domingo, 29 de julho de 2018
quarta-feira, 25 de julho de 2018
Elevador
Segundas-feiras. Terapia da fala. Elevador. Assim virou um hábito, sempre que o elevador era só nosso.
terça-feira, 24 de julho de 2018
Bonecas das Preocupações
No programa de férias do colégio do António: "A família vai à escola", ofereci-me para fazer uma atividade na sala dele. Foi numa altura de muito trabalho e pouca inspiração mas lá consegui decidir-me pelo que fazer. Decidi reproduzir algo que a Alice tinha feito com a sua educadora e que eu achei delicioso e fantástico.
Existe uma lenda que conta que um povo maia em Guatemala construía uma bonecas minúsculas com paus, linhas e tecidos para as crianças. Estas serviam para que as crianças à noite, ao deitar, contassem as suas preocupações e colocassem debaixo da almofada. Quando acordassem as preocupações tinham desaparecido pois tinha a boneca ficado com elas.
Desta forma, pesquisei, procurei um livro que contasse a história (As preocupações de Billy), que partilhei na sala do António tentando desmontar conceitos como preocupação, problema, e, no final, foram construir a sua boneca das preocupações com ajuda das auxiliares, educadora, minha e da Alice que foi comigo, pois são muito pequenos (3 e 4 anos).
Depois levaram as suas bonecas para casa, num saquinho, com um papel que resumia a lenda e a finalidade da boneca, para que os pais tivessem o devido enquadramento da atividade.
A mesma ajuda a que as crianças aprendam a exprimir os seus sentimentos e preocupações. Acho uma lenda tão bonita.
Existe uma lenda que conta que um povo maia em Guatemala construía uma bonecas minúsculas com paus, linhas e tecidos para as crianças. Estas serviam para que as crianças à noite, ao deitar, contassem as suas preocupações e colocassem debaixo da almofada. Quando acordassem as preocupações tinham desaparecido pois tinha a boneca ficado com elas.
Desta forma, pesquisei, procurei um livro que contasse a história (As preocupações de Billy), que partilhei na sala do António tentando desmontar conceitos como preocupação, problema, e, no final, foram construir a sua boneca das preocupações com ajuda das auxiliares, educadora, minha e da Alice que foi comigo, pois são muito pequenos (3 e 4 anos).
Depois levaram as suas bonecas para casa, num saquinho, com um papel que resumia a lenda e a finalidade da boneca, para que os pais tivessem o devido enquadramento da atividade.
A mesma ajuda a que as crianças aprendam a exprimir os seus sentimentos e preocupações. Acho uma lenda tão bonita.
O livro
Os bonecos feitos em Guatemala
Do livro
Trabalho realizado
A primeira da esquerda do António que mal trabalhou. Andava tão cheio de si pela mãe estar na sala com os amigos que só andava pelas mesas sem nada fazer.
segunda-feira, 23 de julho de 2018
Ausência
Podia-se dever a férias mas é precisamente o oposto. Muito trabalho, muito calor, crianças a irem para as ocupações de tempos livres sem muita vontade. Finais de tarde a passear com eles porque, apesar de andarem com atividades, acham que não fizeram nada comigo, logo não conta. Depois chegar a casa, tratar de jantar e casa, banho e cama e, muitas vezes, ir para o computador adiantar trabalhos, outras vezes, aterrar e "morrer".
Pelo meio tenta-se jantar com amigos, tenta-se relaxar, tenta-se aproveitar saldos para abastecer os roupeiros para o novo ano letivo, tenta-se não esquecer de inspirar e expirar, tenta-se divertir quando só queremos estar sós.
No final, olha-se para trás, vê-se que o mês de julho está quase no final e que o balanço até é positivo, que todos temos direito a queixumes, todos temos direito a gargalhadas, todos temos direito a viver estes dias de verão escondido com um sorriso no rosto, mesmo que cansados de tanto trabalho.
Dos últimos dias...
Pelo meio tenta-se jantar com amigos, tenta-se relaxar, tenta-se aproveitar saldos para abastecer os roupeiros para o novo ano letivo, tenta-se não esquecer de inspirar e expirar, tenta-se divertir quando só queremos estar sós.
