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segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Nostálgica

Há muito que ando em arrumações. São necessárias e consequência de decisões importantes na nossa vida.
Este fim-de-semana estive no quarto da Alice e do António. Já grande parte dos brinquedos tinha sido selecionada, dada e arrumada. Desta vez foram as roupas e, apesar de não ter muitas porque tive a sorte de terem sido vestidos com roupas de primos e amigos, as ofertas e uma ou outra peça que ia comprando, foram-se acumulando ao longo dos anos (ainda que poucos).
Tive que tomar a decisão de dar o que ainda não tinha dado. Quase todos os meses vou vendo, revendo e selecionando, mas desta vez, o que não partiu nessas alturas, teve de partir.
A decisão de não termos mais está tomada. Por um lado, é efetivamente o melhor. Por outro, pensar que não haverá mais bebés, que todas as fases que estão a passar serão as últimas pelas quais passaremos, deixa-me nostálgica. E digo-o, depois de ter passado mais uma noite em que me levantei mais de 5 vezes...
Fica uma caixa com poucas peças das quais não consigo ainda separar-me. Primeiro fato, primeiros sapatos de bebé, um ou outro vestido muito amoroso. Não passa disto. O resto, o resto será dado.
Não vale a pena estar a acumular, a guardar quando outro alguém pode dar uso, pode realmente estar a precisar.
Se o destino me trocar as voltas, tudo se resolverá. Por enquanto, a decisão é sermos 4: dois rapazes, duas raparigas. Gostamos de viver assim, num empate de sexos, num empate de 2 adultos 2 crianças. Mais um daria maioria às crianças e nós já nos vemos aflitos confronto 2 a 2.
A idade pesa, as noites mal dormidas deixam-me com uma memória de caracol e as exigências dos dias deixam-nos, por vezes, mal humorados e esgotados. Já, no meio do caos, em que grita o mais novo e berra o mais velho, ele pergunta-me: "Ainda querias ter mais um?" Fico calada pois não sei a resposta. Há dias que não, há outros em que deixo-me levar pelo que os pais de três apergoam: "O terceiro não dá trabalho nenhum, cria-se sozinho!"
Talvez seja o cérebro deles que está tão afetado que criem essa defesa para não entrarem em parafuso, talvez seja verdade e vamo-nos desligando cada vez mais de pequenas coisas que fazemos quando só temos um, menos quando temos dois e quase nada quando são três ou mais.
Não esperem que vos vá comprovar ou desmentir esta teoria. Ficaremos assim... acreditando ou não na palavra desses pais mas tenho a certeza que quando temos o segundo filho levamos com a dura realidade que ter um filho, afinal, não dá trabalho quase nenhum, muito menos aquele trabalho todo que julgávamos ser tão esgotante. Mas... o amor que antes existia com esse um é tão pequeno comparado com a chegada de mais um.
Que me sinto nostálgica, sinto...


4 comentários:

Nany disse...

Sou mãe de três e digo o seguinte: o terceiro não se cria sozinho, cresce é muito mais depressa, sem dúvidas.
Eu também pensava que ficaria em dois e a vida deu-me um grande presente: o terceiro. É uma diferença que só comparo de 0 para 1, mas vamos vivendo e vamos orientando tudo.
Não falo só da parte monetária, falo da parte "tempo", tempo para eles, para nós, em familia, individual com cada um deles. É isso que me corrói e muitas vezes mói.
Felicidades
Nany

CS disse...

Nany, obrigada pela partilha. Imagino que tudo corra mais veloz e gerir o tempo seja o mais difícil para todos. Mas o amor, esse deve ser maravilhoso ;)
Felicidades aí em casa também.

ML disse...

CS podia ter escrito este texto...

A Pimenta* disse...

Só tenho uma filha e já houve alturas em que pensei ficar por aqui. Mas sou filha única e nunca o quis ser e sempre disse que teria dois filhos para eles não sentirem o que eu senti em alguns momentos da minha infância: os meus primos eram todos muito mais novos, não moravam perto de mim e dei por mim muitas vezes a brincar sozinha.
Por isso já decidimos que o ideal será ter outro filho, para nos sentirmos mais completos como família. Para um dia, a nossa filha saber que tem uma âncora para se apoiar (no irmão/irmã).
Mas três filhos? Eu diria desde já que não, a não ser que acha um imprevisto. Cá em casa achamos que dois é mesmo o ideal.