ALICE

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sábado, 29 de setembro de 2012

Mau feitio depois do banho

Quando vos disserem que o banho relaxa os bebés, torçam o nariz porque pode ser que tenham em casa uma Nisca como a minha.
Toma bem banho mas enxugar-se e vestir-se é entendido por ela como tortura equiparada ao que se passará nas piores prisões dos países em desenvolvimento.
A última vez que lhe passei creme hidratante de corpo acompanhado de uma massagem ela ainda não conhecia outro alimento que não fosse o leite materno, ou seja, já conta com mais de 5 meses.
O truque é enxugar-lhe o mais rápido possível, vesti-la em tempo record, sempre acompanhado de cantoria e sorrisos. De vez em quando lá sai uma voz mais séria e em tom de repreensão.
Nada resulta. Enquanto não termino esta missão aquela goela não se cala...


A minha gravidez: o início

A minha gravidez foi planeada, pensada a dois, apesar de nunca sabermos o que nos estamos a meter até estarmos completamente submergidos naquilo que é a parentalidade.
Antes de engravidar fiz todos os exames necessários, descobri que não era imune à rubéola e tive que ser vacinada.
Em Janeiro de 2011 terminei a minha última caixa de pílulas sem saber se a espera seria longa ou curta. Já quase a fazer 37 anos, o médico dizia-me que a média de tempo em mulheres da minha idade seria 1 ano. Não tinha pressas, apesar de todos os meses pensar: "Será que estou grávida?"
Este pensamento não se prolongou muito no tempo. Em Abril de 2011, o mês do meu aniversário e de B. engravidei.
Quando o período não chegou no dia esperado fiquei logo desconfiada... ainda aguentei 3 dias até ir a uma farmácia e comprar um teste de gravidez.
Esperei pelo dia seguinte de manhã para que fosse feita com a primeira urina do dia. Levantei-me para trabalhar mas desta vez o meu primeiro "xixi" teria um significado diferente de todos os xixis que tinha feito na vida.
B. ainda dormia... fui à casa de banho, usei o aparelho e quase de imediato apareceram os 2 riscos cor-de-rosa.
Aqui começava uma viagem sem retorno...



sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Eunice Munoz

Pboy liga-me para saber novidades, para saber de mim, de B., da Alice, para contar que não tem nada de novo a contar, para partilhar que amanhã irá à manifestação.
Conversa puxa conversa e conta-me que teve o ponto alto (em tom de gozo) deste ano:
Estava a trabalhar e entrou uma pessoa. Uma pessoa que ele pensou ser apenas uma velha (como afirmou). Só depois se apercebeu que não era uma qualquer velha, era a Eunice Munoz.
As pessoas que trabalham com ele quiseram tirar fotografias com a senhora que se mostrou sempre simpática e afável.
Pboy cumprimenta-a e diz: "Não lhe vou maçar com fotografias. Eu fico sempre péssimo nas fotografias."

E pronto, não interessa nada uma fotografia com a Eunice Munoz. O importante é Pboy ficar bem nas fotos, caso haja o risco de isso não acontecer bem pode vir o Papa que ele não coloca em risco a sua imagem.


Pboy, bem podias ser tu de cetim lilás mas com as tuas manias só ficas a perder...

Se estivesse em Lisboa não falhava...

 
A Arte e a Ciência de Educar Crianças Felizes
Como não posso ir, fico pelo blog da formadora: http://mumstheboss.blogspot.pt/

Alguém que me explique

Quando nos fazem um comentário muito grande, não conseguimos lê-lo até ao final quando aparece na lista de comentários. Apenas quando publico tenho acesso a todo o comentário.
Há alguma forma de ter acesso à sua totalidade sem o publicar?

Um pedido

Alguém que não conheço mas que me conhece (pelo blog) partilhou comigo a sua felicidade.
Alguém que não conheço dá-me a melhor notícia da sua vida sentido necessidade de o fazer, talvez porque partilha da minha vida diariamente, em todos os posts que coloco, onde parte de mim aqui fica.
Alguém que não conheço escreveu: "... soube ontem que estou grávida. Estou muito feliz!" e pediu-me para partilhar as minhas preocupações e cuidados que tive na minha gravidez.
Com calma recordarei esses primeiros tempos de felicidade e ansiedade e partilharei parte do que vivi e das memórias que não desapareceram com a cesariana.
Uma coisa partilho já, ou registamos num diário, blog ou o que for, parte do que vivemos e sentimos ou depois de dar à luz, metade (ou mais) fica para sempre perdido no chão do bloco de partos.
É o primeiro conselho às recém-grávidas: Anotem! Escrevam! Registem! Ou farão  muitas vezes caras de parvas quando as pessoas perguntarem: "Ah, e como foi... tal e tal...?"
Se tiverem paciência, é consultar o histórico do blog. A partir de Abril de 2011, passei a ser um 2 em 1 mais feliz do mundo. Foi, sem dúvida e sem exageros, a fase mais feliz da minha vida. Tudo me fazia rir e eu estava a adorar cada transformação do meu corpo. Exclui-se os vómitos e o peito à Pamela Anderson.