No final, olha-se para trás, vê-se que o mês de julho está quase no final e que o balanço até é positivo, que todos temos direito a queixumes, todos temos direito a gargalhadas, todos temos direito a viver estes dias de verão escondido com um sorriso no rosto, mesmo que cansados de tanto trabalho.
Dos últimos dias...
sábado, 14 de julho de 2018
quarta-feira, 11 de julho de 2018
segunda-feira, 9 de julho de 2018
Aos meus amores
Não vos desejo uma vida perfeita, não vos desejo amigos para a vida toda, não vos desejo apenas alegrias, não vos desejo dias de felicidade plena, não vos desejo facilidades, não vos desejo conquistas fáceis, não vos desejo fortuna monetária, não vos desejo apenas dias de sol.
A vós, meus grandes amores, desejo-vos dias de chuva, seguidos de um dia de muito sol, dias de conquistas batalhadas e merecedoras, desejo-vos amigos que vos desiludam e outros que vos provem que não se consegue viver sem amigos, desejo-vos uma vida imperfeitamente perfeita, com altos e baixos, com tantas alegrias e algumas tristezas, para que nunca se esqueçam que o bom existe porque o mau está lá perto e se dá a conhecer em alturas da nossa vida.
A vós, meus adorados filhos, desejo que conheçam a dificuldade para que saibam saborear a vida quando ela não se faz sentir, desejo que sintam a dor para que não se entreguem a ela sem lutar, desejo que cresçam felizes porque a infelicidade vos visitou em muitas alturas da vossa vida e porque nunca vos escondi que a dor, a tristeza e a desilusão fazem parte de nós e dos outros e que não temos que desistir quando tudo é mais difícil porque se assim fosse nunca descobriríamos a verdadeira bênção de se viver.
A vós, meus amores para além da minha existência, desejo-vos todas as pedras do caminho, todas as encruzilhadas da vida para que saibam escolher em sabedoria, saltar com graciosidade e levantar com a força que existe dentro de vós.
Deu-vos o mundo e o mundo só será vosso se aceitarem os momentos infelizes com a mesma ou mais energia com que aceitam os felizes, se souberem crescer na gratidão de dar e receber o outro e abraçarem a vossa vida como sendo o bem mais precioso que vos foi dado.
A vós, lágrimas e risos, gritos e gargalhadas, num enriquecimento que só a vós pertence.
Amo-vos perdidamente...
A vós, meus grandes amores, desejo-vos dias de chuva, seguidos de um dia de muito sol, dias de conquistas batalhadas e merecedoras, desejo-vos amigos que vos desiludam e outros que vos provem que não se consegue viver sem amigos, desejo-vos uma vida imperfeitamente perfeita, com altos e baixos, com tantas alegrias e algumas tristezas, para que nunca se esqueçam que o bom existe porque o mau está lá perto e se dá a conhecer em alturas da nossa vida.
A vós, meus adorados filhos, desejo que conheçam a dificuldade para que saibam saborear a vida quando ela não se faz sentir, desejo que sintam a dor para que não se entreguem a ela sem lutar, desejo que cresçam felizes porque a infelicidade vos visitou em muitas alturas da vossa vida e porque nunca vos escondi que a dor, a tristeza e a desilusão fazem parte de nós e dos outros e que não temos que desistir quando tudo é mais difícil porque se assim fosse nunca descobriríamos a verdadeira bênção de se viver.
A vós, meus amores para além da minha existência, desejo-vos todas as pedras do caminho, todas as encruzilhadas da vida para que saibam escolher em sabedoria, saltar com graciosidade e levantar com a força que existe dentro de vós.
Deu-vos o mundo e o mundo só será vosso se aceitarem os momentos infelizes com a mesma ou mais energia com que aceitam os felizes, se souberem crescer na gratidão de dar e receber o outro e abraçarem a vossa vida como sendo o bem mais precioso que vos foi dado.
A vós, lágrimas e risos, gritos e gargalhadas, num enriquecimento que só a vós pertence.
Amo-vos perdidamente...
Jardim José do Canto
sábado, 7 de julho de 2018
Saldos
Sou muito mais ponderada nos saldos. Se antes apenas tinha de comprar para mim, agora junto mais 2 crianças. Além disso, tento gastar menos e pensar mais se realmente preciso ou vale a pena. Continuo a gostar muito de roupa o que me leva a continuar a gostar muito de saldos.
