ALICE

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domingo, 10 de dezembro de 2017

Irmãos

Passamos a ser árbitros, juízes ou advogados de defesa ou acusação em 90% do nosso tempo. Se, por momentos, temos a oportunidade de estar só com um vemos como estávamos redondamente errados quando pensávamos que um filho dava muito trabalho... tão inocentes que éramos.






quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Carta ao Pai Natal

Podes escolher tu, Pai Natal. Fico feliz com qualquer um...

 
Nike Cortez
 
 
Lecoq Sportif
 
New Balance
 
Puma
 
Adidas Samba
 
 

A família vai à escola

No Plano Anual de Atividades da escola da Alice, há uma atividade de levar a família à escola. Assim sendo, uma vez por mês vai 1 pai, avó, tio, ou qualquer outro familiar fazer uma atividade com a turma.
Lá vou eu este mês, para grande satisfação da Alice, fazer algo na sala dela.
Não foi fácil pensar na atividade. Podia ser falar da minha profissão mas não os quis massacrar e então pensei contar um bonito conto de natal, com figuras impressas e coladas em paus para uma espécie de fantoches improvisados. Depois fazer uma atividade manual.
Já comprei os materiais e já vai a árvore montada para cada um dos meninos. Quem me conhece sabe que isto é um feito enorme. Quem me conhece sabe também que criei logo uma "equipa de trabalho" que me auxiliou no projeto...

As árvores preparadas para serem enfeitadas pela sala da Alice.


 
Para ficar algo do género. Há brilhantes para colar, pompons e fitas coloridas.

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Já pensou consultar um psicólogo?

Dizia-me a terapeuta da fala: "O António está muito dependente de si emocionalmente e isso está a impedi-lo de evoluir, de crescer."
Nem sabia bem o que comentar pois não pretendia entrar em debate educacional ou acabar por ser um pouco mais seca. Reconheci que ele era muito "agarrado" a mim e que piorou um pouco com a entrada na escola.
Ao que me disse: "Já pensou consultar um psicólogo?"
Apeteceu-me perguntar: "Para mim, para ele ou para si?"
Nada contra os psicólogos. Nunca consultei nenhum. Nunca foi necessário. No futuro não terei problema algum em recorrer para mim ou para os meus filhos se sentir que eles possam ser parte da solução de algum problema. Até hoje tenho conseguido gerir à minha maneira, aprendendo com os erros, tentando fazer melhor, focando-me nas coisas positivas e minimizando os problemas.
Só achei que a terapeuta em causa (em cerca de 10 sessões ou menos de 30 minutos cada com intervalos de 1 ou 2 semanas entre as sessões) tinha pouco conhecimento para recomendar logo um psicólogo. Ainda bem que os psicólogos já não estão associados a demências mais graves ou depressões profundas mas o facilitismo com que se recomenda ou se recorre a um psicólogo também não é benéfico. E achei que se não estivesse segura de mim naquele momento tinha vacilado e tinha ficado a acreditar que nós (eu e o meu filho) precisávamos de um profissional para modificar a nossa relação.

