima Mari disse).
Berra-me Baixo
Estou novamente inscrita para um mesmo desafio, um desafio que acredito que vá interiorizar tantas quantas mais vezes praticar: Berra-me Baixo!
A Alice está a beirar os 19 meses e se, às vezes, penso que já entrou na fase das birras outras vezes penso que não, que aquilo ainda não é nada comparado que o que irá chegar. E eu quero ter um auto-controlo, quero ter a calma necessária, quero ser sempre o adulto e ela a criança, quero ser um pilar. E isso não é inato, não chega quando nos tornamos mães/pais, não chega quando somos confrontados com as situações. Acho que chega com as tentativas/erros, com a ajuda dos especialistas, com as dicas dos avós, com a leitura, com o nosso crescimento e vontade de fazer o melhor para os nossos filhos.
Eu cá não sou a que mergulha em livros da especialidade ou faz tudo à risca do que a pediatra diz mas sou das que ouvem sempre atentamente, das que acreditam na parentalidade positiva, das que procuram em quem mais sabe, de forma ligeira mas consciente.
Cá vamos nós para mais um mês...
A Alice está a beirar os 19 meses e se, às vezes, penso que já entrou na fase das birras outras vezes penso que não, que aquilo ainda não é nada comparado que o que irá chegar. E eu quero ter um auto-controlo, quero ter a calma necessária, quero ser sempre o adulto e ela a criança, quero ser um pilar. E isso não é inato, não chega quando nos tornamos mães/pais, não chega quando somos confrontados com as situações. Acho que chega com as tentativas/erros, com a ajuda dos especialistas, com as dicas dos avós, com a leitura, com o nosso crescimento e vontade de fazer o melhor para os nossos filhos.
Eu cá não sou a que mergulha em livros da especialidade ou faz tudo à risca do que a pediatra diz mas sou das que ouvem sempre atentamente, das que acreditam na parentalidade positiva, das que procuram em quem mais sabe, de forma ligeira mas consciente.
Cá vamos nós para mais um mês...
Para ler melhor aqui: http://mumstheboss.blogspot.pt/2013/08/berramebaixogmailcom-day-1.html
quarta-feira, 31 de julho de 2013
O peso e a amamentação
Isto de ter um blog onde escrevemos grande parte das nossas vivências pode ter alguns inconvenientes mas tem tantas mas tantas vantagens para quem tinha a memória de um piriquito e que depois da maternidade passou a ter a memória de um amendoim torrado.
Ao recordar os primeiros tempos da maternidade lendo posts do primeiro mês da Alice:
Ao recordar os primeiros tempos da maternidade lendo posts do primeiro mês da Alice:
terça-feira, 30 de julho de 2013
Fui aos saldos
Na verdade fui comprar uma oferta para o meu pai na ZARA e, na verdade também, impossível não desviar os olhos para a parte feminina.
Os saldos da ZARA parecem os antigos descontos que se faziam nas lojas do comércio tradicional na hora de pagar: "Vá, vou-lhe fazer um desconto de 10%!"
No entanto, no meio daquela vergonha de descontos encontrei uma blusa que custava 12,95€ mas estava a 3,99€.
A primeira vez que a vesti vira-se B. para mim: "Ah, essa blusa, já tinhas? Ou vais dizer que não servia a alguém e que te deram?!" Sobe-me logo a mostarda ao nariz e fico fula, fula por ele achar que o tento enganar e que não quero que ele saiba quando tenho uma peça nova e fula por ele achar que minto ou que preciso de mentir.
Eu respondi: "Nãoooooo... comprei quando comprei a oferta do meu pai. Mas achas que ando a mentir quando digo que me deram?!"
B.: "Sim... é porque às vezes não parece mesmo nada que foi dado..." com um ar de gozo a rir. Adiantando: "Mas é gira a blusa, se tiveres numa bicicleta a fazer a volta a Portugal, és o camisola amarela."
Que nervos... O que vale é que eu uso tudo o que gosto e não me deixo levar pelos seus comentários de quem acha que percebe mas que não percebe nada.
P.S. Talvez ele tenha querido dizer que eu era o camisola amarela da vida dele. Aquele que vai à frente. A sua vitória e guia nesta vida. Acho que foi isso... Love you too.