Parece impossível mas tenho saudades de estar a rebentar pelas costuras, de carregá-la dentro de mim para todo o lado...

A adoção

A adoção sempre foi algo que fez parte dos meus planos futuros, sempre foi um desejo apesar do medo. Medo do que nos espera, medo de que as coisas não corram bem, medo que qualquer pai tem quando pensa em ter filhos.
Ontem uma amiga perguntava-me: "Então, quando vais adotar?"
Logo sou invadida por uma mistura de sentimentos, por um lado a alegria de me tornar mãe de quem já existe no mundo e que não sabe o quão doce é o colo de uma mãe, por outro lado, o processo longo de uma adoção e a adaptação de um novo elemento na família.
Não sei o dia de amanhã. Não sei o que o futuro me reserva. Talvez exista alguém que entrará nas nossas vidas para as transformar para todo o sempre.
Uma coisa ainda é certa (até ao dia de hoje) a Alice terá irmãos, biológicos ou de coração mas os terá para que possa conhecer o amor e a cumplicidade que se tem entre irmãos.

H.P. e a minha Nisca de gente
 

100 milhões de euros

Não sou rapariga de jogar todas as semanas.
Esta semana, o prémio justifica uma aposta de 2€.
Esta semana vou arriscar e habilitar-me a 100 milhões de euros, ou seja, 20 milhões de contos na moeda antiga.
Caramba, é muito milhão...

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Brinquedos

Felizmente não fui mordida por nenhum bicho que me faz encher a casa de brinquedos para a Alice. Por lá abundam brinquedos que eram dos primos, com marcas de uso que gosto de chamar de brinquedos com história e marcas de amor. Já comprei duas bonecas, uma com o nome dela e outra feita de pano, enorme que ela adora morder-lhe os pés e as mãos. Não me lembro de lhe ter comprado mais nenhum brinquedo, já ela conta com quase 9 meses. O facto de ter tido alguns brinquedos de oferta ajuda-nos a não sentir que não temos necessidade de comprar mais.
Não sinto que ela esteja a ser privada de nada mas sinto que não é afundada em brinquedos inovadores, cheios de cores e músicas, levando-nos, algumas vezes, ao estado de dormência cerebral. Já temos lá uns quantos, cada um com o seu som (sempre irritante ao fim de 10 minutos) que fez as delícias do meu sobrinho (já com 5 anos) e do meu afilhado (já com quase 8 anos) e que agora fica nas mãos da Alice 5 minutos para rapidamente se virar para uma tampa de marmita ou garrafa de água.
Não é fácil não nos sentirmos atraídos pelas parteleiras de brinquedos que nos prometem fantasias. Pelo menos eu, salto logo no tempo e vejo-me na minha infância, onde os chorões eram a última novidade e os serviços de chá e jantar de miniatura faziam os meus olhos brilhar. Quando olho para a oferta de hoje em dia, apetece-me esvaziar metade das prateleiras e brincar com a minha filha horas a fio. Mas não... controlo-me por razões financeiras e por motivos de sanidade mental que me fazem pensar duas vezes antes de começar a ensiná-la a viver numa abundância que não é real e que não a irá preparar para um futuro difícil.
Já a minha pediatra nos diz que os pais revelam sempre uma grande preocupação: "Ah, qual o melhor brinquedo para a(o) filha(o)?" Ela diz que só tem uma resposta: "Os pais. Os pais são os melhores brinquedos dos seus filhos."
Pois eu penso igual e penso que uma marmita ou uma garrafa de água consegue ser mais aliciante e contar uma história mais rica que um brinquedo da Chicco de 60€.
Esta conversa toda para partilhar aqui que ontem comprei um brinquedo para a Alice e que a culpa foi da Nina (a amiga dela) que se atrasou 10 minutos fazendo-nos entrar numa loja em promoção.
Comprei um conjunto de copos enormes de empilhar por 6,25€.

Lembrei-me de um programa visto na Odisseia (ainda estava grávida) onde analisaram vários brinquedos para saber quais os melhores para crianças até 3/4 anos. Desde brinquedos cheios de funcionalidades, cores e luzes até os simples copos de empilhar.
Veio-se a constatar que os brinquedos mais caros e com mais funcionalidades tornavam-se confusos e não estimulavam a criança. O vencedor, sem sombra de dúvida, foram os simples copos de empilhar, tão simples que tendem a passar-nos despercebidos numa montra de brinquedos.


