ALICE

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sexta-feira, 4 de maio de 2012

Sinto-me privilegiada e cheia de sorte

Na segunda-feira regresso ao trabalho após 4 meses de licença. Na altura ponderei tirar os 5 meses mas colocando na balança os prós e contras, o prato pendeu para os 4 meses.
Hoje em dia, penso tanto nesse quinto mês... decisão tomada, agora é seguir em frente.
Dia 7 de Maio deixo a minha princesa e volto à labuta com mais razões ainda de dar o meu melhor e preservar o meu precioso trabalho.
Apesar de me separar dela (por algumas horas) diariamente, algo deixa o meu coração tranquilo e faz-me pensar que tanto eu como B. somos uns pais cheios de sorte e privilegiados. Não nos vamos preocupar com creches ou amas, não nos vamos preocupar com quem olhará por ela, se a tratará como nós, se estará atento e lhe dará o amor devido. Não, não nos vamos preocupar com nada disso.
Na segunda-feira regresso ao trabalho e deixo a minha princesa no quentinho do seu berço porque ela ficará ao cuidado de quem a ama mais do que tudo na vida, o seu pai. Se desejaria eu melhor coisa... nada que me ocorra...
Temos a sorte de conseguir conciliar os nossos horários de trabalho e ficarmos os dois, pai e mãe, a cuidar, amar e educar a tempo inteiro a nossa filha.
Com a redução horária de amamentação sairei às 15h30 (acho) e dez minutos depois consigo estar em casa, podendo o pai concentrar-se mais no seu trabalho e deixar a Alice ao meu cuidado.
Sei que há mulheres que não se sentem muito seguras em deixarem os seus filhos, principalmente se forem bebés, com os pais deles. Talvez pelos próprios pais não se sentirem seguros em ficarem sozinhos com os seus bebés. Eu sinto que B. cumprirá o seu papel tão ou melhor do que eu. Acho que não é tão preocupado como eu e talvez isso seja uma coisa boa. Acho também que, nos primeiros dias, lhe vou ligar e mandar mensagens algumas vezes durante o dia, que ele me vai chamar de chata e dizer sempre que está tudo bem.
Será uma nova fase para ambos, um novo processo de aprendizagem a três. Vou aprender a deixá-la durante mais tempo, ela vai aprender a passar menos tempo comigo (vai-se safar mais do que eu) e B. vai aprender a gerir o seu tempo e o seu dia contando apenas consigo para olhar pela Alice. Vai ser ele a alimentá-la em grande parte do dia, coisa que é, até então, da minha inteira responsabilidade.
Estamos a viver uma grande aventura. Uma aventura que dura uma vida e onde cada dia é uma descoberta. Uma aventura que nos modifica, que nos torna melhores pessoas, que nos faz olhar para os outros (principalmente crianças) de forma diferente.
Um dia, uma leitora (Giovanna) deste blog escreveu algo como: "Quando nos tornamos mães, tornamo-nos um pouco mães de todas as crianças do mundo." Nunca mais esqueci isto e realmente tornámo-nos muito mais sensíveis a todos os acontecimentos que envolvem crianças, olhamos na rua de forma diferente para elas e preocupamo-nos com quem não conhecemos.



P.S. Tinha pensado escrever um post bem estruturado, bonito e emotivo sobre esta questão de ficarmos ambos com a nossa filha a tempo inteiro sem a necessidade de recorrer a instituições ou familiares mas a maternidade tolda-nos o pensamento e deixa-nos bem mais lentas de raciocínio. Perdoem-me que um dia voltaremos à normalidade. Em breve... (preciso de 1 ano, no mínimo)

3 comentários:

PIRII disse...

são os três um privilégio. e muto bem entregues. tudo irá correr naturalmente bem
:->

POPITA disse...

é mesmo um privilégio, e ainda bem que assim é...vai custar um bocado, e esse telemóvel sempre na mão...ahhhha;))

geek in the pink disse...

Que linda! :) Ainda bem que ela fica tão bem entregue!

Beijinho