Vi uma saia. Adorei. Na altura custava 49,90€ e estava completamente fora de questão. Sou incapaz atualmente de gastar tanto numa saia.
Em saldos passou para 19,90€, num desconto de mais de 50%. Disse a uma amiga que a havia de comprar a 9,90€. Passou para 15,90€ e desapareceu da loja. Reapareceu no site hoje a 9,99€, notícia dada pela amiga a quem disse que a havia de ter pelos 9,90€.
Com a vossa licença e sabendo que não agrada à maioria, vou ter uma saia nova.
Vi uma saia. Adorei. Na altura custava 49,90€ e estava completamente fora de questão. Sou incapaz atualmente de gastar tanto numa saia.
Em saldos passou para 19,90€, num desconto de mais de 50%. Disse a uma amiga que a havia de comprar a 9,90€. Passou para 15,90€ e desapareceu da loja. Reapareceu no site hoje a 9,99€, notícia dada pela amiga a quem disse que a havia de ter pelos 9,90€.
Com a vossa licença e sabendo que não agrada à maioria, vou ter uma saia nova.
Zara
sexta-feira, 6 de julho de 2018
Projeto concluído
Comprada já em muito uso por uma amiga. Lixada e pintada por outra amiga. As cores foram ainda feitas por outra amiga. Os arranjos e pormenores por mim e pela amiga que comprou. Conselhos de design por outra. Tricotar tapetes pela amiga que comprou a estrutura.
Ficou muitos meses parada mas deu-nos a força toda...
Quando estás rodeada de pessoas desta natureza percebes que a vida é tão generosa contigo.
Ficou muitos meses parada mas deu-nos a força toda...
Quando estás rodeada de pessoas desta natureza percebes que a vida é tão generosa contigo.
A garagem do António. Diz o pai que é um certificado de demolição para a casa toda. A verdade é que já lá enfiou os pés.
As mobílias já ela tinha. Compradas no Aliexpress há já uns 2 anos.
quinta-feira, 5 de julho de 2018
Carta à minha filha
Alice,
O outro dia contavas-me, com os olhos raiados de lágrimas que uma amiga te tinha pedido para fazer coisas que te deixavam incomodada. Contavas que só desta maneira ela continuaria tua amiga. As coisas que tinhas de fazer deixavam dúvidas em ti sobre a importância dessa amizade, sobre a tua insegurança e influência que ela estava a exercer sobre ti.
Ouvi-te com o meu coração pousado nas minhas mãos, num pulsar acelerado, pela tua voz tremida e os olhos brilhantes e molhados.
Disseste-me: "Mãe, o desafio era fazer um bico a todas as senhoras do ATL ou ir para o meio do campo de futebol mostrar as cuecas!"
E eu fiquei a ouvir-te e a tentar perceber o que sentiste e quais seriam as palavras certas para ti, para que soubesses como reagir na pressão dos outros.
Lembro-me de te dizer da forma mais suave que consegui: "Alice, nunca faças nada que te incomode, que deixe o teu coração triste ou magoado. O que te deixa incomodada não está correto para ti e ninguém te pode obrigar a fazê-lo. Uma amiga não nos deixa tristes ou envergonhados de propósito."
Os teus olhos continuavam trémulos e tristes e os meus procuravam formas de te consolar.
Sabes filha, a pressão dos outros sobre nós é constante, faz parte do viver com os outros. Todos nós já fizemos coisas de que nos envergonhámos, já cometemos erros, já fizemos tolices e deixámos os outros infelizes mas é preciso nunca esquecer quem nós somos e naquilo em que acreditamos ser certo e errado.
Eu tive vontade de ir à escola e falar com a tua amiga, tive vontade de lhe fazer o mesmo mas isso tão depressa passou-me pelo pensamento como desapareceu e quando me pediste para falar com ela eu disse-te: "Vais falar tu com ela. Dizer-lhe que isso te incomoda, te deixa triste e que se ela voltar a fazer és tu que não queres ser amiga dela."