 
Ontem já tivemos a brincar. Eu empilhava, ela derrubava e enfiada os copos na boca para o controlo de qualidade.
Um dia destes tiro uma fotografia...
 
P.S. Conheço casos em que a abundância de brinquedos numa casa davam para equipar uma creche cheia de crianças. A educação é da responsabilidade dos pais e quem sou eu para julgar as opções dos outros ou tomar a minha como a acertada mas penso no impacto que uma infância caracterizada pela abundância e a realização de todos e qualquer desejo de uma criança pode ter no seu futuro como adulto. A vida que os pais lhe dão pode estar muito longe da vida que ele conseguirá ter para si no futuro. Estará ele preparado para lidar com privações ou frustrações na vida ou será mais um adulto que conhecerá a chamada doença do século - depressão? Estaremos a preparar as nossas crianças a lidar com as dificuldades do dia-a-dia ou fantasiamos uma vida que amanhã poderá não ser a nossa ou que nunca poderá ser a deles quando estiverem por sua conta.
Sou o reflexo da minha infância e adolescência onde aprendi a partilhar o pouco que tinha, onde aprendi que tudo tinha um custo, onde me foi mostrado que só com muito trabalho se conquistava alguns desejos e que nem tudo está no nosso alcance imediato.
Hoje em dia, sou tudo menos deprimente e frustrada. Os cortes não me assustam, ter filhos nesta conjuntura não me assusta, ter privações não me deixa de cama, ter saúde é sempre o meu maior motivo de alegria.
Esta é a maior herança que os meus pais me passaram (principalmente a minha mãe, tenho que o dizer) e é a maior herança que pretendo passar à minha filha.
Ela pode na vida nunca chegar a ter um cavalo (é preciso ter-se lido um post mais abaixo para se compreender) mas saberá sempre que poder andar a pé não é um castigo é uma dádiva.
 

Serei a única...

... a achar ridículo essa moda (relativamente recente) de usar o "portugueses" e "portuguesas" e cá na terra o "açorianos" e "açorianas"?!
Enquanto elemento feminino, nunca me senti nem me senti discriminada quando denominam de "portugueses" tanto homens como mulheres. Para mim, a discriminação passa em tanto outro lugar que não o feminino e masculino das palavras.
Acho até que me sinto mais discriminada quando fazem a intenção de nos mencionar, retirando-nos do termo global como se fossemos umas coitadinhas e dessemos pulos de contente ao ouvir que também se referem a nós em particular.

Por mim, caros políticos e "políticas", bem podem incluir-me nos portugueses e açorianos que não me sinto nada nada excluída.



segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Chegou o Outono

E com ele cairão os últimos tufos de cabelo que a maternidade decidiu poupar-me...
Lá fora caiem as folhas, cá dentro os meus fios de cabelos acumulam-se em todos os cantos da casa, formando circulos que movimentam-se a cada passo nosso ou vento que entra pela janela.


Saber esperar

Às vezes queremos as respostas logo e já, queremos as soluções dos nossos problemas na hora, queremos saber o que nos espera o dia de amanhã. Às vezes...

domingo, 23 de setembro de 2012

Uma noite como manda a lei

Um biberão de 200ml às 20 horas. Mama às 22 horas. Cama às 22h 15m. Despertar às 9 horas da manhã.
Ainda não estou em mim... 11 horas seguidas.
Se isto for o começo, acredito que as minhas noites voltarão a ser noites.

P.S. Claro que não aproveitei como devia, ou seja, a dormir de seguida também. Acordei milhares de vezes para confirmar se respirava.

sábado, 22 de setembro de 2012

Heróis do mar, Nobre povo...


O país não lhe promete grande futuro mas ainda assim orgulhosamente portuguesa.