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

O desfralde - parte final

Começamos o desfralde no verão, altura dita ideal para se andar ao léu, pé descalço e dias de sol para secar roupa. No entanto, não correu muito bem. Eu não fui consistente e ora tirava a fralda ora colocava a fralda porque íamos andar às compras ou outra coisa qualquer fora de casa. Era um desfralde feito a part-time e isso faz confusão às crianças.
Lembro-me de com a Alice ter decidido tirar e depois disso nunca mais coloquei por razão nenhuma (excluindo as sestas e as noites nos primeiros tempos).
Assim, passou o verão e começou o colégio. Como foi uma situação difícil para ele, não querendo que tocassem nele, o desfralde foi adiado até que tivesse adaptado.
A situação já estava controlada e cabia em mim retomar com toda a força. Ah, algo importante, o cocó já era sempre na sanita, desde o verão. Geralmente à noite, depois do banho ou durante o banho, lá pedia ele para ir à sanita.
De semana para a semana ia adiando, porque o ia buscar, depois eram compras e isto e aquilo, quando chegava a casa jantar, banho cama e passava mais um dia. O fim-de-semana, aos sábados as manhãs passadas na piscina, chegar a casa e almoçar e cama. Acordava a meio da tarde. Se saíamos lá passava mais um dia e assim por diante.
A semana passada, numa sexta-feira, tive que retomar. Era demais e já com 3 anos feitos. Pois, tirei, uns deslizes no fim-de-semana, vá muitos. Na segunda-feira no colégio foram 3 calças e em casa mais 2. Na terça-feira 1 deslize, na quarta-feira nenhum, e assim por diante.
Posso dizer que numa semana está excelente. E melhor ainda, passa as noites inteiras sem fazer xixi. Ainda coloco fralda mas de manhã estão sempre secas. As sestas igual, nada de xixi.
Ainda é cedo (9 dias) para dizer que está tudo bem. Pode haver algum retrocesso, deslizes... mas vai no bom caminho.

Feitos dentro do prazo

Vários serões depois...




Missão cumprida.
Encontram-se em produção.
 

terça-feira, 28 de novembro de 2017

Entrevista a Clementina Almeida

Na Activa de outubro vem uma entrevista com o nome:"Porque é que o meu bebé não dorme?"


Estas foram as minhas partes preferidas:

Porque acordam tanto os bebés mais pequenos?
No início, os bebés acordam por imensas razões: porque têm fome, porque têm necessidade de conforto, ou porque têm necessidade de colo. O colo é uma necessidade tão básica como a alimentação. Portanto deve-se mesmo pegar neles ao colo quando choram. Nos primeiros tempos, é muito estranho para um bebé estar separado da mãe, e o colo ajuda a colmatar essa mudança.

Diz que deixar o bebé "acalmar-se" sozinho é um desânimo aprendido...
Sim, e mais tarde teremos crianças inseguras, desconfiadas, com medos, porque o que faltou foi essa vinculação do primeiro ano. Deixá-los chorar tem consequências terríveis para um bebé, porque entra em stresse total. Imagine que estava em perigo e que não havia ninguém para salvá-la. É isso que um bebé sente. O cérebro segrega a hormona do stresse, o cortisol, que queima literalmente neurónios e é altamente destrutivo numa altura em que estamos na fase mais importante de toda a nossa vida em relação ao desenvolvimento cerebral.

Portanto, não se deve mesmo deixar os bebés chorar...
Claro que não. Inclusive o médico que o inventou, o dr. Richard Ferber, já veio pedir desculpas. Porque é evidente que ele há 20 anos não sabia, como nós sabemos hoje, o que se passa no cérebro dos bebés.

Deve-se adormecer o bebé ao colo?
Deve, porque não há colo a mais. O colo só faz mal a uma coisa: às costas da mãe.

Depois ele fica "mal habituado"?
Então se calhar o melhor é também pararmos de lhe dar comida, porque ele pode habituar-se mal... Uma mãe que dá colo ouve a sogra, a mãe, os tios e toda a gente a dizer-lhe que ele vai ficar "mal habituado". A parte mais difícil não é dar-lhes colo, é ouvir os bitaites de todos os que estão fora.

Em destaque: :)
Os bebés têm manhas?
Isso é uma projeção das más intenções dos adultos. Os bebés só fazem o que é preciso para a sua sobrevivência, quer para garantir a sua nutrição física quer para a sua nutrição afetiva, porque nós também precisamos de ser nutridos afetivamente.


A autora deste livro e do blog: https://mylabforbabies.com/

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Deadline

Quinta-feira, sem falta, os dois álbuns têm de ser enviados. Já começo a ficar com os nervos em franja. Só consigo trabalhar neles quando os dois já estão a dormir e eu quase capotada de cansaço... haja fé!!



