ALICE

Lilypie Kids Birthday tickers

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Nasceu o Tiago!!!

Todos os filhos são desejados, amados e acarinhados (vamos pensar que sim) mas há filhos que, por custarem mais a chegar, são ainda mais desejados.
Felizmente, e apesar de ter sido mãe relativamente tarde, engravidar não foi nenhuma dificuldade. No entanto, quantos casais não lutam durante anos e anos, esperam e desesperam a cada mês por algo que é o mais natural e básico da vida humano - procriar.
Ontem tive a maravilhosa notícia de que tinha nascido o Tiago. O Tiago é um bebé amado e desejado pelos pais como quase todos os bebés no mundo mas o Tiago fez os seus pais esperarem muito. Felizes dos pais que nunca desistiram e a cada desilusão criaram uma nova esperança e a cada lágrima um novo sorriso.
Não conheço o Tiago, nem sequer conheço os pais. No entanto, a mãe do Tiago lê-me há um par de anos. Nessa leitura, partilhámos comentários e e-mails que me fazem ficar tão feliz com o nascimento do Tiago.
Sei o que é a felicidade de se ser mãe mas não conheço a felicidade de se ser mãe depois de muitas lutas e muitos anos de espera.
Desejo que muitos Tiagos nasçam, que quem luta diariamente por esta experiência a alcance.
Um beijo enorme, de sorriso estampado, aos pais do Tiago.

Sónia, melhor que ninguém saberás aproveitar cada minuto da vida do teu filho. Para ti as vozes do "não dês muito colo", "não o coloques na tua cama", "não corras quando ele chorar" cairão em saco roto pois só tu sabes o quanto este momento foi desejado, o quando sonhaste com ele, o quanto choraste por ele. Será tão fácil agora dar-lhe todo o colo do mundo, sem qualquer culpa ou sentimento torcido que, muitas vezes, nos querem colar à força.
Goza cada minuto, respira ao ritmo da respiração dele se for preciso, deixa tudo e todos para trás (leva apenas o pai contigo) se for necessário, pois só tu sabes o quanto precisas dele, pelo tempo que ambos precisarem.

Assim se recebe o melhor comentário que este blog alguma vez recebeu.

Carta a uma amiga

Não somos amigas de infância, não andámos no mesmo liceu e nem sequer nos cruzamos na universidade. A nossa história não é longa o suficiente. A nossa história é ainda muito pequena, tão pequena como as nossas filhas mais velhas.
Lembro-me onde nos cruzamos, onde trocamos as primeiras palavras, talvez sobre os nossos bebés. Nas aulas de ginástica começou a partilha da nossa experiência de sermos mães pela primeira vez. Lembro-me bem de trocarmos conversas mas não me lembro como ou quando passaste para o meu círculo de amigos. Não me lembro do momento, da conversa ou da situação em que deixaste de ser uma conhecida para passar a ser família, a única família que podemos escolher na vida. Não foi uma escolha consciente, não foi sequer pensada ou planeada.

A nossa história foi crescendo ao ritmo das nossas filhas, dando passos a par dos passos delas. Foi (é) uma história feita de histórias das nossas filhas e de histórias das suas mães. Mães e filhas que partilham suas conquistas e angústias na procura de um abraço de consolo ou de um grito de alegria e um salto conjunto.
Lembro-me de entrarmos no parque com elas bebés, no mesmo parque onde elas hoje correm e gritam pelo nome uma da outra. Lembro-me das festas de aniversário, do brilho dos nossos olhos a vê-las crescer. Lembro-me de me lembrar de ti nas minhas dúvidas de mãe. Lembro-me das mil mensagens trocadas, dos telefonemas, dos nossos lanches que, por mais longos que fossem, pareciam serem de 10 minutos.

A experiência da maternidade que partilhávamos deu lugar à partilha de todas as outras vivências da nossa vida. Contigo falei das minhas mudanças profissionais, dos meus desafios da formação. De ti ouvi os teus sonhos e anseios. Contigo torci cada momento de um desfecho positivo.
Juntas vivemos uma segunda gravidez, uma segunda emoção de voltar a ser mãe, um coração dividido por dois. Sonhámos como seria passearmos com 4 crianças e se seria possível conseguirmos lanchar sem que o café esfriasse na chávena e o pão ficasse duro de tanta espera. Conversámos de como seria ter um segundo filho. Conversámos sobre o tamanho que o nosso coração alcançaria e das loucuras que seriam cuidar de dois.

Sabes que a nossa história é pequena, tão pequena comparada com as histórias que temos com outras pessoas. Sabes que não somos amigas de infância, que não andámos juntas no liceu nem nunca nos cruzámos na universidade. Sabes que nunca trabalhámos juntas e que apenas estamos na vida uma da outra ainda nem 4 anos tem. Reparaste como a nossa história é pequena?

