... são dois.
segunda-feira, 10 de agosto de 2015
O melhor de uma segunda maternidade
Vê-los crescer juntos...
Alice: "Mãe, eu não quero que o mano cresça. Adoro aquela carinha pequenina e aquelas mãozinhas fofinhas!"
sexta-feira, 7 de agosto de 2015
Campo de férias
Só foram 4 dias. Faz beicinho para não ficar, depois recebe-me de braços abertos e pede para ficar mais um pouco. Foram apenas manhãs, foram pula-pula, jogos, escorrega, desenhos, corridas e gargalhadas.
Nos dias de maior beicinho foi até ao meu trabalho até à hora de chegar a educadora que, com a experiência consegue pegar-lhe sem que choramingue...
Ainda não sei se a coloco mais uma semana de manhãs.
terça-feira, 4 de agosto de 2015
Sonho ou pesadelo
Esta noite pensei que tinha dormido pouco. Levantei-me novamente umas 4 ou 5 vezes, perco a noção por completo e caminho em piloto automático. Nos intervalos sonhei... no sonho chorei... chorei com medo... estava grávida.
Acordei a fazer contas, não as contas aos dias, mas aos meses de intervalo entre o António e o bebé do meu sonho.
Acordei a fazer contas, não as contas aos dias, mas aos meses de intervalo entre o António e o bebé do meu sonho.
segunda-feira, 3 de agosto de 2015
Todo o cuidado é pouco
António ainda não anda livre pela casa. Tem o parque para brincar, uma cadeira tipo espreguiçadeira onde fica bem "amarrado" e a cadeira da papa.
Até agora as orientações são simples. Alice sabe que só pode dar ao irmão os brinquedos que se encontram dentro de uma caixa, só aqueles e mais nenhuns. Livremente, pela sala circulam coisas minúsculas que pertencem à Alice que nunca foi bebé de levar tudo à boca.
Mais mês, menos mês temos que fazer a escolha. Arrumar bem longe tudo o que é menor que uma moeda de 2€. Esta é a medida de segurança para os bebés.
Ainda hoje me contavam que neste fim-de-semana, um bebé deu entrada no hospital por ter engolido uma moeda de 2 cêntimos. Bem... não foi engolir... a moeda ficou presa na traqueia. Como a moeda ficou na vertical só tiveram que deslocar o maxilar para retirar, caso contrário, ia à mesa de operações.
E pensamos logo nos nossos filhos... na altura da Alice não havia crianças em casa. Com o António, o cuidado tem de ser redobrado...
Até agora as orientações são simples. Alice sabe que só pode dar ao irmão os brinquedos que se encontram dentro de uma caixa, só aqueles e mais nenhuns. Livremente, pela sala circulam coisas minúsculas que pertencem à Alice que nunca foi bebé de levar tudo à boca.
Mais mês, menos mês temos que fazer a escolha. Arrumar bem longe tudo o que é menor que uma moeda de 2€. Esta é a medida de segurança para os bebés.
Ainda hoje me contavam que neste fim-de-semana, um bebé deu entrada no hospital por ter engolido uma moeda de 2 cêntimos. Bem... não foi engolir... a moeda ficou presa na traqueia. Como a moeda ficou na vertical só tiveram que deslocar o maxilar para retirar, caso contrário, ia à mesa de operações.
E pensamos logo nos nossos filhos... na altura da Alice não havia crianças em casa. Com o António, o cuidado tem de ser redobrado...
domingo, 2 de agosto de 2015
sábado, 1 de agosto de 2015
sexta-feira, 31 de julho de 2015
Saldos #3
O terceiro indispensável de um guarda-roupa. Não está em saldos mas vale a pena: um vestido preto ou, caso isto fosse um blog de moda, little black dress.
Blanco
35,99€
quinta-feira, 30 de julho de 2015
Serei só eu?
Preciso de férias... podem ser apenas 2 ou 3 dias, nada mais. Só há um requisito: serem férias de rico. Férias em que não se lava loiça nem roupa, não se faz a cama, não se faz comida. Férias de perna esticada com o António ao colo ou nadando na piscina com a Alice. Férias a 4, num local com mar e piscina próximo, com sol e sombra.
Podem ser só 2 dias, mas 2 dias de gente rica que este ano já tive muitos dias de férias que cansam mais do que pegar no trabalho às 8h30.