Balanço do Black Friday

Estive 15 minutos para estacionar para ir ao híper comprar bens de primeiríssima necessidade: leite, pão, fruta e legumes. Ah, o fiambre perna extra estava com 25% de desconto. Volta e meia compro, desta vez compensou.

Pérolas da Alice

"Mãeeeeeeeeeee, o António deu-me uma chapada na perna!"

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Educar as emoções

A parte mais fácil na educação é ensinar-lhes as letras, os números, os países e os planetas, que em canções e lengalengas lá vão dizendo mais cedo ou mais tarde. A parte mais difícil na educação é ensinar-lhes a gerir as emoções, a expressá-las ou dosea-las de forma a que cresçam sem medo de chorar ou rir em fortes gargalhadas, de forma a que digam que amam ou que não amam as pessoas que cruzarão os seus caminhos.
A parte mais fácil é ensina-los a dormir a ...noite toda e comer a sopa até ao fim sem caretas. A parte mais difícil é ensinar-lhes a sonhar e a acreditar que os sonhos são meio caminho para a realidade. A parte mais difícil é ensinar-lhes que comer é partilhar, vivenciar e estar com os nossos.
A parte mais fácil é dizê-los “isso não se faz” e “mau, mau”. A parte mais difícil é ensinar-lhes as consequências dos atos e faze-los passar por elas. Os erros fazem parte do mais correto ser humano, corrigi-los é parte integrante do erro.


 Ajudá-los a crescer e a transformá-los em adultos de mente sã é o desafio mais complicado que podemos ter. Dar-lhes a ferramentas necessárias para que possam exprimir as emoções, para que possam conhecer a tristeza, a perda e a mágoa como sentimentos necessários e saudáveis na sua vida. Dar-lhes ferramentas para que possam partilhar a alegria, a bondade e a empatia com os outros.
Fazer-lhes acreditar que é bom chorar quando estamos tristes, que é bom rir quando a gargalhada teima em sair. Que é bom isolar-nos quando nos queremos só a nós e que é bom rodearmo-nos de gente quando sentimos que é vida é boa demais para se viver só. 


 Fazer-lhes sentir que as lágrimas e os risos podem andar de mãos dadas, que a tristeza é amiga da felicidade, que a mágoa não mata o perdão, que o coração é maior do que o peito que o guarda e que o cérebro nos guia o caminho ouvindo o coração.


Alice e António, não conheço um pai que não diga que o seu maior desejo é ver os seus filhos felizes. Mas também não conheço um pai ou não pai que saiba concretamente qual o segredo para se ser verdadeiramente feliz.

 Alice e António, esta mãe que vos ama profundamente não sabe mais do que qualquer outro pai e mãe. Esta mãe que vos grita com o mesmo sentimento que vos abraça, vai-vos ajudar a crescer nessa felicidade que não será constante mas será presente. Vai-vos ensinar a gerir o que os vossos pequenos corações nem sempre entendem e dizer-vos que vocês são importantes, os mais importantes da minha vida mas que o outro, o outro é tão importante como vocês e todo o respeito que merecem, o outro merece.

 Alice e António, mais do que vos desejar a felicidade eterna, desejo-vos que sejam crianças, adolescentes e depois adultos de coração bondoso e mente sã. A felicidade fará sempre parte da vossa vida se olharem o outro da mesma forma que olham para dentro de vós.


Da vossa mãe que aprendeu a ser feliz na felicidade e na tristeza.

 

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

No domingo

O bolo um pouco maior, a família mais alargada, mais gritos, mais beijos, mais abraços e muitos saltos.



 
E descobrir que temos tão poucas fotos...
 

17 de novembro

Foi um dia de trabalho muito longo e mais intenso do que é costume. Cheguei a casa já passava das 19h.
Este foi o possível, mas não faltaram muitos risos, saltos, gritos, abraços e beijos carregados de amor...

Há 3 anos atrás a nossa família cresceu...

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Os dias correm...