Mas já te disse que és da minha família?
Já te disse que mesmo inconsciente escolhi-te para fazeres parte da minha vida, da vida dos meus filhos?
Já te disse que a minha casa tem a porta sempre aberta para ti?
Já te disse que adoro a tua família?
Já te disse que acho as tuas filhas lindas?
Já te disse que me dói o coração a cada dor tua?
Já te disse que sou capaz de pular mais alto do que tu nas tuas alegrias?
Já te disse que nos vejo ir buscar as nossas filhas adolescentes a uma aula qualquer?
Já te disse que podemos discordar, desentender mas que não acredito que deixemos de ser família?

Já te disse que a nossa história é pequena?

Da tua amiga
 
Outubro de 2015

Sábado é dia de mercado






domingo, 11 de outubro de 2015

Nenhum par serve...

Abri a caixa e fiz do António uma Cinderela. Nenhum par serviu. Acho que deve estar a calçar o 20 ou 21.
Já está na lista de compras uns sapatos para o Príncipe.


sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Os bebés e os sapatos

O António está quase a fazer 11 meses e apercebi-me que usou sapatos uma única vez na vida, calçados pelo seu pai.
A mim faz-me confusão vê-los tão pequeninos já com os pés calçados. Sou fã, apologista de um pé de fora ou, então, apenas de meias. Mas ele está a crescer, a querer andar, não será por muito mais tempo que verei aqueles lindos pezinhos sempre livres.


P.S. Tenho uma caixa cheia de sapatos de bebé. Uns de oferta, ainda de etiqueta, outros emprestados. Acho que já nenhum par lhe serve, nem muito menos sei que número ele usa...

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

De repente, está a levantar-se um temporal...

... e eu tão bem preparada.



Podem achar um exagero mas...

... o Natal está à porta. Não é, amor?

 
 
 
 

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Bons sonos e sonhos!

O sono foi algo que sempre me deixou muito preocupada. A hora de deitar, a hora da sesta, se dormiu muito ou pouco. Preocupava-me com a Alice (e ainda me preocupo mas um pouco menos) e preocupo-me com o António. Coloco o sono acima da alimentação.
Preocupo-me tanto que, mesmo nas férias, com uma ou outra exceção (dias de voos), as sestas foram mantidas. A Alice faz apenas uma durante o dia de cerca de 2 horas em média, oscilando entre 1h30 e 4h, todo o santo dia, seja dia de semana, seja fim-de-semana, sempre depois de almoçar.
O António faz duas, uma durante a manhã e uma durante a tarde. Tem vezes que são 3 sestas. A hora de dormir dele à noite é, com exceções, entre as 19h30 e as 20h.
Se as coisas não correm desta forma temos birras, má disposição, cabelos em pé e miúdos elétricos.
Assim sendo, as nossas férias em família são condicionadas aos filhos que temos, àquilo que achamos ser melhor para eles e à forma como encaramos o sono. Sabemos que durante estes primeiros anos não podemos aspirar a grandes e extensos programas, sabemos e queremos que durmam, que descansem aqueles minúsculos cérebros para poderem crescer e serem adultos saudáveis.
A Alice, quase nos 4 anos, nem sempre quer dormir. Diz que está de dia, que não precisa mas nunca faz grandes fitas, apenas alguma dança de xixi e água e calor e frio e almofada, antes de começar a sua tão necessária sesta. Contudo, tem bem interiorizado nas suas rotinas e nem ao domingo quando almoçamos na casa dos avós e nem nas férias em hotéis ou apartamentos ela sabe que não pode escapar a descansar a meio da tarde para que seja sempre uma menina crescida e saudável. Sabe que não dormir leva a que possa ficar doente ou crescer menos por não descansar o necessário.
À noite tem-se esticado um pouco, horário de verão penso eu, e vai para a cama entre as 21h e as 22h, prolongando se houver jantar com convidados. O problema é que ela não compensa as horas de sono quando se deita mais tarde. Assim, o seu despertar faz-se sempre entre as 7h30 e as 8h, independentemente da hora que se foi deitar. Sei que ao deitar-lhe mais tarde, roubo-lhe horas de sono e descanso que, geralmente, compensa fazendo uma sesta maior no dia seguinte.
Sair de casa, passeios longos ou viagens, são sempre planeadas a pensar neles. Não por sentirmos que são eles que nos ditam os horários mas porque os colocamos no mundo sem eles terem pedido e temos que agir em conformidade com saúde física e mental deles.
Há desvios, dias diferentes, viagens, passeios, saídas, jantares, sestas que se saltam. Contudo, o padrão é deitar cedo e dormir sestas. Para isso, recusamos jantares, deixamos passeios, alteramos percursos.
Neste campo, são as necessidades deles que ditam as regras e nós cumprimos porque achamos que estamos a fazer o melhor para eles.
Assim é na nossa família...
Um dia, mais cedo do que pensarmos, tempo sobrará para viagens, passeios e jantares que eles não quererão sequer acompanhar.
Bons sonos e sonhos!

terça-feira, 6 de outubro de 2015

Selfie de quem...