A caminho da minha independência mamária

Ontem à noite, antes da mama e de lhe colocar no berço, preparei 90 ml de leite mas convencida que aquilo iria pelo ralo abaixo do lavatório. Fui para o quarto com ela ao colo e o biberão. Sentei-me na poltrona onde todos os dias me sento para lhe amamentar. Em vez da mama mostrei-lhe o biberão pensando: "Ah, não vais querer. Tu gostas é da maminha da mãe. Nada a substitui, não é meu amor?!"
Abriu logo a boca e eu, de olho arregalado, dei-lhe o biberão, bebendo-o quase num golo só. Voltei a pensar: "Toma lá para não pensares que ninguém te substitui!"
Um misto de alegria e tristeza invadiu o meu coração. A minha menina estava a ficar crescida e estávamos a cortar laços e a criar novos. Dei-lhe alguns beijinhos na testa enquanto bebia do biberão. Queria aumentar o contacto físico entre nós.
Depois dos 90 ml ela quis mais e procurou a mama.  Talvez se tivesse preparado 200 ml ficaria pelo biberão, não sei. Mamou, foi embalada e depois dormiu até à 1h da manhã, altura em que voltou a mamar e novamente  pelas 5h.
De manhã, acordou às 9h e pelas 9h30 bebeu um biberão de leite de 180ml, no meu colo, sem refilar ou chorar e sem procurar ou dar indícios de querer mama.
Esta transição, ainda que promovida por mim, está a ser calma o que me deixa tão, mas tão feliz!
Esta noite vou experimentar preparar 200/210 ml antes de ir para o berço e vou deixar água no biberão, no aquecedor de biberões para voltar a dar para quando acordar de noite. Se ela não procurar a mama, vou manter. Se tiver alturas de choro ou desespero, cá estarei para tornar este processo pouco doloroso, dando-lhe mama.
O importante é sentir que estamos no bom caminho. Sinto que está mais do que na altura. Preciso de cortar definitivamente este laço com ela, para o meu bem-estar físico e psicológico.
Houve alturas muito difíceis, alturas difíceis, alturas boas e outras muito boas mas a Alice sempre foi uma bebé de passar muito tempo à mama chegando a mais de 1h, de mamar com intervalos muito curtos (era muito frequente ser de hora a hora) e de acordar 5 a 6 vezes por noite para mamar. E isto não foi apenas no primeiro mês de vida, como é mais frequente. Isto foi até há 1 mês atrás.
Estou a atingir o meu limite e preciso da minha independência mamária. Daqui a uns dias serei a única a mandar nelas, daqui a uns dias voltarei a dormir sem soutien (coisa que não faço há mais de 8 meses), daqui a uns dias deixarei de comprar discos, daqui a uns dias voltarei a fechar as minhas camisas sem que se abram entre os botões como se tivessem prestes a explodir.


Adorei dar o melhor que tinha para a minha filha. Protegia da melhor forma que podia e apesar de momentos mais difíceis (falo das gretas do primeiro mês e de noites passadas em claro a dar de mamar de hora a hora) nunca pensei em desistir. Estava determinada e sentia-me bem em superar as dificuldades e a alimentar a minha filha da forma mais milenar e natural que existe.
Agora que o fim se aproxima sei que ficará a saudade e sentirei falta desse elo que construímos em todas as horas de amamentação. Terei muitos outros para criar pois não há maior bem na minha vida do que este ser que entrou nas nossas vidas...

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Uma vontade imensa de ser grande

Contavam-se que à hora do café colegas de trabalho discutiam as novas medidas de austeridade, os efeitos que podiam ter, os cortes, as preocupações familiares com orçamentos reduzidos do dia para a noite. Um desses colegas partilhou também as suas preocupações, afinal todos somos atingidos:
"Ah, e eu que já não sei se compro o cavalo para a minha filha?"

Oh, pá, é com cada mula! (desculpem-me o trato mas há coisas que me mexem com os nervos)

To B.

 
Uma pessoa sai para jantar e, de repente, em vez de um bom jantar com amigos ganha um amor para a vida... Dias tão iguais a tantos outros podem-se transformar em começos de novas vidas.

Interagir com outros bebés

Não está em nenhuma creche. Não vê bebés todos os dias, no entanto, oportunidades não faltam para ela conviver com outras crianças da sua idade e interagir em brincadeiras e linguagens que só eles entendem.

 
 
 
Ela de jeans e a sua primeira amiga na vida, Nina. Conheceram-se nas aulas de ginástica das suas mães e desde então encontram-se muitas vezes para brincarem juntas.
Faltou o Augusto que, por estar numa creche (ao contrário das duas privilegiadas acima), tinha suspeitas de ter apanhado uma virose. A falta foi sentida e diminuida com muita brincadeira entre as duas.
 

Checklist do desmame

1º Não mama durante o dia - check
2º Vai à mama antes do sono da noite e sempre que acorda durante a noite - check
3º De dia bebe um biberão de leite artificial a meio da manhã - check
4º Já bebe biberão da mão da mãe - próximo desafio
5º Se acordar durante a noite bebe biberão - próximo desafio
6º Antes do sono da noite bebe um biberão - meta final

Acho que vamos no bom caminho. Sem dramas ou choros. Durante o dia não me pede mama, se ao final da tarde se enrosca mais por causa do sono, distraío-a. Mantenho a mama todos os dias antes da caminha e sempre que acorda durante a noite. Nos últimos dias não passa das 2 vezes por noite. Nestas vezes que acorda também vai à mama.
Daqui a 1 mês, mais coisa, menos coisa, quero tentar dar biberão nas vezes que acorda de noite. Se correr bem, mais uns tempos adiante, passeremos para o biberão antes da cama.
Estou mais relaxada neste aspecto. O fato do pai lhe ter conseguido que bebesse do biberão deixou-me mais animada e com previsões de um desfecho feliz.