Podem ser só 2 dias, mas 2 dias de gente rica que este ano já tive muitos dias de férias que cansam mais do que pegar no trabalho às 8h30.
quarta-feira, 29 de julho de 2015
Primeira noite em quartos separados
Desde que o António nasceu que dormia no meu quarto. Os primeiros 6 meses a mamar noite e dia, sem grandes intervalos. Depois da mama o biberão, já fazendo intervalos que podem ir às 3h ou 4h. Assim, muito mais cómodo que estivesse logo ali ao esticar de um braço. Ouvir-lhe o respirar. Olhar e saber se está virado para a esquerda ou para a direita. Acalma-me, deixa-me mais segura.
Com a chegada de visitas ao nosso T2, fomos para o quarto da Alice durante quase 2 semanas. Ontem tive a oportunidade de testar a partilha do quarto sem mim. Organizei novamente tudo e deixei o berço no quarto dela.
Sinceramente, ainda ficava mais uns tempos com ele no meu quarto, ainda sinto aquela necessidade de senti-lo no esticar do braço e, sejamos práticas, muito mais cómodo tê-lo ao pé nas 4, 5 ou 6 vezes que me levanto por noite. Então porquê mudar? Porque acho que é mais fácil para os dois a adaptação ser agora e não daqui a uns meses. Porque acho que ele ainda não tem a real perceção a que quarto pertence. Porque acho importante fazê-lo antes da chegada da chamada ansiedade da separação, altura em que o bebé apercebe-se que a mãe ou o cuidador não é uma extensão dele próprio, que são independentes. O medo do abandono instala-se. Bem... teorias e livros... Vou ver, vou ver como corre.
Nesta primeira noite o momento mais crítico foi quando a Alice foi deitar-se por volta das 21h, já o António dormia desde as 20h. Apesar dos avisos, ela chega ao quarto e tem sempre mil e uma coisa para perguntar e para explicar. E quanto mais me enervo mais ela diz: mas, mãe... e blá, blá...
António acorda, António chora, António vira de um lado e de outro. Eu já estou pelas pontas dos cabelos. Tento sossegar um, tento falar baixo com outra. Por fim, dou um biberão de leite a ele já sendo quase 22h.
Ele sossega e adormece. Ela sossega e adormece.
Durante a noite foram umas 4 vezes (acho). Em 2 vezes o biberão, pela 1h da manhã e pelas 4h30. Noutras 2 vezes a chucha. A Alice nunca acordou com os gemidos do irmão, nem com as minhas entradas e saídas do quarto que implicam sempre um ranger das ripas de madeira que me leva a apetecer arrancar aquelas tábuas à dentada. Já decorei quais as ripas que rangem mas nem sempre o meu pé acerta na ripa silenciadora...
De manhã, António acordou pelas 7h e a Alice ficou a dormir, até depois de eu sair pelas 8h10.
Acho que a partilha do quarto nesta altura não facilita porque um pode acordar o outro, porque não se deitam à mesma hora, porque não têm a mesma idade e os mesmos padrões de sono. Não sei como serão as noites que forem de choro por dentes ou outra coisa qualquer. Não sei se esta mudança é definitiva. Estou a ver como funciona. Espero que funcione.
Durante o dia, as sestas também podem atrapalhar. Ontem Alice foi dormir ao mesmo tempo que ele. Ele fazia um barulhão. Ela reclama que não consegue dormir. Ela fica na cama, ele vem para a sala mais um pouco. Por duas vezes tentei levá-lo para cima enquanto ela já estava ferrada a dormir. Deitava-o na cama e ele reclamava, batia com as pernas e soltava gritinhos. Trazia-o para a sala. Ele já perdido de sono. Fui embalá-lo ao colo no meu quarto e quando adormeceu deitei-o no berço.
Assim é vida com dois filhos, num T2. Tivesse mais um quarto e, pelo menos nesta altura da vida deles, ficava cada um em seu quarto.
Gostava de saber como se resolvem as outras famílias que têm filhos pequenos no mesmo quarto.
Com a chegada de visitas ao nosso T2, fomos para o quarto da Alice durante quase 2 semanas. Ontem tive a oportunidade de testar a partilha do quarto sem mim. Organizei novamente tudo e deixei o berço no quarto dela.