... e não tenho conseguido aqui escrever. Foram dias de formação, dias de trabalho acumulado, dias de maior cansaço. Os dias correm e por aqui fica um pedacinho de como têm sido...


Uma visita à minha formação 

Aproveitar um domingo para trabalhar 

Falar para muitos...

E quando não estou a trabalhar começa o trabalho a sério...



segunda-feira, 13 de novembro de 2017

64 dias depois

António entra no colégio e, apesar dos pequenos amuos entre dentes, deixei-o na sala sem que ele vertesse uma única lágrima e sem que me chamasse mil vezes até eu desaparecer no corredor e deixar de ouvir o seu choro e chamamento.
64 dias depois, foi o tempo dele, nem mais um dia, nem menos um dia. O tempo necessário para se sentir minimamente seguro, amparado e ouvido.
Eu não queria esses 64 dias, eu queria 3 ou 4 dias para o meu próprio choro silencioso, para... a minha própria segurança e depois já nós, sorridentes e felizes nos despedíamos com um forte abraço à porta da sala.
O problema é que o tempo dos filhos não é igual ao tempo dos pais. O tempo, em que todos nos dizem que 60 segundos faz um minuto, 60 minutos uma hora, 24 horas um dia e por aí em diante não é bem verdade... não, não é, e eu apenas refiro duas de mil situações: uma criança à frente de um prato de sopa ou uma criança no desfralde e nós sentados com eles na sanita à espera do xixi.
64 dias depois, o tempo dele e não o meu, o tempo que o seu pequeno cérebro pediu-lhe para ter a certeza que ele não estava a ser abandonado e que, todos os dias, ao final do dia, lá estaria a mãe ou o pai para o ir buscar.
Aceitar o tempo que eles precisam, para falar, para andar, para brincar com os outros, para deixar a fralda, a chucha ou as birras é um desafio para qualquer pai. Este é um tempo só deles que não é igual sequer ao tempo dos irmãos ou das outras crianças, mesmo que nascidas no mesmo dia que eles.
E não importa que o filho da tua amiga tenha deixado a fralda aos 4 4 meses, a chucha aos 5 meses, tenha começado a falar aos 6 meses, que aos 9 meses já fale fluentemente 2 línguas, que corra aos 11 meses, que nunca tenha feito uma birra em público e que tenha começado a dormir toda a noite na primeira semana que saiu do hospital...
Não importa mesmo nada porque os nossos filhos têm verdadeiras conquistas todos os dias, num tempo que é só deles, no momento certo, a altura perfeita para eles (e os pais que esperem o tempo que for preciso e não desesperem porque esse tempo chega quando menos se espera).


Meu querido António, orgulhosa de ti, houve alturas difíceis mas tentei focar-me neste dia de hoje, nesta segunda-feira de chuva e mesmo não desejando que fossem precisos 64 dias, feliz por terem sido apenas 64 dias.

Adoro-te

Da tua mãe (im)paciente

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Serões

Quando o cansaço não me vence fico agarrada ao computador até depois da meia-noite....


quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Novamente...

... a partilhar com os outros aquilo que sei (ou julgo saber).

Formação 

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Dia de todos os santos

A explicar-lhe o feriado:
Eu: "As pessoas aproveitam o dia de hoje para visitar o cemitério..."
Alice: "O que é um cemitério?"
Eu: "É onde estão enterradas as pessoas que já morreram. Hoje vão visitá-las."
Alice: "E nós temos pessoas no cemitério?"...
Eu: "Sim... tens lá os teus bisavós!"
Alice: "Oh, mãe, podemos ir ao cemitério, podemos ir ver as pessoas morridas, podemos?! Eu quero!"
Eu: "Vamos ver como corre o dia e se temos tempo..."
Alice: "Vamos mãe! E quando lá chegarmos podemos desenterrá-las para vê-las?"

terça-feira, 31 de outubro de 2017

Ainda as câmaras de filmar...

