ALICE

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segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Os dias correm...

... e não tenho conseguido aqui escrever. Foram dias de formação, dias de trabalho acumulado, dias de maior cansaço. Os dias correm e por aqui fica um pedacinho de como têm sido...


Uma visita à minha formação 

Aproveitar um domingo para trabalhar 

Falar para muitos...

E quando não estou a trabalhar começa o trabalho a sério...



segunda-feira, 13 de novembro de 2017

64 dias depois

António entra no colégio e, apesar dos pequenos amuos entre dentes, deixei-o na sala sem que ele vertesse uma única lágrima e sem que me chamasse mil vezes até eu desaparecer no corredor e deixar de ouvir o seu choro e chamamento.
64 dias depois, foi o tempo dele, nem mais um dia, nem menos um dia. O tempo necessário para se sentir minimamente seguro, amparado e ouvido.
Eu não queria esses 64 dias, eu queria 3 ou 4 dias para o meu próprio choro silencioso, para... a minha própria segurança e depois já nós, sorridentes e felizes nos despedíamos com um forte abraço à porta da sala.
O problema é que o tempo dos filhos não é igual ao tempo dos pais. O tempo, em que todos nos dizem que 60 segundos faz um minuto, 60 minutos uma hora, 24 horas um dia e por aí em diante não é bem verdade... não, não é, e eu apenas refiro duas de mil situações: uma criança à frente de um prato de sopa ou uma criança no desfralde e nós sentados com eles na sanita à espera do xixi.
64 dias depois, o tempo dele e não o meu, o tempo que o seu pequeno cérebro pediu-lhe para ter a certeza que ele não estava a ser abandonado e que, todos os dias, ao final do dia, lá estaria a mãe ou o pai para o ir buscar.
Aceitar o tempo que eles precisam, para falar, para andar, para brincar com os outros, para deixar a fralda, a chucha ou as birras é um desafio para qualquer pai. Este é um tempo só deles que não é igual sequer ao tempo dos irmãos ou das outras crianças, mesmo que nascidas no mesmo dia que eles.
E não importa que o filho da tua amiga tenha deixado a fralda aos 4 4 meses, a chucha aos 5 meses, tenha começado a falar aos 6 meses, que aos 9 meses já fale fluentemente 2 línguas, que corra aos 11 meses, que nunca tenha feito uma birra em público e que tenha começado a dormir toda a noite na primeira semana que saiu do hospital...
Não importa mesmo nada porque os nossos filhos têm verdadeiras conquistas todos os dias, num tempo que é só deles, no momento certo, a altura perfeita para eles (e os pais que esperem o tempo que for preciso e não desesperem porque esse tempo chega quando menos se espera).


Meu querido António, orgulhosa de ti, houve alturas difíceis mas tentei focar-me neste dia de hoje, nesta segunda-feira de chuva e mesmo não desejando que fossem precisos 64 dias, feliz por terem sido apenas 64 dias.

Adoro-te

Da tua mãe (im)paciente

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Serões

Quando o cansaço não me vence fico agarrada ao computador até depois da meia-noite....


quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Novamente...

... a partilhar com os outros aquilo que sei (ou julgo saber).

Formação 

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Dia de todos os santos

A explicar-lhe o feriado:
Eu: "As pessoas aproveitam o dia de hoje para visitar o cemitério..."
Alice: "O que é um cemitério?"
Eu: "É onde estão enterradas as pessoas que já morreram. Hoje vão visitá-las."
Alice: "E nós temos pessoas no cemitério?"...
Eu: "Sim... tens lá os teus bisavós!"
Alice: "Oh, mãe, podemos ir ao cemitério, podemos ir ver as pessoas morridas, podemos?! Eu quero!"
Eu: "Vamos ver como corre o dia e se temos tempo..."
Alice: "Vamos mãe! E quando lá chegarmos podemos desenterrá-las para vê-las?"

terça-feira, 31 de outubro de 2017

Ainda as câmaras de filmar...

O outro dia ao ir busca-la à escola:
"Mãe, já sei onde estão as câmaras de filmar!"
Eu:"Ah, sim! Onde?"
Alice a apontar o dedo para cima: "Olha, ali!" (apontando para o detetor de incêndio no teto)
Eu:"E como sabes que é aquilo?"...
Alice:"Eu vi uma luz... É ali!"