Os saldos da ZARA parecem os antigos descontos que se faziam nas lojas do comércio tradicional na hora de pagar: "Vá, vou-lhe fazer um desconto de 10%!"
No entanto, no meio daquela vergonha de descontos encontrei uma blusa que custava 12,95€ mas estava a 3,99€.
A primeira vez que a vesti vira-se B. para mim: "Ah, essa blusa, já tinhas? Ou vais dizer que não servia a alguém e que te deram?!" Sobe-me logo a mostarda ao nariz e fico fula, fula por ele achar que o tento enganar e que não quero que ele saiba quando tenho uma peça nova e fula por ele achar que minto ou que preciso de mentir.
Eu respondi: "Nãoooooo... comprei quando comprei a oferta do meu pai. Mas achas que ando a mentir quando digo que me deram?!"
B.: "Sim... é porque às vezes não parece mesmo nada que foi dado..." com um ar de gozo a rir. Adiantando: "Mas é gira a blusa, se tiveres numa bicicleta a fazer a volta a Portugal, és o camisola amarela."
Que nervos... O que vale é que eu uso tudo o que gosto e não me deixo levar pelos seus comentários de quem acha que percebe mas que não percebe nada.
P.S. Talvez ele tenha querido dizer que eu era o camisola amarela da vida dele. Aquele que vai à frente. A sua vitória e guia nesta vida. Acho que foi isso... Love you too.
segunda-feira, 29 de julho de 2013
Amamentar ou não?
A ursa decidiu não amamentar, a pipoca mais doce decidiu não amamentar e ambas deram origem a um sem fim de comentários e a uma polémica à volta das mamas de quem é recém-mãe.
Vou partilhar a minha curta experiência tentando não tecer julgamentos sobre mamas que não forem minhas.
Durante a gravidez decidi que queria amamentar e que iria tentar superar todas as dificuldades para dar aquilo que achava ser o melhor para a minha filha no que dizia respeito à alimentação e seu crescimento. A minha meta eram 4 meses de amamentação exclusiva (o período da minha licença) o que viesse a mais seria por acréscimo.
Mal ouvi que ia nascer por cesariana tive medo que isso influenciasse um início positivo. Já no recobro colocaram-me a Alice à mama e ela revelou-se menos medrosa do que a mãe. Pegou bem no mamilo e mamou. Foram alguns minutos e eu ainda estava meia abananada da cirurgia. Começou a berrar a plenos pulmões e a enfermeira foi-lhe preparar um biberão para lhe dar. Um novo medo de rejeitar a mama porque o biberão é tão mais fácil para os bebés. Quis dizer que não, para não darem o leite adaptado mas não tive forças e não queria que ela passasse fome.
Lembro-me da enfermeira dizer: Esta bebé tem boca de mama! (De tanto que abria a boca e tentava abocalhar a tetina, não se ajeitando ao biberão)
Na maternidade fui dando sempre mama e por 2 ou 3 vezes pedi um biberão porque ela berrava tanto, interruptamente, minutos e minutos que me pareciam horas. Tive receio de ser fome.
Em casa as coisas foram correndo melhor porque ela ia aumentando sempre de peso. Contudo, mamava quase sempre de 1h30 em 1h30m, raramente aguentava as 2h fosse de dia, fosse de noite.
Em muitas alturas pensei: Agora percebo porque tantas mulheres optam por não amamentar.
A subida de leite foi sem dores nem febres mas tive gretas, tive momentos de cansaço extremo, tive noites quase em claro e meses a fio em que dormir 3 horas seguidas era motivo de festejo. Senti que se não tivesse tão determinada tinha desistido ao fim de uma semana.
A Alice mamava bem, tinha uma boa pega mas adorava estar à mama. Ficava uma hora à mama para passado uma hora voltar. Durante semanas tive a sensação que andava com ela colada ao peito. Não me podia ausentar dela por mais de 60 minutos, não podia ir à ginástica sem a levar comigo atrás, não podia dormir descansada sem a ter que a colocar ao peito mal abria a goela.
Mas quis continuar, tive vontade de continuar... até aos 9 meses em que pensei cortarmos este elo sem dramas nem choros. Correu bem apesar da minha ansiedade pois a Alice adorava mamar.