O outro dia ao ir busca-la à escola:
"Mãe, já sei onde estão as câmaras de filmar!"
Eu:"Ah, sim! Onde?"
Alice a apontar o dedo para cima: "Olha, ali!" (apontando para o detetor de incêndio no teto)
Eu:"E como sabes que é aquilo?"...
Alice:"Eu vi uma luz... É ali!"


(Não confirmei, nem desmenti)

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

The Good Doctor

Estreou esta semana no AXN.
Fala de autismo, fala da diferença, fala dos preconceitos, fala de relações pessoais, fala de aceitação.
Recomenda-se!

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Sou mãe, mãeeeeeee...


Sou mãe, mãeee, porque o ouço todos os dias, seja dia ou seja noite, às vezes até o ouço mesmo que eles estejam a dormir e levanto-me de sobressalto só para depois perceber que a casa está em silêncio,

Sou mãe, mãeeee, que ouço entre gritos e choros, entre birras de irmãos ou birras solitárias, que me levantam todos os cabelos que a gravidez não atirou ao chão e correntes elétricas atravessam todo o meu corpo num grito que me apetece soltar, ops… soltei-o ahhhhhh!,

Sou mãe, mãeeee, que aparece em cada queda, tropeção ou borbulha minúscula que aparece na pontinha de um dedo que salvo sempre com um beijo milagroso que cura todas as doenças e maleitas,

Sou mãe, mãeeee, que abraça com toda a força do mundo e os beija entre os nãossss que eles gritam enquanto tentam fugir dos meus braços,

Sou mãe, mãeee, que os olha numa imensidão de amor maior do que a Terra em que habitamos, mais quente do que o sol que nos aquece o corpo, mais poderoso que qualquer deus grego ou romano,

Sou mãe, mãeee, e atingi a imortalidade no momento que dei à luz e podia ter morrido no minuto seguinte que viveria eternamente nos passos da minha filha, nas suas palavras e sonhos,

Sou mãe, mãeee e tudo o resto dimensiona-se nesta nova dimensão da minha vida,

Mudei, e sei que também sou mulher e filha e companheira e amiga, mas perdoem-me todos, porque a minha dimensão de mãe é a mais forte e a mais poderosa que tenho, o tempo redimensionará tudo novamente, até lá, sim, sou mulher, filha, companheira e amiga mas…

Sou mãe, mãeeee (os gritos e chamamentos deles são mais do que qualquer outro, eles ganham) e atingi a imortalidade!
 
(Este texto não é apenas dedicado aos meus filhos, como costume, dedico-o às minhas queridas amigas que, como eu, são mães, mãeeeeeeesssssssss)

terça-feira, 24 de outubro de 2017

Ausência

O tempo, o trabalho, as crianças e o tempo, o trabalho, as crianças.
Preocupações, tarefas, noites pequenas, uma otite, tosse, muita tosse, ranhosos, só ranhosos em miniatura.
O tempo, o trabalho, dias de férias a trabalhar, as crianças e o tempo.
Boas notícias, reconciliações, jantares há muito prometidos, conversas sérias e outras a brincar, abraços e beijos, chatices e discussões.
Revelações há muito esperadas. Tudo igual mas tudo bom. Carinho de amigas, uma corrente tão boa de solidariedade.
Gritos, muitos gritos. A tampa que salta muito facilmente. As crianças e as suas exigências. Os adultos e a sua falta de paciência. O tempo. É o tempo ou a paciência que por aqui não habitam?
Uma necessidade tão grande de me reequilibrar, de expulsar o grito fácil e tão pouco certeiro. Não resulta, eu sei que não resulta e mesmo assim, o grito que aqui habita, que divide a casa connosco qual visita que nunca mais se decide a ir embora. A vergonha em admitir que não o queremos aqui mas ao qual já nos habituamos. Não resulta!
Eu volto, aos poucos volto...


segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Formação

Quando ando em formação fico com o horário mais sobrecarregado, com maior desgaste físico e mental, logo com menos tempo e disposição para por aqui passar...