Seria mais fácil para mim e para ti que fosse eu, na minha altura e força de mãe, assustá-la de tal forma que nunca mais o fizesse a ti ou a outra menina. Mas eu não quero amparar todas as tuas quedas, eu quero que caias e te levantes sozinha. Claro que te darei sempre o meu colo mas na escola, nos teus lugares terás de te safar sozinha, criar as tuas forças e saber distinguir o certo e o errado.
A nossa conversa foi longa, dentro do carro, as duas sozinhas, porque estas conversas surgem do nada, de uma frase que me contas na qual muitas vezes desenvolves partilhando comigo coisas que já aconteceram. E eu desejo que estas nossas conversas nunca desapareçam, que me contes sempre os teus medos e receios e que em mim encontres sempre o apoio que precisas para crescer.
Eu sei, eu sei que mais cedo ou mais tarde terás os teus segredos e eu não fico triste contigo, sei que terás as tuas amigas para partilhar e longe de mim querer ser a amiga de todas as confidências. O que eu quero ser é a tua mãe, que me olhes como aquela pessoa que te amará para sempre e que mesmo triste, desiludida ou chateada contigo nunca deixará de te amar, de te relembrar o que está certo ou errado, como sempre te digo.
Agora que és muito pequena ainda, digo-te que os pais têm de saber de tudo, tudo, tudo. Mais tarde, dir-te-ei que tens direito ao teu espaço de segredos, dentro dos limites da tua segurança física e emocional mas para lá chegaremos porque eu não sei ainda ser mãe de adolescente, só sei ser mãe de crianças pequenas.
Agora, minha linda e doce Alice, meu orgulho de filha, não te esqueças de ti, não cedas a chantagens ou desafios que te envergonhem, que o teu coração te diga que está errado, em troca de amizades de meninas que ainda não perceberam que o que fazem magoa os outros.
Estou muito orgulhosa de ti, orgulhosa porque quando te perguntei se essa menina tinha voltado a fazer-te o mesmo disseste-me muito descontraída que não. "Eu falei com ela!" respondeste. Eu quis saber o que lhe tinhas dito mas respondeste na mesma descontracção: "Já não me lembro!"
A conversa ficou ali, enquanto descíamos a nossa rua e brincavas com o António.
Vou estar sempre por perto, filha. Orientar-te e dar-te o meu melhor para seres resiliente, justa e bondosa. As contas e as letras, sei que te safarás, o resto... o resto é o meu medo, medo de não te orientar da melhor forma, medo de me perder em desafios que não consiga vencer, medo de te perder no mundo.
Alice, apesar dos meus medos, eu vejo em ti uma força, uma empatia com o outro e uma clareza já tão grandes para os teus 6 anos.
Meu amor maior, eu só desejo estar por perto quando fores adulta e testemunhar a beleza do teu coração.
Nunca sejas a vontade de alguém contra a paz do teu coração e mantém-te fiel a ti acima de todas as outras coisas e pessoas.
Amar-te-ei para além deste mundo.
A tua mãe
O outro dia contavas-me, com os olhos raiados de lágrimas que uma amiga te tinha pedido para fazer coisas que te deixavam incomodada. Contavas que só desta maneira ela continuaria tua amiga. As coisas que tinhas de fazer deixavam dúvidas em ti sobre a importância dessa amizade, sobre a tua insegurança e influência que ela estava a exercer sobre ti.
Ouvi-te com o meu coração pousado nas minhas mãos, num pulsar acelerado, pela tua voz tremida e os olhos brilhantes e molhados.
Disseste-me: "Mãe, o desafio era fazer um bico a todas as senhoras do ATL ou ir para o meio do campo de futebol mostrar as cuecas!"
E eu fiquei a ouvir-te e a tentar perceber o que sentiste e quais seriam as palavras certas para ti, para que soubesses como reagir na pressão dos outros.
Lembro-me de te dizer da forma mais suave que consegui: "Alice, nunca faças nada que te incomode, que deixe o teu coração triste ou magoado. O que te deixa incomodada não está correto para ti e ninguém te pode obrigar a fazê-lo. Uma amiga não nos deixa tristes ou envergonhados de propósito."
Os teus olhos continuavam trémulos e tristes e os meus procuravam formas de te consolar.