Sinceramente, ainda ficava mais uns tempos com ele no meu quarto, ainda sinto aquela necessidade de senti-lo no esticar do braço e, sejamos práticas, muito mais cómodo tê-lo ao pé nas 4, 5 ou 6 vezes que me levanto por noite. Então porquê mudar? Porque acho que é mais fácil para os dois a adaptação ser agora e não daqui a uns meses. Porque acho que ele ainda não tem a real perceção a que quarto pertence. Porque acho importante fazê-lo antes da chegada da chamada ansiedade da separação, altura em que o bebé apercebe-se que a mãe ou o cuidador não é uma extensão dele próprio, que são independentes. O medo do abandono instala-se. Bem... teorias e livros... Vou ver, vou ver como corre.
Nesta primeira noite o momento mais crítico foi quando a Alice foi deitar-se por volta das 21h, já o António dormia desde as 20h. Apesar dos avisos, ela chega ao quarto e tem sempre mil e uma coisa para perguntar e para explicar. E quanto mais me enervo mais ela diz: mas, mãe... e blá, blá...
António acorda, António chora, António vira de um lado e de outro. Eu já estou pelas pontas dos cabelos. Tento sossegar um, tento falar baixo com outra. Por fim, dou um biberão de leite a ele já sendo quase 22h.
Ele sossega e adormece. Ela sossega e adormece.
Durante a noite foram umas 4 vezes (acho). Em 2 vezes o biberão, pela 1h da manhã e pelas 4h30. Noutras 2 vezes a chucha. A Alice nunca acordou com os gemidos do irmão, nem com as minhas entradas e saídas do quarto que implicam sempre um ranger das ripas de madeira que me leva a apetecer arrancar aquelas tábuas à dentada. Já decorei quais as ripas que rangem mas nem sempre o meu pé acerta na ripa silenciadora...
De manhã, António acordou pelas 7h e a Alice ficou a dormir, até depois de eu sair pelas 8h10.
Acho que a partilha do quarto nesta altura não facilita porque um pode acordar o outro, porque não se deitam à mesma hora, porque não têm a mesma idade e os mesmos padrões de sono. Não sei como serão as noites que forem de choro por dentes ou outra coisa qualquer. Não sei se esta mudança é definitiva. Estou a ver como funciona. Espero que funcione.
Durante o dia, as sestas também podem atrapalhar. Ontem Alice foi dormir ao mesmo tempo que ele. Ele fazia um barulhão. Ela reclama que não consegue dormir. Ela fica na cama, ele vem para a sala mais um pouco. Por duas vezes tentei levá-lo para cima enquanto ela já estava ferrada a dormir. Deitava-o na cama e ele reclamava, batia com as pernas e soltava gritinhos. Trazia-o para a sala. Ele já perdido de sono. Fui embalá-lo ao colo no meu quarto e quando adormeceu deitei-o no berço.
Assim é vida com dois filhos, num T2. Tivesse mais um quarto e, pelo menos nesta altura da vida deles, ficava cada um em seu quarto.
Gostava de saber como se resolvem as outras famílias que têm filhos pequenos no mesmo quarto.
Guta, esta é para ti!
Não digo que precises mas podemos tentar no meu carro numa das próximas mil batidas que lhe darão no futuro...
terça-feira, 28 de julho de 2015
segunda-feira, 27 de julho de 2015
Like a girl
Quantas vezes, conscientemente e inconscientemente, transmitimos preconceitos, comportamentos que devem ser de um ou outro, dependente do género. Quantas vezes não ouvimos dizer: "Pareces uma menina" quando um menino chora. Quantas vezes dizemos que as bonecas são para as meninas e os carros são para os meninos. Quantas vezes pensamos que elas não conseguem apenas porque são meninas, que se devem vestir de princesas e os meninos de heróis. Talvez seja cultural, talvez nos esteja enraizado, agarrado à pele...
Partilhar quarto já, sim ou não?
Durante quase 2 semanas, mudamos-nos para o quarto da Alice para receber as nossas visitas. Tivemos a experiência do que é ter os dois irmãos a partilhar o mesmo espaço. Agora que podemos voltar aos nossos locais de origem estou a pensar deixar o António no quarto da irmã.