E não é que encontro isto para me baralhar toda?!

"A maior parte dos pediatras considera que os 9 a 12 meses de idade são um óptimo período para deixar de usar o biberão. (O ideal é conseguir concluir essa etapa por volta dos 13 ou 14 meses.) A mudança para um copo também é preferível para a saúde dentária do bebé, tendo em conta que a sucção prolongada de líquidos com açúcar (incluindo sumos, leite de fórmula e leite) aumenta o risco de cáries."

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Iniciativas que merecem ser divulgadas

FAMÍLIA DO LADO - 2012

O Alto Comissariado para a Imigração e Diálogo Intercultural (ACIDI) lançou o projeto “Família do Lado – 2012”. Através dele uma família aceita acolher em sua casa uma família que não conheça, constituindo-se pares de famílias- uma imigrante e outra autóctone (ou vice versa) - para a realização de um almoço-convívio, típico da sua cultura, como forma de acolhimento do “Outro”.

Todos os encontros terão lugar no domingo 18 de novembro de 2012, às 13h. em todo o território nacional e em todos os países que se associam à realização desta iniciativa: República Checa, Bélgica, Hungria, Itália, Malta, Eslováquia e Espanha.

O projeto transnacional foi criado na República Checa em 2004 e assenta no conceito de “Bairros Inclusivos”. Em Portugal, a iniciativa conta com o apoio do Fundo Europeu para a Integração de Nacionais de Países Terceiros (FEINPT) e é desenvolvida em parceria com a Rede de Centros Locais de Apoio à Integração de Imigrantes (CLAII).

Trata-se de uma iniciativa que visa contribuir para uma integração mais efetiva dos imigrantes em Portugal, reforçando as relações sociais e promovendo a diversidade cultural existente no nosso país.

Para participar as famílias deverão contactar o CLAII mais próximo da sua área de residência, consultando a lista no site do ACIDI
aqui, onde poderão obter mais informações e inscrever-se na qualidade de família anfitriã ou de família visitante.
 
Vou ver se a minha família alinha :) Por mim, já estava.
Nos Açores deve-se contactar a AIPA: http://www.aipa-azores.com/
 

Ainda sobre a cadeira de carro

E porque este não deve ser um problema apenas na minha casa, publico um comentário deixado aqui para quem interessar:

 
Estou muito tentada a comprar as cadeiras que permitem transportar ao contrário, tal como os ovos. O único inconveniente é que vão apenas até aos 4 anos, 18 kg e depois lá teremos de adquirir nova cadeira. Se comprar uma em que ela viaja virada para a frente já pode ir até aos 36 kg, ou seja, adquire-se apenas uma.
Ao fim ao cabo, o único problema são constrangimentos financeiros que nos obrigam a pensar duas e três vezes, caso contrário nada a discutir e venham quantas cadeiras forem precisas.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Adiar um sonho

Porque ser mãe é também deixar em stand by alguns sonhos e projetos...

 
Começava o meu doutoramento este ano o que implicaria deixar a minha filha ao cuidado de outros durante o período das aulas que seriam em final de tarde e noite (enquanto o pai trabalha). A investigação seria longa e impossível de ser feita em casa.
Foi uma decisão díficil de tomar, dolorosa mas sinto que é a melhor opção. Quem sabe daqui a uns 2 anos...

Só interessa a mim mas...

... partilho na mesma.
Ontem, Nisca de rabo pesado, a muito esforço e após esfregar várias vezes a mão no chão sem sair do mesmo lugar, conseguiu gatinhar uns 10 cms.
Ficou registado em filme com sorrisos rasgados dos pais como se tivesse terminado a universidade.
E assim ficará marcado o início da sua mobilidade própria e o fim do nosso "descanso"...

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Me Gusta


Vocês haviam de ver

Não tivesse eu tido uma filha este ano e vocês haviam de ver...

Para uma amiga (V.)

 

Make a wish

Em criança era tudo mais fácil. A caminho da escola encontrava sempre um dente de leão a quem pedia o meu desejo... nunca mais encontrei um...

 
P.S. Isto é um pouco hipnotizante ou é só impressão minha?

Até onde vai a preocupação/proteção dos pais?

Em dia de apresentação para os meninos que vão para o 5º ano pela primeira vez. Uma mãe levanta o dedo para fazer uma pergunta à diretora de turma:
"Na cantina os miúdos podem escolher entre o peito e a perna de frango?"

