ALICE

Lilypie Kids Birthday tickers

segunda-feira, 12 de março de 2018

O pior que pode acontecer a um pai...

Um colega de trabalho viu partir o filho e deve estar a passar pelo inferno que só quem passa conhece. Uma fatalidade que deve destruir qualquer um e que nos dá pânico só de imaginar...
E páras, pensas e vês a sorte que tens ou tens tido, uma sorte que te cai no colo mas que não a mereces mais do que os outros pais.
E não queres imaginar o que farias, o que sentirias ou como ficarias.
Não queres sequer pensar que os teus filhos estão no mundo, sujeitos a mil e uma coisas, todos os dias da tua vida.
E tentas agarrar com toda a tua força cada um deles, colocá-los no teu colo e protege-los de uma simples brisa.
E vês que és tão pequena e impotente.
Vês que o mundo é tão grande e que vos pode engolir a todos num único golo.
Chegas à conclusão que pouco podes fazer para os proteger.
Chegas à conclusão que o melhor que tens e podes fazer é agarrar cada dia com um sorriso, numa bênção tão preciosa.
Vês que os gritos que dás para se calarem ou não pularem podiam ser substituídos por gritos de alegria por eles serem enérgicos e felizes. 
Apercebes-te que deves respirar mais e melhor e substituir o suspiro que muitas vezes atiras para o lado pelo sorriso por teres uma casa cheia.
Apercebes-te que amanhã tudo pode acontecer, a ti ou a um deles, mas que hoje tens a oportunidade de os abraçar com toda a força do mundo e dizer-lhes o quanto os amas e o quanto eles são parte de ti...


7 comentários:

Mummy Life disse...

É uma dor que nenhum ser humano deveria poder sentir. Doí só de pensar...

Sonia Barreto disse...

Segundo estudos feitos, é a dor psicológica mais dilacerante que um ser humano pode sentir. Só de pensar dói a um pai/mãe, quanto mais passar realmente por ela. Hoje, como mãe, sei que não sobreviveria a uma perda destas. Mirraria, secava completamente por dentro. A atriz Romy Schneider morreu de desgosto pela morte do seu filho.

Anónimo disse...

Vi partir a filha de uns amigos de longa data e foi muito doloroso.Como se fosse minha. Foi um pedaço arrancado.
Dói a descoberta da maldita doença, dói a dor de os ver sofrer (os 3), dói não existirem palavras para os confortar, dói não haver soluções, dói olhar para a criança e tentar não estar triste, dói a simplicidade com que do alto dos seus 10 anos nos diz que está bem e nada se passa porque já sabe tudo, dói tudo.
Mas dói ainda mais o dia em que chega aquele telefonema que nunca se quer receber. Nesse dia é um desespero que dura até hoje.
Existe uma vida para todos no antes e no depois daquele dia

Ana

CS disse...

Mummy, dói mesmo!
bj

CS disse...

Sónia, melhor não imaginar, nem pensar na possibilidade que apesar de presente deve ser esquecida.
Bj

CS disse...

Ana, é mesmo muito triste. Neste caso nem houve tempo do abraço ou beijo (o que não invalida o sofrimento na mesma quando há tempo). Foi uma volta de bicicleta que não terminou bem.
Bj

A Pimenta* disse...

Por mais que tente, ninguém consegue sequer imaginar a dor de ver um filho partir tão cedo. É inimaginável tal sofrimento. E percebo que seja nesta altura em que uma pessoa questiona tudo e todos.
Afinal, porquê?!
E nós, estando do lado de fora, pensamos nas estupidezes que nos ocupam o pensamento e os dias. Nas pequenas coisas às quais damos importância e que, vai-se a ver, não são nada comparadas com situações destas.

Não sei como daria a volta a algo tão trágico. Meu Deus, nem consigo pensar em tal coisa!