... saiu da cama às 5h da matina para levar amigos ao aeroporto. Viva a madrugada!


segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Um excelente hábito

Visitar, brincar, ler e desenhar na biblioteca. Esta é a biblioteca pública de Ponta Delgada com o horário de inverno: sábados das 14h às 19h. É um lugar tão agradável de se estar sem exigir qualquer custo financeiro. Cultivem esse hábito nos vossos filhos.










Votar

É nesta altura que a minha palavra vale tanto como a palavra de um ministro ou presidente. O meu voto é precisamente igual ao voto de qualquer outra pessoa. É, também por isso, que voto.
Se o resultado é o meu ideal, isso já me ultrapassa. O máximo que posso fazer é ir e dizer o qual a minha escolha.
Todos deveriam fazer o mesmo mas um direito não é uma obrigação e cada um é livre de usar ou não o seu direito.
Vamos ver o que nos espera... que sejam tempos de lutarmos e querermos todos um país melhor para se viver.

P.S. (não estou a dizer que foi a minha escolha, mas poderá ter sido. Isto é um post scriptum): Estava sozinha de manhã e fui votar com os meus dois filhos. António ao colo, Alice pela mão sempre a fazer perguntas. Votei na Câmara Municipal onde já trabalhei 4 anos. Alice sempre com perguntas. Disse-lhe que já tinha trabalhado lá, ela com as perguntas: "Mas onde? Onde é o teu escritório?" Eu: "Aqui (referindo-me ao edifício sem querer alongar mas na altura em que já estava no cubículo para fazer a cruz). Ela: "Mas aqui, mãe?! Isto é tão pequeno e apertado para trabalhar!"

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Ter um segundo filho

Nunca foi meu sonho ser mãe. Não tinha sequer a certeza se o queria ser. Tinha apenas a certeza de sentir que me iria arrepender se não o fosse. Vivia bem assim, sem filhos.
Quando decidimos ter, sempre senti que então não seria apenas um. Não queria ser mãe de um só filho, nem queria que o meu filho não tivesse irmãos. Não era apenas por ele, era por ele e por mim. Eu queria mais do que um e ele haveria de querer um irmão (todos querem em determinada altura da vida, depois deixam de querer para depois ambicionarem ter tido).
Não é fácil. E nem penso muito ao nível financeiro. É importante o dinheiro, claro... e nem quero me alongar por aqui porque acho que já falei noutras alturas sobre a minha postura relativamente a isso (possibilidade de ter roupas e brinquedos de primos) e também a facilidade (esforço) de os ter em casa e com isso poupar em creches, mais roupas (em casa pode-se andar de pijama) e calçado e comemorações de festas que obrigam a mais gastos, em médicos (mais expostos a doenças) etc, etc.
Quero falar apenas no ganho. Quero falar no amor que cresce na família. Quero falar no descentrarmo-nos do primeiro filho. Quero falar no relativizar, no simplificar e facilitar. Claro que o trabalho dobra, começa-se tudo do início. Mas vive-se com mais tranquilidade, mais desapego aos pormenores.
Quero falar principalmente na relação com um irmão. De certeza que haverão muitos choros, brigas e puxões de cabelo (já houve do António à Alice que coloca os seus caracóis a jeito). Mas já se sente a cumplicidade, o carinho, o lacrimejar da irmã se o António choraminga. Diz-nos logo: "Eu não gosto nada disso. Não consigo ver o mano triste..." com as lágrimas inundando os seus olhos.
Nas férias, ficámos cansados, mas de coração ainda mais cheio destas 24h sobre 24h juntos.










Este blog recomenda um segundo filho.
Compensa o risco, o gasto, o trabalho, a preocupação e tudo o mais que possam apresentar como razão para se ficar apenas por um.

Fotos em família

Das poucas fotografias em que estamos todos juntos. Eu adoro tirar e aparecer em fotografias mas vivo com uma pessoa que não se importa muito em tirar fotografias e para aparecer nelas é quase um sacrifício. Quem nos conhece sabe bem... de vez em quando, consigo a proeza de ficarmos todos juntos atrás de um click.

 

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Crescem rápido demais...


Para que servem as selfies?

Para perceberes que o teu cabelo está uma lástima. Anda meio mundo a cortar o cabelo e ficar cool. Eu sinto que se cortar o meu passará de lástima a corte lastimoso (existe?).
Bom dia, gente de cabelo cool!

Ar de quem se levantou antes das 7h com o despertador António.