ALICE

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sábado, 22 de setembro de 2012

A caminho da minha independência mamária

Ontem à noite, antes da mama e de lhe colocar no berço, preparei 90 ml de leite mas convencida que aquilo iria pelo ralo abaixo do lavatório. Fui para o quarto com ela ao colo e o biberão. Sentei-me na poltrona onde todos os dias me sento para lhe amamentar. Em vez da mama mostrei-lhe o biberão pensando: "Ah, não vais querer. Tu gostas é da maminha da mãe. Nada a substitui, não é meu amor?!"
Abriu logo a boca e eu, de olho arregalado, dei-lhe o biberão, bebendo-o quase num golo só. Voltei a pensar: "Toma lá para não pensares que ninguém te substitui!"
Um misto de alegria e tristeza invadiu o meu coração. A minha menina estava a ficar crescida e estávamos a cortar laços e a criar novos. Dei-lhe alguns beijinhos na testa enquanto bebia do biberão. Queria aumentar o contacto físico entre nós.
Depois dos 90 ml ela quis mais e procurou a mama.  Talvez se tivesse preparado 200 ml ficaria pelo biberão, não sei. Mamou, foi embalada e depois dormiu até à 1h da manhã, altura em que voltou a mamar e novamente  pelas 5h.
De manhã, acordou às 9h e pelas 9h30 bebeu um biberão de leite de 180ml, no meu colo, sem refilar ou chorar e sem procurar ou dar indícios de querer mama.
Esta transição, ainda que promovida por mim, está a ser calma o que me deixa tão, mas tão feliz!
Esta noite vou experimentar preparar 200/210 ml antes de ir para o berço e vou deixar água no biberão, no aquecedor de biberões para voltar a dar para quando acordar de noite. Se ela não procurar a mama, vou manter. Se tiver alturas de choro ou desespero, cá estarei para tornar este processo pouco doloroso, dando-lhe mama.
O importante é sentir que estamos no bom caminho. Sinto que está mais do que na altura. Preciso de cortar definitivamente este laço com ela, para o meu bem-estar físico e psicológico.
Houve alturas muito difíceis, alturas difíceis, alturas boas e outras muito boas mas a Alice sempre foi uma bebé de passar muito tempo à mama chegando a mais de 1h, de mamar com intervalos muito curtos (era muito frequente ser de hora a hora) e de acordar 5 a 6 vezes por noite para mamar. E isto não foi apenas no primeiro mês de vida, como é mais frequente. Isto foi até há 1 mês atrás.
Estou a atingir o meu limite e preciso da minha independência mamária. Daqui a uns dias serei a única a mandar nelas, daqui a uns dias voltarei a dormir sem soutien (coisa que não faço há mais de 8 meses), daqui a uns dias deixarei de comprar discos, daqui a uns dias voltarei a fechar as minhas camisas sem que se abram entre os botões como se tivessem prestes a explodir.


Adorei dar o melhor que tinha para a minha filha. Protegia da melhor forma que podia e apesar de momentos mais difíceis (falo das gretas do primeiro mês e de noites passadas em claro a dar de mamar de hora a hora) nunca pensei em desistir. Estava determinada e sentia-me bem em superar as dificuldades e a alimentar a minha filha da forma mais milenar e natural que existe.
Agora que o fim se aproxima sei que ficará a saudade e sentirei falta desse elo que construímos em todas as horas de amamentação. Terei muitos outros para criar pois não há maior bem na minha vida do que este ser que entrou nas nossas vidas...

4 comentários:

CoriscaRuim disse...

Esta é a parte em que queimas os teus soutiens de amamentação, certo? :p

CS disse...

Errado... daqui a uns 2 anos voltam ao activo :)

Dreia disse...

Eh eh... que bom que está a correr bem para ambas :)
Conta-me depois como se "habituaram" as mamas a não amamentar... imagino que deve doer um bocadinho

CS disse...

Dreia, nesse campo tem corrido melhor ainda. Como tem sido gradual elas têm-se adaptado bem. Quando comecei a trabalhar chegava ao almoço cheia de dores. Depois habituaram-se a tabalhar apenas da tarde e de noite. Depois passei a amamentar apenas à noite e durante a noite. Agora passo dia e noite a amamentar muito pouco e elas nem chegam a ficar duras.