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

A todos os educadores e auxiliares de educação

Nós pais, não vos pedimos que sejam pais dos nossos filhos, nas longas horas que passamos a trabalhar, com eles em pano de fundo em quase todos os momentos do dia,

Nós pais, não esperamos tratamento especial para os nossos filhos, não esperamos que gostem deles como nós gostamos, mas que gostem deles na medida certa que eles precisam para se sentirem seguros,
Nós pais, percebemos e reconhecemos que a vossa tarefa não é fácil, nós sabemos em todos os fins-de-semana e férias e apenas temos 1, 2, 3, na loucura das loucuras, 4,

Nós pais, aceitamos que gritem, que se chateiem como nós gritamos e nos chateamos, mas queremos também que abracem, que beijem, e saibam as palavras certas que sossegam o coração dos nossos filhos e os façam crescer na empatia pelo outro,

Nós pais, não queremos apenas o que está no vosso contrato de trabalho, queremos os beijos que curam dóis-dóis, os abraços que os levantam do chão, e os sorrisos que os fazem querer ficar mais tempo,

Nós pais, por mais que gostemos que eles façam atividades e desenhos expostos na sala para nossa vaidade, gostamos mais de saber que eles tiveram um colo e uma palavra de carinho quando choraram por nós,

Nós pais, queremos e desejamos tudo aquilo que vós, educadores e auxiliares, querem e desejam que os outros sejam para os vossos filhos, nem mais, nem menos, assim, um abraço, um colo, um porto seguro fora do seio familiar,

Nós pais, entregamos-vos a parte mais importante da nossa vida, deixamos todos os dias um pedaço do nosso coração em vossas mãos, confiando e respeitando o vosso trabalho, mas desejando que nunca se esqueçam daquilo que vos foi entregue e da vossa importância e peso na nossa vida,

Nós pais, podemos nem sempre ser justos com o vosso trabalho, podemos não compreender a gestão de uma rotina com tantas crianças, podemos ficar de visão destorcida de tanto amor que sentimos por eles, mas, nunca esquecemos de quem passa o tempo com eles, não esquecemos de quem está onde não podemos estar e esperamos que nunca se esqueçam do vosso papel, da vossa importância e do impacto positivo (ou negativo) das vossas ações,
 
Eu, mãe de coração apertado, desejo que o meu filho encontre o seu colo seguro rápido, desejo que as lágrimas que todos os dias lhe cobrem o rosto e que todos os minutos que passa sentado numa cadeira sem querer brincar conheçam o seu fim e que possamos os dois voltar a sermos felizes.

terça-feira, 10 de outubro de 2017

Promessas

"O jantar está quase pronto!" Disse-lhes.
Alice:"Mãe, prometo que não vou fazer birra!"
Eu: "E eu prometo que não vou gritar."
Uma de nós quebrou a promessa mas fiquei feliz por não ter sido eu. Levo de vantagem 38 anos em relação a ela. Isso dá-lhe uma margem muito grande de cometer erros, quebrar promessas e aprender. A mim nem por isso...



segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Na minha secretária...

Não há molduras com fotos dos filhos mas há fotos dos filhos.

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Serviços mínimos garantidos

É como me sinto... sabendo que tenho que manter tudo em funcionamento mas não tendo forças para ir além do mínimo para uma vivência equilibrada.
Neste momento, não consigo ser boa em nada, também não quero sentir que estou a ser má, simplesmente, razoável, com sorte...
Não tenho forças, não tenho capacidade mental e física para ser quem eu devo e preciso ser, ou melhor, quem, no fundo eu sou, alguém que se dedica, que ama a vida e os seus, que ri, conversa e adora conviver, que sempre viu o copo meio cheio.
Neste momento, sinto que asseguro os serviços mínimos em todas as vertentes da minha vida e que estou longe de estar plena, forte e segura.
Sei que não durará para sempre, sei que a força e energia precisam de ser alimentadas e, por vezes, vivemos com reservas que não estão a ser repostas.
Sinto falta de uma noite inteira de sono, de uma tarde inteira de sofá, de uma lista de tarefas realizadas, de pendentes concluídos, de refeições mais silenciosas, de uma atividade que me ajude a equilibrar e refortalecer, de mais música ao meu redor e de nunca esquecer que sou felizarda (muito).
Preciso manter o foco nas coisas mais importantes da minha vida, eliminar o ruído exterior e ouvir o bater do coração dos meus filhos...