(Não confirmei, nem desmenti)

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

The Good Doctor

Estreou esta semana no AXN.
Fala de autismo, fala da diferença, fala dos preconceitos, fala de relações pessoais, fala de aceitação.
Recomenda-se!

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Sou mãe, mãeeeeeee...


Sou mãe, mãeee, porque o ouço todos os dias, seja dia ou seja noite, às vezes até o ouço mesmo que eles estejam a dormir e levanto-me de sobressalto só para depois perceber que a casa está em silêncio,

Sou mãe, mãeeee, que ouço entre gritos e choros, entre birras de irmãos ou birras solitárias, que me levantam todos os cabelos que a gravidez não atirou ao chão e correntes elétricas atravessam todo o meu corpo num grito que me apetece soltar, ops… soltei-o ahhhhhh!,

Sou mãe, mãeeee, que aparece em cada queda, tropeção ou borbulha minúscula que aparece na pontinha de um dedo que salvo sempre com um beijo milagroso que cura todas as doenças e maleitas,

Sou mãe, mãeeee, que abraça com toda a força do mundo e os beija entre os nãossss que eles gritam enquanto tentam fugir dos meus braços,

Sou mãe, mãeee, que os olha numa imensidão de amor maior do que a Terra em que habitamos, mais quente do que o sol que nos aquece o corpo, mais poderoso que qualquer deus grego ou romano,

Sou mãe, mãeee, e atingi a imortalidade no momento que dei à luz e podia ter morrido no minuto seguinte que viveria eternamente nos passos da minha filha, nas suas palavras e sonhos,

Sou mãe, mãeee e tudo o resto dimensiona-se nesta nova dimensão da minha vida,

Mudei, e sei que também sou mulher e filha e companheira e amiga, mas perdoem-me todos, porque a minha dimensão de mãe é a mais forte e a mais poderosa que tenho, o tempo redimensionará tudo novamente, até lá, sim, sou mulher, filha, companheira e amiga mas…

Sou mãe, mãeeee (os gritos e chamamentos deles são mais do que qualquer outro, eles ganham) e atingi a imortalidade!
 
(Este texto não é apenas dedicado aos meus filhos, como costume, dedico-o às minhas queridas amigas que, como eu, são mães, mãeeeeeeesssssssss)

terça-feira, 24 de outubro de 2017

Ausência

O tempo, o trabalho, as crianças e o tempo, o trabalho, as crianças.
Preocupações, tarefas, noites pequenas, uma otite, tosse, muita tosse, ranhosos, só ranhosos em miniatura.
O tempo, o trabalho, dias de férias a trabalhar, as crianças e o tempo.
Boas notícias, reconciliações, jantares há muito prometidos, conversas sérias e outras a brincar, abraços e beijos, chatices e discussões.
Revelações há muito esperadas. Tudo igual mas tudo bom. Carinho de amigas, uma corrente tão boa de solidariedade.
Gritos, muitos gritos. A tampa que salta muito facilmente. As crianças e as suas exigências. Os adultos e a sua falta de paciência. O tempo. É o tempo ou a paciência que por aqui não habitam?
Uma necessidade tão grande de me reequilibrar, de expulsar o grito fácil e tão pouco certeiro. Não resulta, eu sei que não resulta e mesmo assim, o grito que aqui habita, que divide a casa connosco qual visita que nunca mais se decide a ir embora. A vergonha em admitir que não o queremos aqui mas ao qual já nos habituamos. Não resulta!
Eu volto, aos poucos volto...


segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Formação

Quando ando em formação fico com o horário mais sobrecarregado, com maior desgaste físico e mental, logo com menos tempo e disposição para por aqui passar...