Até eu que me sinto ser mãe galinha (o termo é duplamente apropriado) não me imagino fazer uma pergunta dessas.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Afinal existem mesmo...

 

Família perfeita?

Muito longe disso. Somos mais felizes que perfeitos...

Laranjas

Cá em casa todos comemos laranjas. Há quem as descasque, há quem ache isso um pormenor...

 
 

Secret Story 3

Hoje os portugueses dividem-se entre "os que viram o Secret Story 3" e os que "não viram o Secret Story 3".
Eu faço parte do grupo de alguns intelectuais, políticos, economistas, poetas, simples trabalhadores que não viram o Secret Story 3. Eles, talvez por acharem que é uma perda de tempo, uma idiotice, o mais do mesmo, uma fantuchada. Eu, por me ter esticado no sofá e ter apenas tido tempo de ver o vestido vermelho da Teresa Guilherme se transformar num pequeno ponto vermelho quase invisível no espaço de 5 a 10 minutos...
Gostava de dizer que também sou intelectual e que não fazia intenção de conhecer os concorrentes deste reality show mas a pancada de sono é a única e verdadeira responsável por não saber quais as aves raras que descobriram para colocar dentro de 4 paredes.
Acordei com o choro da minha filha para mais uma maratona de "consola beber leitinho às tantas da madrugada e várias vezes por noite".


domingo, 16 de setembro de 2012

Próxima aquisição

A Nisca já deve estar nos 9 kg e quase a fazer 9 meses. Qualquer dia está a deixar o ovo e a usar uma cadeira nova no automóvel.
Ando em pesquisa de mercado à procura da melhor relação qualidade/preço.
Quero uma que dê para usar em 2 posições, virada para trás e virada para a frente, pois estudos estão a verificar que é mais seguro as crianças viajarem de costas, não apenas até 1 ano de idade mas até aos 3 anos.
Alguém com uma boa experiência a partilhar?


sábado, 15 de setembro de 2012

As sereias

Tenho uma sobrinha de 9 anos que é completamente maluca por sereias.
Ontem veio passar a tarde e o serão comigo e disse-me:
"Tia, mete uma fotografia de sereia no teu blog e depois diz que eu estive na tua casa."
Cá estou a realizar o seu desejo.
Em conversa sobre se as sereias existem ou não eu disse-lhe: "Eu não sei se elas existem, bem podem existir..."
Ela, aos pulos, diz-me: "Ai tia, não me digas isso que levei 2 anos para me convencer que elas não existem!!"
Há tanta coisa no mundo que ultrapassa o nosso entendimento e conhecimento. Por que razão não acreditar que as sereias são seres que existem?


sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Projecto para o Inverno

Parece bastante simples. O mais complicado será encontrar um tecido em casa da minha mãe.
Este inverno aventuro-me a fazer esta peça de roupa...

 

Esquecer-me de nós...

Existem datas na minha vida que jamais esqueço, entre elas está sempre o 10 de Abril, o 25 de Abril e o 1 de Setembro, ou seja, o meu aniversário (claro está, amante de festejar), o aniversário de B. que coincide com a revolução (duplamente inesquecível) e a data da comemoração do nosso amor juntos, o dia(s) em que passámos mais de 72 horas juntos quando ainda mal nos conhecíamos.
Todos os anos, semanas antes já vou recordando e antecipando estes dias com planos, ideias, prendas, apergoando: "Está quase!", "Já falta pouco!".
Este ano, pela primeira vez em 6 anos, o dia 1 de Setembro passou-me completamente ao lado como se fosse apenas mais um dia no calendário. Não me lembrei nas semanas antes, não me lembrei na véspera e não me lembrei sequer nos dias seguintes. Ontem, já 13 de Setembro, foi B. que do nada atirou-me: "Nem sequer te lembraste do nosso aniversário!"
Aquilo caiu-me pesado, fiquei completamente admirada como tinha sido possível e, por milésimas de segundos, quase acreditei que esse dia ainda não tinha chegado pois era impossível ter-me esquecido.
Durante o resto do serão fiquei a pensar no sucedido. Senti o meu coração pesado e triste comigo por ter deixado passar tão importante data. Eu, que costumava planear as minhas ofertas com meses de antecedência, fazia filmes com todas as nossas fotos, comemorando mais 1 ano de partilha e cumplicidade. Eu, como tinha eu deixado passar este dia?!?
A resposta é tão fácil... nunca fui mãe antes. E não, não é culpa da minha filha o meu esquecimento é culpa da forma como encaro e vivo a maternidade desde que ela nasceu.
É a minha primeira vez, a minha primeira vez como mãe. É díficil não nos deixarmos absorver por este sentimento, não deixar que eles tomem todo o nosso mundo de sobressalto e transformem a nossa vida outrora tão simples num turbilhão de sentimentos, de tarefas, de medos e anseios, de culpas e dúvidas, de querer fazer o melhor possível. E isto parece tomar todo o meu ser e esquecer-me de mim, dele, de tudo o que fazíamos juntos, do que partilhávamos.
Aos poucos vou tentando aproximar-me do que tínhamos mas não é fácil, para muitas mães pode ser mas para mim não é. E não o é por a minha dedicação ser maior que a das outras mas porque a minha dedicação cega-me, por vezes. A nossa opção de a termos em casa é a melhor possível, a nosso ver, mas conduz-nos a um caminho de maior dependência de nós a ela e dela a nós. Ela está connosco 24 horas sob 24 horas e se temos algum compromisso a ginástica é sempre feita entre nós, contando apenas connosco. Quando isto não é por necessidade mas sim por opção/vontade/qualquer outra coisa, começamos a respirar todos os mesmo ar e nenhum já tem o seu próprio ar...
Tenho que reaprender a viver a 3, reaprender a viver numa casa onde a chegada de um novo elemento não diminui a existência dos outros.
Talvez esta seja uma chamada de atenção, um despertar das fraldas, papas, sopas e cocós de bebé... e haja toda uma vida para além disto, uma vida onde tenho que aprender a balançar outras vidas que estão ligadas a mim para todo o sempre.
Admiro a capacidade de quem gere tão bem uma família grande, onde são mães dedicadas, esposas felizes, profissionais de mão cheia. Até à data só tinha que me dedicar ao trabalho e partilhar o meu espaço e vida com aquele que sempre acreditei ser o amor da minha vida. Hoje, além disso, tenho alguém que depende de mim para um acto tão simples como comer. Nunca tive esse tipo de responsabilidade e nunca tive o desejo tão grande de dar o melhor de mim, custasse o que custasse.