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

terça-feira, 3 de outubro de 2017

Existem dias...

Existem dias em que me sinto tão distante da mãe que a minha filha merece ter e que eu preciso ser. O cansaço agarra-me de tal forma que me deixa de visão deturpada, de paciência minúscula e discernimento duvidoso. A clareza de pensamento torna-se uma luz no fundo do túnel e o grito uma amiga falsa que nos convence ter a solução dos nossos problemas.
Felizmente, os dias não se juntam todos, transformando-se em semanas. Felizmente, os momentos de lucidez chegam, serenam-nos e ...fazem-nos perceber que a dificuldade não está neles serem crianças e agirem como crianças que estão em construção, está em nós, em gerirmos tudo, sem nunca deixarmos de ser adultos já formados (queremos acreditar que bem formados). E o equilíbrio será, talvez, o nosso maior desafio.
Deles teremos sempre o seu perdão, dos gritos, das ausências de paciência, das ausências de tempo, dos dizeres descabidos de que vamos "desaparecer". Teremos sempre o seu abraço mesmo depois de tanto ouvirem os nossos queixumes do comportamento e dos ralhetes. E pedem-nos colo e dizem que nos adoram e nos querem para sempre, mesmo assim, tão (im)perfeitas!
Ainda bem que nisto da parentalidade nunca chegamos ao fim do curso. Todos os dias temos novas matérias, exercícios e exames e o diploma, talvez chegue, com a nota desejada, bem depois de termos partido.

A ti, Alice, que me tornaste mãe e ensinas-me a ser melhor do que alguma vez fui. Não facilitas a tarefa mas dás-me os melhores prémios que alguma vez imaginei haver. Abriste o caminho para o teu irmão e juntos desafiam a nossa vida a sermos os melhores pais que conseguimos ser.

 

A ti

Mesmo sabendo que possas nunca chegar a ler, escrevo-te... talvez este exercício mental e sentimental seja mais para mim do que para ti, por isso, acho que não ficarei triste se nunca chegares a ler.
Somos amigas, considero-te minha amiga, uma amiga que não é de infância nem de curso mas que apareceu na fase mais importante e desafiante da minha vida. Tens sido minha companheira de viagem neste mundo complicado que é a maternidade. Pegas ao colo os meus medos e receios e festejas comigo as minhas vitórias.
Somos parecidas mas também tão diferentes, percursos diferentes, vivências distintas que nos levaram a um mesmo local, à mesma hora onde nos cruzámos e conhecemos de colo cheio. Naquele momento, naquele local, éramos iguais, tão iguais que a empatia entre nós cresceu sem esforços.
Os anos passaram-se e a amizade cresceu e ficou mais forte. Mas a amizade não é livre de discordâncias, desentendimentos, mal entendidos ou bem entendidos, de visões distintas e escolhas diferentes. Mas isso não é mau, isso significa que somos humanos, que às vezes somos grandes e bondosos e outras vezes pequenos e egoístas. Significa que podemos desiludir o outro, magoá-lo ou não apoiar quando mais precisa. Isto revela-nos as nossas imperfeições, nem sempre visíveis a olho nu. Nesses momentos sentimo-nos pequenos, envergonhados das nossas falhas e conscientes de que a perfeição (que às vezes sonhamos) não existe.
Eu estou tão longe dessa perfeição, em todos os âmbitos da minha vida profissional ou familiar, e reconheço que, às vezes, possa demonstrar que sou muito segura, que sei sempre o que faço ou encontro sempre a decisão perfeita. Reconheço que, geralmente, estou tão certa do que digo e afirmo, que me esqueço de olhar à volta, esqueço-me que nunca há uma única verdade e que, mesmo que houvesse, não tem que ser a minha verdade.
O nosso percurso na vida não é linear, é cheio de encruzilhadas, de sinais nem sempre fáceis de se ler. Nós não somos estanques, massas corporais concluídas a nível físico e mental. Eu tenho uma base, uma base sólida e que espero ser um bom exemplo para os meus filhos, o resto é moldável, o resto é permeável ao meio em que vivemos, às pessoas que conhecemos e às vivências que temos.
Eu estou longe de estar concluída e nunca achei que a minha personalidade fosse imutável, tivesse um registo definitivo que me seguiria até ao último dia e a maternidade é a prova disso.
A ti não te quero prometer nada, preciso de promete-lo a mim própria que não me vou esquecer que não há verdades absolutas, que a minha verdade e a minha forma de estar na vida, não precisa de ser imposta a ninguém, não precisa sequer de ser valorizada como a melhor forma em relação às outras. Vou prometer a mim mesma que não vou esquecer aqueles que mais estimo, das suas verdades e escolhas, tão (im)perfeitas como as minhas.
Não vou pedir-te que confies em mim pois tal implicaria que me lesses. Vou deixar que o tempo te diga que podes confiar em mim...