Nessa experiência posso apresentar pontos positivos e negativos, sendo que o meu balanço é bastante positivo. Nem vou para a parte dos nutrientes que é mais que sabido e estudado, vou para os outros:
Positivo:
1. Não se gasta 1€ que seja. Numa altura em que se gasta tanto a poupança sabe sempre bem;
2. Não há biberões nem esterilizações;
3. Está sempre à temperatura certa;
4. Pode-se dar em qualquer lado e a qualquer hora sem precisar de mais nada;
Negativo:
1. Não te podes ausentar por mais de 1h ou 2 horas (há sempre as bombas e o LA mas eu, de início, não tinha bomba nem queria dar leite adaptado);
2. Durante a noite és a única fonte de alimentação não podendo dormir por muito tempo;
3. Durante o dia és a única fonte de alimentação não podendo passar a tarefa para a avó, pai, tia ou visita;
4. Tens que pensar 2 e 3 vezes no que vais vestir da cintura para cima para dar jeito de amamentar sem ficar em tronco nu;
5. Só tiramos o soutien para tomar duche;
6. Não podemos deixar as mamas em casa e ir à esteticista ou ir desanuviar a cabeça;
7. Não sabes o que ele comeu e ficas sempre na dúvida se terá comido bem ou não. Com o tempo e a balança percebes que se deixares ele ir ao peito de forma livre, sem horários rígidos ele alimenta-se o necessário para o seu crescimento.
Se voltasse atrás fazia tudo de novo, só não ficava tão ansiosa nos primeiros tempos.
Eu percebi que isto da amamentação tem muito que se diga e que, por mais que tentemos, é difícil não fazermos julgamentos. Se não querem amamentar, ai que más que são porque não dão o melhor aos filhos. Se querem amamentar e o fazem até muito tarde, ai que más que são que ainda dão peito e eles são grandes e não precisam. Se amamentam, ai vê lá se não é melhor dar um biberão de leite adaptado que a mama não chega.
Eu sofri na pele a última situação. Tive uma bebé que nasceu de 4250gr. Até aos 4 meses alimentou-se apenas de leite materno e manteve sempre o percentil 90/95 e inúmeras vezes me tentaram convencer a dar um biberão de leite adaptado de vez em quando, como se o leite materno não fosse suficiente.
Sim, acredito que não fosse suficiente se ela mamasse de 3h em 3h ou 4h em 4h porque aquele corpinho Danone pedia mais. Mas ela mamava em intervalos mais curtos e se passado 1h mostrasse insatisfação em vez do LA dava mama novamente. Eu controlava o intervalo das mamadas apenas para minha orientação porque não cumpria nenhum horário. Ela chorava eu via fralda e roupa e se não era nada disso, experimentava a mama. Mamava, calava, tudo ok. Dá mais trabalho, dá! Dá mais dependência da mãe, dá! Dá menos liberdade à mãe, dá! É o melhor em termos de alimentação e proteção, é!
Eu fiz a minha escolha, sabendo e sentindo os prós e os contras. Farei o mesmo nos próximos apesar de saber que a disponibilidade de andar com um bebé à mama já não será total.
Vou partilhar a minha curta experiência tentando não tecer julgamentos sobre mamas que não forem minhas.
Durante a gravidez decidi que queria amamentar e que iria tentar superar todas as dificuldades para dar aquilo que achava ser o melhor para a minha filha no que dizia respeito à alimentação e seu crescimento. A minha meta eram 4 meses de amamentação exclusiva (o período da minha licença) o que viesse a mais seria por acréscimo.
Mal ouvi que ia nascer por cesariana tive medo que isso influenciasse um início positivo. Já no recobro colocaram-me a Alice à mama e ela revelou-se menos medrosa do que a mãe. Pegou bem no mamilo e mamou. Foram alguns minutos e eu ainda estava meia abananada da cirurgia. Começou a berrar a plenos pulmões e a enfermeira foi-lhe preparar um biberão para lhe dar. Um novo medo de rejeitar a mama porque o biberão é tão mais fácil para os bebés. Quis dizer que não, para não darem o leite adaptado mas não tive forças e não queria que ela passasse fome.
Lembro-me da enfermeira dizer: Esta bebé tem boca de mama! (De tanto que abria a boca e tentava abocalhar a tetina, não se ajeitando ao biberão)
Na maternidade fui dando sempre mama e por 2 ou 3 vezes pedi um biberão porque ela berrava tanto, interruptamente, minutos e minutos que me pareciam horas. Tive receio de ser fome.