Vantagens:
1. Acho que será mais fácil para ele agora do que mais tarde quando terá a perceção real de que quarto está;
2. A Alice mudou-se aos 10 meses e correu muito bem com ela, comigo é que custou mais pois fazia kms entre o quarto dela e o meu, cerca de 3 a 4 vezes por noite até a 1 ano e meio de idade, altura em que melhorou;
Desvantagens (a lista será maior):
1. Não é fácil gerir as sestas durante o dia. Alice faz apenas uma por volta das 13h/13h30. António faz 2 de manhã e 2 à tarde. O truque é que a sesta da Alice seja ao mesmo tempo que uma das sestas do António ou quando deito um o outro pode acordar com os "xiiissss, Alice fala baixo";
2. À noite está mais controlado. António deita-se entre as 19h30/20h00 (de vez, apesar de acordar cerca de 3 vezes por noite) e Alice vai às 20h30/21h00, quando ele já está a dormir bem. As fitas dela estão mais controladas e fala muito baixinho por causa do mano. Mas volta e meia lá dá uma gargalhada mais alta ou um som mais estridente que acorda o irmão. Rapidamente fico com dois acordados e passo a ter dois para adormecer quando antes só tinha um;
3. Noutras alturas é o António que vai para a cama quando a Alice já dorme e ele, apesar de adormecer sozinho, bate com as pernas, roda de um lado para o outro, solta gritinhos ou choraminga que quer sair da cama, quase acordado a irmã, se não o retirar do quarto;
4. Acabaram-se as histórias na cama, as escolhas dos bonecos para dormir, os abraços prolongados, a conversa de fim de dia (teremos que fazer isso na sala antes de subir ao quarto);
Cada um no seu quarto é mais fácil de gerir a curto prazo mas penso que a longo prazo será mais difícil de se habituarem a dividir o quarto. A Alice quer muito que o António fique no quarto com ela mas, às vezes, esquece-se dos cuidados que tem de ter para não acordar o irmão. O António ainda não tem escolha e para ele é igual, desde que eu apareça para lhe dar os biberões e colocar a chucha na boca durante a noite. Difícil é que os despertares de um não acorde o outro ou que as birras de um para dormir não impeça o outro de dormir.
Uma coisa é certa: vou tentar e ver como corre. Amanhã à noite já serão apenas os 2 no quarto e eu a fazer maratonas durante a noite. Se não emagrecer desta, não emagreço mais.
Vantagens:
1. Acho que será mais fácil para ele agora do que mais tarde quando terá a perceção real de que quarto está;
2. A Alice mudou-se aos 10 meses e correu muito bem com ela, comigo é que custou mais pois fazia kms entre o quarto dela e o meu, cerca de 3 a 4 vezes por noite até a 1 ano e meio de idade, altura em que melhorou;
Desvantagens (a lista será maior):
1. Não é fácil gerir as sestas durante o dia. Alice faz apenas uma por volta das 13h/13h30. António faz 2 de manhã e 2 à tarde. O truque é que a sesta da Alice seja ao mesmo tempo que uma das sestas do António ou quando deito um o outro pode acordar com os "xiiissss, Alice fala baixo";
2. À noite está mais controlado. António deita-se entre as 19h30/20h00 (de vez, apesar de acordar cerca de 3 vezes por noite) e Alice vai às 20h30/21h00, quando ele já está a dormir bem. As fitas dela estão mais controladas e fala muito baixinho por causa do mano. Mas volta e meia lá dá uma gargalhada mais alta ou um som mais estridente que acorda o irmão. Rapidamente fico com dois acordados e passo a ter dois para adormecer quando antes só tinha um;
3. Noutras alturas é o António que vai para a cama quando a Alice já dorme e ele, apesar de adormecer sozinho, bate com as pernas, roda de um lado para o outro, solta gritinhos ou choraminga que quer sair da cama, quase acordado a irmã, se não o retirar do quarto;
4. Acabaram-se as histórias na cama, as escolhas dos bonecos para dormir, os abraços prolongados, a conversa de fim de dia (teremos que fazer isso na sala antes de subir ao quarto);
Cada um no seu quarto é mais fácil de gerir a curto prazo mas penso que a longo prazo será mais difícil de se habituarem a dividir o quarto. A Alice quer muito que o António fique no quarto com ela mas, às vezes, esquece-se dos cuidados que tem de ter para não acordar o irmão. O António ainda não tem escolha e para ele é igual, desde que eu apareça para lhe dar os biberões e colocar a chucha na boca durante a noite. Difícil é que os despertares de um não acorde o outro ou que as birras de um para dormir não impeça o outro de dormir.
Uma coisa é certa: vou tentar e ver como corre. Amanhã à noite já serão apenas os 2 no quarto e eu a fazer maratonas durante a noite. Se não emagrecer desta, não emagreço mais.
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