ALICE

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quinta-feira, 11 de agosto de 2016

To V. e F.

Sabe bem chegar a vossa casa,
ver os nossos filhos com os vossos,
ouvir-nos conversar sem filtros ou cuidados,
saber que acolhem as nossas gargalhadas da mesma forma que acolheriam as nossas lágrimas,
sentir que tanto podemos comer num prato da Vista Alegre como em cima de um guardanapo porque o que mais gostámos é de estar, estar numa simplicidade  sincera e generosa,
não há protocolos ou etiquetas,
os beijos aos nossos filhos são roubados, quando os agarramos num abraço forte e sentido,
os colos que damos a eles são colos de amor e carinho,
as piadas que dizemos têm a mesma importância que as conversas sérias que sempre chegam,
e ouvimo-nos como se gostássemos todos da mesma estação de rádio, dos mesmos filmes e livros,
vidas distintas e vidas tão parecidas,
ideias e ideais partilhados,
e concordamos em tanto como discordamos na escolha dos ingredientes de uma pizza para depois cheios e satisfeitos do que comemos e conversámos chegarmos à conclusão que comemos sempre muito quando nos juntamos,
e olhámos o relógio e nem demos o tempo passar,
sabemos que gostámos de nos juntar, sabemos que não fazemos sempre que nos apetece porque somos prisioneiros de outras vontades que nem sempre são nossas, prisioneiros de rotinas vitais na nossa família, mas conseguimos fugir, conseguimos sair e vermo-nos e conversarmos e estamos assim, juntos, em família,
e é bom, ajuda, ajuda ter outras famílias que se tornam na nossa família e onde nos tornamos na sua família...

 
 
 
 
 
 

2 comentários:

A Pimenta* disse...

Gostava de ter uma família amiga assim. Os nossos amigos nem casados estão e nem filhos pretendem tão cedo ter pelo que nos sentimos, por vezes, um pouco deslocados porque a nossa realidade é bem diferente da realidade dos nossos amigos mais próximos.

CS disse...

Este casal conheci por altura das aulas de ginástica pós-parto quando a Alice tinha 1 mês. Vivemos pelo mesmo ao mesmo tempo e criámos logo afinidades.
Os amigos sem filhos são muito importantes e conhecem-nos bem mas há rotinas que não se coadunam com filhos e nem sempre lhes apetece ouvir birras para comer ou outras. Quando se partilha das mesmas vivências torna-se mais fácil conviver.