Em casa as coisas foram correndo melhor porque ela ia aumentando sempre de peso. Contudo, mamava quase sempre de 1h30 em 1h30m, raramente aguentava as 2h fosse de dia, fosse de noite.
Em muitas alturas pensei: Agora percebo porque tantas mulheres optam por não amamentar.
A subida de leite foi sem dores nem febres mas tive gretas, tive momentos de cansaço extremo, tive noites quase em claro e meses a fio em que dormir 3 horas seguidas era motivo de festejo. Senti que se não tivesse tão determinada tinha desistido ao fim de uma semana.
A Alice mamava bem, tinha uma boa pega mas adorava estar à mama. Ficava uma hora à mama para passado uma hora voltar. Durante semanas tive a sensação que andava com ela colada ao peito. Não me podia ausentar dela por mais de 60 minutos, não podia ir à ginástica sem a levar comigo atrás, não podia dormir descansada sem a ter que a colocar ao peito mal abria a goela.
Mas quis continuar, tive vontade de continuar... até aos 9 meses em que pensei cortarmos este elo sem dramas nem choros. Correu bem apesar da minha ansiedade pois a Alice adorava mamar.
Nessa experiência posso apresentar pontos positivos e negativos, sendo que o meu balanço é bastante positivo. Nem vou para a parte dos nutrientes que é mais que sabido e estudado, vou para os outros:
Positivo:
1. Não se gasta 1€ que seja. Numa altura em que se gasta tanto a poupança sabe sempre bem;
2. Não há biberões nem esterilizações;
3. Está sempre à temperatura certa;
4. Pode-se dar em qualquer lado e a qualquer hora sem precisar de mais nada;
Negativo:
1. Não te podes ausentar por mais de 1h ou 2 horas (há sempre as bombas e o LA mas eu, de início, não tinha bomba nem queria dar leite adaptado);
2. Durante a noite és a única fonte de alimentação não podendo dormir por muito tempo;
3. Durante o dia és a única fonte de alimentação não podendo passar a tarefa para a avó, pai, tia ou visita;
4. Tens que pensar 2 e 3 vezes no que vais vestir da cintura para cima para dar jeito de amamentar sem ficar em tronco nu;
5. Só tiramos o soutien para tomar duche;
6. Não podemos deixar as mamas em casa e ir à esteticista ou ir desanuviar a cabeça;
7. Não sabes o que ele comeu e ficas sempre na dúvida se terá comido bem ou não. Com o tempo e a balança percebes que se deixares ele ir ao peito de forma livre, sem horários rígidos ele alimenta-se o necessário para o seu crescimento.
Se voltasse atrás fazia tudo de novo, só não ficava tão ansiosa nos primeiros tempos.
Eu percebi que isto da amamentação tem muito que se diga e que, por mais que tentemos, é difícil não fazermos julgamentos. Se não querem amamentar, ai que más que são porque não dão o melhor aos filhos. Se querem amamentar e o fazem até muito tarde, ai que más que são que ainda dão peito e eles são grandes e não precisam. Se amamentam, ai vê lá se não é melhor dar um biberão de leite adaptado que a mama não chega.
Eu sofri na pele a última situação. Tive uma bebé que nasceu de 4250gr. Até aos 4 meses alimentou-se apenas de leite materno e manteve sempre o percentil 90/95 e inúmeras vezes me tentaram convencer a dar um biberão de leite adaptado de vez em quando, como se o leite materno não fosse suficiente.
Sim, acredito que não fosse suficiente se ela mamasse de 3h em 3h ou 4h em 4h porque aquele corpinho Danone pedia mais. Mas ela mamava em intervalos mais curtos e se passado 1h mostrasse insatisfação em vez do LA dava mama novamente. Eu controlava o intervalo das mamadas apenas para minha orientação porque não cumpria nenhum horário. Ela chorava eu via fralda e roupa e se não era nada disso, experimentava a mama. Mamava, calava, tudo ok. Dá mais trabalho, dá! Dá mais dependência da mãe, dá! Dá menos liberdade à mãe, dá! É o melhor em termos de alimentação e proteção, é!
Eu fiz a minha escolha, sabendo e sentindo os prós e os contras. Farei o mesmo nos próximos apesar de saber que a disponibilidade de andar com um bebé à mama já não será total.
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