Esta não é, propriamente, uma fase da minha vida em que tenha a força necessária para andar em frente sem fraquejar ou a serenidade para aceitar os retrocessos, mas vou manter o foco. Dizem que a vida encarrega-se de meter tudo em ordem e que tudo vem no tempo certo. Vou confiar... em mim... e na vida que a vida me reserva.
A ti, minha querida amiga, desculpa-me as vezes em que levantei a minha verdade como se fosse uma bandeira digna de seguidores e desculpa-me as vezes em que só vi o meu umbigo e esqueci que o sol, nem sequer os meus filhos, andava à volta dele.

Abraço-te!

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Escolhas

Nem sempre é fácil fazer escolhas, na verdade, é, quase sempre, difícil. Quando se trata em fazer escolhas pelos filhos parece que tudo toma proporções ainda maiores porque nos sentimos responsáveis pelo bem e pelo mal que possam provocar.
Ultimamente, não consigo evitar de sentir um peso no peito, um peso que se deve a escolhas, escolhas que não são para mim, são para ele. E a dúvida se terei feito a escolha acertada visita-me todos os dias, em todas as vezes que ele chora e chama por mim...
Agora, só me resta aguardar, ver o que a vida nos reserva, para, mais tarde, descobrir se fiz ou não a melhor escolha que tinha disponível. Se a vida me mostrar que estava errada, mudaremos. Aprender a confiar e saber serenar é uma aprendizagem para mim. Posso não ser a melhor aluna, mas prometo dar o meu melhor... por mim... por ele.

 
 

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Inspiração

Para quem gosta de arriscar na mistura de padrões. Não o faço com frequência, na verdade, raramente. Mas se gosto? Gosto muito...





 



 



Usava qualquer um deles mas gosto muito do primeiro e do último.

terça-feira, 26 de setembro de 2017

Absentia

Comecei a ver ontem, não consegui chegar ao fim do primeiro episódio porque quando comecei já passava da meia-noite, mas promete. Para quem gosta de um policial com muito suspense...
No AXNWHITE.

Durante a perseguição a um assassino em série, uma agente do FBI desaparece e é dada como morta, deixando um marido e um filho de 3 anos. Para surpresa de todos, aparece seis anos depois, sem ser capaz de recordar nada sobre o seu rapto e o que lhe aconteceu depois. Na nova realidade que se lhe depara, tem de aceitar que o seu marido já se encontra com outra mulher e que o seu filho não a conhece.  Além disso, uma nova série de assassinatos faz com que os seus colegas pensem que é ela a autora.


segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Moana











 
Festa maravilhosa para miúdos e graúdos.