ALICE

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domingo, 8 de dezembro de 2013

Para grandes males, grandes remédios

A Alice quando é deitada pelas mãos do pai dorme serenamente sem dizer uma única vez: "senta, pai", ou seja, todas as sestas. À noite já sou eu que a deito e mesmo que seja o pai, basta estar em casa para ela dizer repetidamente: "senta, mãe, senta!", se não o faço chora em pé no berço.
Como não a queria ver chorar, porque achava que ela precisava da minha presença para se sentir mais segura, porque passava o dia longe dela, porque... posso encontrar mil explicações, lá ficava sentada na poltrona ao lado do berço até que adormecesse. Muitas vezes tentava fugir mais cedo mas bastava um click do soalho para levantar a cabeça num: "mmmãaaeee... senta... senta, mãe".
Pronto, aqueles 15 a 30 minutos na poltrona ia servindo para pensar no que tinha para fazer, ordenar ideias e encontrar as tábuas do soalho que não chiavam à minha passagem.
Esta noite, à semelhança de algumas noites, foi um festival. Acordou quase de hora a hora e todas as vezes chamava por mim num: "mãe... senta... senta". Bem, eu vi as 3h da manhã, vi as 4h, vi as 5h, às 6h já ela dormia na nossa cama.
De manhã tivemos uma conversa os 3. Explicar-lhe que a mãe não podia estar toda a noite sentada na cadeira, que tinha que dormir, que ela tinha que dormir, etc, etc. O pai mais decidido do que eu dizia-lhe: "Alice, a mãe não senta mais na cadeira! Tens de dormir sozinha e quando acordares durante a noite voltas a adormecer sem chamar pela mãe!"
Eu já estava cheia de medo do "a mãe não senta mais na cadeira", não queria vacilar depois da nossa conversa. Tive, então, aquilo que acho uma ideia luminosa. Tirei a poltrona do quarto dela e meti no nosso, com ela a assistir ao processo e eu a dizer-lhe, depois de ter ocupado o espaço da poltrona com caixas de brinquedos: "Agora já não há cadeira e a mãe não pode sentar mais."
Esta noite ao subir as escadas com ela ao colo e a pensar que podíamos ter um começo de noite complicado disse-lhe: "A mãe vai dar-te um beijo e vem para baixo." E ela: "Mãe, não senta, não há "cadeia"!
Deitei-a no berço com um beijo e um até amanhã.
Remédio santo. Dorme há 40 minutos sem ter soltado um mãe que seja. Vamos ver como corre a noite.

8 comentários:

Pucca disse...

a noite vai correr bem pois já não há "cadeia"!

A Pimenta* disse...

Gosto da forma como envolves a tua filha na resolução dos problemas. Espero que esteja encontrada a solução para este problemazito. Ela vai habituar-se :)

Kaipiroska disse...

Realmente, para grandes males grandes remédios. Solução simples e esperemos que continue eficaz :)

Anónimo disse...

A minha filhota teve uma fase assim, ao fim de 3 semanas eu comecei a sair do quarto, ela chamava logo por mim e eu dizia-lhe "a mãe esta aqui no sofá deita a cabecinha" e assim foi e não tive que ficar mais no quarto com ela. Boa noite SC

CS disse...

Já fiz figas :))

CS disse...

Pimenta, dizem que quando as pessoas são envolvidas nos processos colaboram mais ;) vamos ver...

CS disse...

Kaipi, estou a torcer...

CS disse...

SC, havemos todas de ter saudades de elas nos chamarem :)