E isto tudo para dizer que jamais esqueço de quem partilha comigo a minha vida, de quem me deu a mão quando mais precisei, de quem já deu mais do que alguma vez esperei e com quem tive o tesouro mais precioso que tenho na vida. Talvez me esqueça de datas que se mantêm importantes, talvez me esqueça do beijo diário que dava todas as vezes que entrava em casa, talvez não lhe diga o quanto ele é importante na minha vida (cada vez mais). Espero que ele saiba disso tudo, espero que ele me perdoe esta alienação que por vezes caminha comigo mas não dormir de noite dá-me cabo dos poucos neurónios que ainda se mantêm de unhas e dentes. Preocupar-me com a nossa filha faz-me esquecer um pouco de mim, dele, de nós...

Para ti, meu amor:



Sair de casa sem blush

Ao entrar no carro lembro-me: "Eih, esqueci-me de colocar blush!" Atente-se ao facto que o blush é aquilo que me faz parecer que tive uma bela noite de sono e que impede de os outros sentirem pena de mim ao se cruzarem comigo pela manhã.
O segundo pensamento foi logo: "O dia começa bem..." E, pronto, desejo realizado: o carro não chegou a sair do parque de estacionamento. Hoje recusou-se a trabalhar.
Nada como um percurso a pé para aprender a não agoirar.


quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Neste momento...

... era mulher para encher a Pamela Anderson de inveja.


Alice não mama desde as 3h da manhã.

Não é julgar pela roupa, é tentar adivinhar...

Esta semana fui ter uma reunião numa câmara municipal. Éramos 3 mulheres à mesa. Não sei se me fizeram o mesmo mas eu, disfarçadamente, analisei-as e tirei as minhas conclusões dos seus perfis pelas roupas que vestiam. As aparências iludem mas há sinais e mensagens tão claras que passam pela roupa que escolhemos.

 
Uma tinha uma saia muito parecida a esta mas em tons escuros. Um padrão muito atual.
Passo decidido e firme, saia curta, sapatos de tacão muito fino.
 
P.S. Eu saí de casa sem saber que da tarde teria uma reunião. Levava uns brotherjeans (uns jeans do meu mano mais velho da calvin klein com muitos anos de vida. Não eram boyfriend jeans porque dançaria lá dentro). Tinha, decididamente escolhido outra coisa se soubesse que teria uma reunião com pessoas que me iriam ver pela primeira vez.
 
 
Eu estava mais assim...
 