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

A todos os educadores e auxiliares de educação

Nós pais, não vos pedimos que sejam pais dos nossos filhos, nas longas horas que passamos a trabalhar, com eles em pano de fundo em quase todos os momentos do dia,

Nós pais, não esperamos tratamento especial para os nossos filhos, não esperamos que gostem deles como nós gostamos, mas que gostem deles na medida certa que eles precisam para se sentirem seguros,
Nós pais, percebemos e reconhecemos que a vossa tarefa não é fácil, nós sabemos em todos os fins-de-semana e férias e apenas temos 1, 2, 3, na loucura das loucuras, 4,

Nós pais, aceitamos que gritem, que se chateiem como nós gritamos e nos chateamos, mas queremos também que abracem, que beijem, e saibam as palavras certas que sossegam o coração dos nossos filhos e os façam crescer na empatia pelo outro,

Nós pais, não queremos apenas o que está no vosso contrato de trabalho, queremos os beijos que curam dóis-dóis, os abraços que os levantam do chão, e os sorrisos que os fazem querer ficar mais tempo,

Nós pais, por mais que gostemos que eles façam atividades e desenhos expostos na sala para nossa vaidade, gostamos mais de saber que eles tiveram um colo e uma palavra de carinho quando choraram por nós,

Nós pais, queremos e desejamos tudo aquilo que vós, educadores e auxiliares, querem e desejam que os outros sejam para os vossos filhos, nem mais, nem menos, assim, um abraço, um colo, um porto seguro fora do seio familiar,

Nós pais, entregamos-vos a parte mais importante da nossa vida, deixamos todos os dias um pedaço do nosso coração em vossas mãos, confiando e respeitando o vosso trabalho, mas desejando que nunca se esqueçam daquilo que vos foi entregue e da vossa importância e peso na nossa vida,

Nós pais, podemos nem sempre ser justos com o vosso trabalho, podemos não compreender a gestão de uma rotina com tantas crianças, podemos ficar de visão destorcida de tanto amor que sentimos por eles, mas, nunca esquecemos de quem passa o tempo com eles, não esquecemos de quem está onde não podemos estar e esperamos que nunca se esqueçam do vosso papel, da vossa importância e do impacto positivo (ou negativo) das vossas ações,
 
Eu, mãe de coração apertado, desejo que o meu filho encontre o seu colo seguro rápido, desejo que as lágrimas que todos os dias lhe cobrem o rosto e que todos os minutos que passa sentado numa cadeira sem querer brincar conheçam o seu fim e que possamos os dois voltar a sermos felizes.

terça-feira, 10 de outubro de 2017

Promessas

"O jantar está quase pronto!" Disse-lhes.
Alice:"Mãe, prometo que não vou fazer birra!"
Eu: "E eu prometo que não vou gritar."
Uma de nós quebrou a promessa mas fiquei feliz por não ter sido eu. Levo de vantagem 38 anos em relação a ela. Isso dá-lhe uma margem muito grande de cometer erros, quebrar promessas e aprender. A mim nem por isso...



segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Na minha secretária...

Não há molduras com fotos dos filhos mas há fotos dos filhos.

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Serviços mínimos garantidos

É como me sinto... sabendo que tenho que manter tudo em funcionamento mas não tendo forças para ir além do mínimo para uma vivência equilibrada.
Neste momento, não consigo ser boa em nada, também não quero sentir que estou a ser má, simplesmente, razoável, com sorte...
Não tenho forças, não tenho capacidade mental e física para ser quem eu devo e preciso ser, ou melhor, quem, no fundo eu sou, alguém que se dedica, que ama a vida e os seus, que ri, conversa e adora conviver, que sempre viu o copo meio cheio.
Neste momento, sinto que asseguro os serviços mínimos em todas as vertentes da minha vida e que estou longe de estar plena, forte e segura.
Sei que não durará para sempre, sei que a força e energia precisam de ser alimentadas e, por vezes, vivemos com reservas que não estão a ser repostas.
Sinto falta de uma noite inteira de sono, de uma tarde inteira de sofá, de uma lista de tarefas realizadas, de pendentes concluídos, de refeições mais silenciosas, de uma atividade que me ajude a equilibrar e refortalecer, de mais música ao meu redor e de nunca esquecer que sou felizarda (muito).
Preciso manter o foco nas coisas mais importantes da minha vida, eliminar o ruído exterior e ouvir o bater do coração dos meus filhos...

quarta-feira, 4 de outubro de 2017