ALICE

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segunda-feira, 3 de março de 2014

A creche

Setembro ainda vai longe mas a decisão está tomada (se não houver contratempos). Alice ficará o próximo ano letivo em casa.

Tive momentos em que pensei que o melhor seria ela ir para a creche (com 2 anos e meio). Tive momentos em que pensei que o convívio lhe faria bem. Tive momentos em que pensei que iria aprender mais.
Agora penso que está muito melhor em casa. Agora penso que aprende mais em casa. Agora penso que o convívio em família é mais importante que o convívio com desconhecidos.
Esta é uma decisão que nada valeria se não tivesse o apoio do pai, afinal será ele a manter a responsabilidade e tempo de estar com a Alice durante todo o tempo em que estou a trabalhar...

É claro que temos esta possibilidade de a ter em casa. Com esforço e muita gestão familiar, mas temos essa possibilidade. Muitos pais não a têm, nunca tiveram. Outros tiveram mas tomaram outras opções. Todas são válidas. Todas devem responder àquilo que acreditam e que querem para os seus filhos.

Carlos Gonzalez, Pediatra
As creches são boas para as crianças? 
Nem sempre são más, mas não são boas. As creches não foram inventadas porque os bebés ou as mães precisavam. São os empresários que precisam das creches porque querem que as mães deixem os bebés e vão trabalhar. Na União Soviética não havia creches porque as mães tinham três anos de licença de maternidade.

O ideal seria as mães ficarem em casa três anos?
O ideal seria que a criança ficasse com a sua família. Durante os primeiros meses teria de ser a mãe porque é a mãe que lhe dá mama. Depois, poderia ser a mãe ou o pai. A criança está sempre melhor com a sua família. Em Espanha, legalmente, pode haver oito crianças por educadora. Mas se uma mulher está grávida e na primeira ecografia lhe dizem que vai ter oito bebés, ela começa logo a pensar em quem poderá ajudá-la a cuidar das crianças. No entanto, deixam-se oito crianças com uma mulher, provavelmente mal paga, que nem sequer é sua mãe. Alguém acredita que ela vai cuidar tão bem delas como a mãe? Ou que as crianças se vão sentir melhor do que em casa? Ou que vão melhorar o seu desenvolvimento psicomotor porque aprendem mais na creche? Na creche não vão aprender nada. As educadoras mal têm tempo para mudar fraldas e dar biberões, quanto mais para ensinar-lhes alguma coisa. Uma creche com três crianças por educadora seria quase tão bom como estar em casa. Não seria melhor do que estar em casa.

E a partir dos três anos?
Para a maioria das crianças, os três anos são o limite para começarem a separar-se da sua mãe sem problema. Porque já são capazes de entender que ali estão bem e que a mãe vem buscá-los ao final da tarde. Uma criança de dois anos não entende isso. Não sabe onde está a mãe, não sabe que ela vai buscá-la às cinco.

Os bebés não percebem que a mãe vai voltar, mesmo quando volta todos os dias? Não acabam por se habituar?
Não podem saber. E não se habituam. Se um marido volta do trabalho todos os dias às cinco horas. E, de repente, todas as terças-feiras passa a chegar às sete sem dar uma razão à mulher. Ela fica descansada? Não. Cada vez fica mais nervosa. A repetição não tranquiliza a criança. Ainda a põe mais nervosa. E isso percebe-se nos primeiros dias dos jardim-de-infância. As crianças que estiveram em creches choram mais do que as crianças que estiveram em casa até aos três anos.

Também há bebés que só choram quando a mãe ou o pai os vai buscar à creche. 
É lógico. Choramos quando há alguém que nos possa consolar. Há quem diga que as crianças choram para manipular os pais. Claro. Todos choramos para manipular alguém. É nisso que consiste. É uma maneira de comunicar aos outros que necessitamos de ajuda. Assim como o riso é uma maneira de comunicar aos outros que estamos contentes. Não é a mesma coisa ver um filme cómico sozinho ou acompanhado. Quando estamos com amigos rimo-nos mais alto porque o riso é uma forma de comunicação. Quando a criança percebe que a mãe não está pára de chorar. Se a mãe não está, para quê chorar? Quando a mãe volta, então chora.

1 comentário:

Leonor disse...

Só entrei aos 4 anos.. Ficava com a minha avó.