Sabes filha, a pressão dos outros sobre nós é constante, faz parte do viver com os outros. Todos nós já fizemos coisas de que nos envergonhámos, já cometemos erros, já fizemos tolices e deixámos os outros infelizes mas é preciso nunca esquecer quem nós somos e naquilo em que acreditamos ser certo e errado.
Eu tive vontade de ir à escola e falar com a tua amiga, tive vontade de lhe fazer o mesmo mas isso tão depressa passou-me pelo pensamento como desapareceu e quando me pediste para falar com ela eu disse-te: "Vais falar tu com ela. Dizer-lhe que isso te incomoda, te deixa triste e que se ela voltar a fazer és tu que não queres ser amiga dela."
Seria mais fácil para mim e para ti que fosse eu, na minha altura e força de mãe, assustá-la de tal forma que nunca mais o fizesse a ti ou a outra menina. Mas eu não quero amparar todas as tuas quedas, eu quero que caias e te levantes sozinha. Claro que te darei sempre o meu colo mas na escola, nos teus lugares terás de te safar sozinha, criar as tuas forças e saber distinguir o certo e o errado.
A nossa conversa foi longa, dentro do carro, as duas sozinhas, porque estas conversas surgem do nada, de uma frase que me contas na qual muitas vezes desenvolves partilhando comigo coisas que já aconteceram. E eu desejo que estas nossas conversas nunca desapareçam, que me contes sempre os teus medos e receios e que em mim encontres sempre o apoio que precisas para crescer.
Eu sei, eu sei que mais cedo ou mais tarde terás os teus segredos e eu não fico triste contigo, sei que terás as tuas amigas para partilhar e longe de mim querer ser a amiga de todas as confidências. O que eu quero ser é a tua mãe, que me olhes como aquela pessoa que te amará para sempre e que mesmo triste, desiludida ou chateada contigo nunca deixará de te amar, de te relembrar o que está certo ou errado, como sempre te digo.
Agora que és muito pequena ainda, digo-te que os pais têm de saber de tudo, tudo, tudo. Mais tarde, dir-te-ei que tens direito ao teu espaço de segredos, dentro dos limites da tua segurança física e emocional mas para lá chegaremos porque eu não sei ainda ser mãe de adolescente, só sei ser mãe de crianças pequenas.
Agora, minha linda e doce Alice, meu orgulho de filha, não te esqueças de ti, não cedas a chantagens ou desafios que te envergonhem, que o teu coração te diga que está errado, em troca de amizades de meninas que ainda não perceberam que o que fazem magoa os outros.
Estou muito orgulhosa de ti, orgulhosa porque quando te perguntei se essa menina tinha voltado a fazer-te o mesmo disseste-me muito descontraída que não. "Eu falei com ela!" respondeste. Eu quis saber o que lhe tinhas dito mas respondeste na mesma descontracção: "Já não me lembro!"
A conversa ficou ali, enquanto descíamos a nossa rua e brincavas com o António.
Vou estar sempre por perto, filha. Orientar-te e dar-te o meu melhor para seres resiliente, justa e bondosa. As contas e as letras, sei que te safarás, o resto... o resto é o meu medo, medo de não te orientar da melhor forma, medo de me perder em desafios que não consiga vencer, medo de te perder no mundo.
Alice, apesar dos meus medos, eu vejo em ti uma força, uma empatia com o outro e uma clareza já tão grandes para os teus 6 anos.
Meu amor maior, eu só desejo estar por perto quando fores adulta e testemunhar a beleza do teu coração.
Nunca sejas a vontade de alguém contra a paz do teu coração e mantém-te fiel a ti acima de todas as outras coisas e pessoas.
Amar-te-ei para além deste mundo.
A tua mãe
terça-feira, 3 de julho de 2018
Por aqui...
Só para dizer que está tudo bem mas o tempo encurta-se à medida que vamos ficando mais velhos. Não sei se a capacidade mental faz com que a gestão dele seja mais difícil ou é ele mesmo que se encurta a olhos vistos numa verdade universal ainda por descobrir.
Só para dizer que está tudo bem e que voltarei com mais frequência, para os 5 ou 6 que ainda não desistiram de mim ;).
Só para dizer que está tudo bem e que voltarei com mais frequência, para os 5 ou 6 que ainda não desistiram de mim ;).
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