Uma nova noite

Pelas 20h, como de costume, mama para deitá-la no berço. Levou 40 minutos, entre tentativas que tive de a tirar calmamente do peito. O problema é que ela adormece, quando faço um movimento acorda (sem abrir os olhos) e voltar a sugar com força. Podemos estar nisso uma hora.
Reconheço que lhe devia tirar do peito mal adormece e não alimentar este vício de adormecer ao peito mas, o cansaço dos dias, leva-nos a tomar decisões que nos parecem mais fáceis na altura, não pensando muito nas consequências.
Assim foi durante meses, mama, adormece ao peito e colocava-a no berço sem choros ou birras. Com o passar do tempo eles vão ficar mais espertos e nós (pelo menos eu) mais burras.
Ontem tive das 20h às 22h30 no mama, não mama, berço, choro, colo, anda pelo quarto, vamos à sala ver um pouco de tv e acalmar, mama, berço, choro, colo, rodar o quarto 10 vezes, choro, sala para ver tv, brinquedo, quarto, mama, berço, choro de menos de 1 minuto e adormece. Bem... já eram 22h30 e ela adormece entre as 20h e as 20h30 (mais coisa menos coisa), logo, o cansaço era quase insuportável.
Durante a noite acorda às 2h45, mama e volta ao berço. Saio de casa antes das 8h30 com ela ainda a dormir.
Tivemos um começo de noite difícil e um coração apertado por ela se ir deitar tão tarde mas uma noite muito pacífica com apenas um despertar...

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193º Aniversário de Clara Schumann

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Privação de sono...

... dá-me baixas de açúcar. Tenho que resolver isso hoje!

O dia começou

Hoje o dia começou às 5h da manhã. Birra da princesa meteu-nos todos em sentido e fora da cama.
Agora não lhe chega acordar para mamar, agora quer mamar e depois ficar a chuchar até adormecer, coisa que pode ir de 10 minutos a 1 hora ou mais. Se lhe tiro do peito e a meto no berço é um: "mamamamamã... mamamamã..." entre choros.
Resultado: os três de sofá desde as 5h e tal da manhã até hora de sair para o trabalho. O pai foi-lhe adormeceu pelas 7h (acho eu) e quando saí de casa ainda dormia no berço.

Eu tenho para mim que ela tem um sexto sentido, algum dom oculto e que adivinhou que pretendo tirar-lhe da mama mais mês, menos mês, por volta de 1 ano, mais coisa, menos coisa. Desde essa adivinhação acorda mais vezes de noite e não quer descolar da mama nem por nada. Se adormeço ao amamentar vejo que passou 40 ou 50 minutos e ela continua agarrada a chuchar. Quando lhe tiro transforma-se em Drama Queen. Podemos afirmar que 70% das vezes tiro-lhe e ela não reclama, virando-se para o lado e dormindo. As outras 30% das vezes ou volto a colocar à mama por mais tempo ou temos festival.

Durante o dia não há maneira de lhe enfiar o biberão na boca. Pode ser de leite artificial, pode ser de leite materno, pode até ser de água, biberão na boca é que não! E falamos de uma bebé que desde os 4 meses bebia todos os dias um biberão de leite materno, pela mão do pai. Desde que tentámos enganá-la com o leite artificial no biberão e ela provou e quase cuspiu na cara do pai que ninguém lhe convence a meter um na boca.
Ontem bebeu leite materno à colher e depois bebeu leite artificial também à colher, ambos sem reclamar.
Primeira conquista, já não rejeita o sabor do leite artificial. Próxima conquista em vista, voltar a convencê-la a usar o biberão.

Também já pensei amamentar até 1 ano de idade e depois fazer logo a transição para o leite de vaca. Na consulta dos 9 meses vou discutir isso com a pediatra.
Também vou discutir com ela o facto de não querer o biberão. Se podemos dar à colher e passar para o copo depois de deixar a mama.

Confesso-vos uma coisa, quem não opta pelo desmame natural, ou seja, pela escolha do bebé, (como tem sido o meu falhado caso) é um cabo dos trabalhos. E sigo este caminho de desmame por minha opção e não da Alice por achar que ela seria uma criança que mamaria até aos 3 ou 4 anos (sem qualquer certeza ou confirmação médica, claro) e eu não quero passar muito dos 12 meses. Se tivesse a certeza que ela deixaria naturalmente por volta dessa idade (sem dias ou meses marcados) eu não teria metade das preocupações e stresses que tenho. Às vezes acho que vou arriscar e ver no que isto dá, outras vezes acho que quando mais tempo passar sem mudar as suas rotinas mais difícil será.

Pronto, já há muito que deu para perceber que neste campo do "fim" da amamentação a minha cabeça e coração é um verdadeiro caos... Não sei o que está a ser mais difícil para mim, se o início da amamentação com os mamilos gretados, com ela a mamar de hora a hora, dia e noite, de nunca querer ficar ao peito menos de 1 hora, se o fim que antecipo por minha vontade e não por vontade dela.
Quebra-me o coração só de pensar que pode chegar o dia que ela chorará para ir à mama e que eu recusarei... eu ando confusa de todo...

terça-feira, 11 de setembro de 2012