ALICE

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terça-feira, 17 de junho de 2014

Paciência de mãe ou a falta dela

Considero-me uma pessoa calma, paciente e quando se diz respeito à Alice essa paciência e calma aumenta consideravelmente. No entanto, há dias e dias e ontem foi um dia não.
Chego a casa, brinco um pouco com ela mas depois atirei-me às lides domésticas: loiça, camas, arrumações, tábua de passar ferro e nos intervalos tentar colocar a Alice ocupada com aguarelas e pinturas que exigiam que estivesse debaixo de olho, os constantes "Mãe", "Mãe", e a loiça e a roupa e o jantar dela ao lume, e a pilha de roupa novamente e a frustração de estar de roda de tarefas chatas para não gastar 30€ com uma empregada de limpeza. "Mãe", "Mãe", "xixi" corre para a casa de banho, nada, "xixi" voltámos a correr, nada. Encher a banheira e coloca-la a brincar: "Mãe, Mãe, cócó", toca para a sanita, nada. Repete-se a história 3 vezes mas à terceira há festa do cocó. Dar o jantar, quer o Barney, quer o Timmy, quer o Pocoyo e o diabo a quatro. A paciência a desaparecer entre o vapor do ferro, o líquido da loiça, o recolher da roupa e a pilha que não desce. Ai quem me dera uma empregada de limpeza!
Penso nas mães com 2 e 3 filhos, penso nesta e nesta. Penso na formação que tenho que dar na primeira semana de julho e no trabalho que me espera. Penso na Alice. Penso em mim quando tiver 2 em vez de 1. Penso na empregada de limpeza que não tenho. Penso na minha mãe e em ligar-lhe para lhe pedir ajuda. Penso novamente que daqui a uns meses será isto tudo mais 1 bebé e volto a pensar nas mães de 2 e 3 filhos.
Quanto mais a paciência se esgota mais a Alice leva tempo a mastigar, leva tempo a lavar os dentes e pede mais Timmy, ai não, afinal quer Barney e só mais um bocadinho e "Mãe não qué dormir". Cama que se faz tarde! Quer a história da Alice que não quer dormir e depois a história do Zebedeu que quer dormir na cama da mãe e agora só mais uma história... acho que dei um grito ou falei mais alto: "Chega Alice! A mãe está cansada! É hora de dormir" Cansada... cansada de tarefas que a ela não lhe dizem nada. Cansada da roupa engomada e por engomar quando ela talvez preferisse uma roupa amachucada e mais brincadeira. Cansada da loiça lavada e por lavar quando ela bem podia comer em pratos de plástico e depois deitá-los fora. Cansada do dia de trabalho quando por ela podíamos todos viver numa tenda e brincar na relva.
Cansada... ontem estava cansada, saturada e chateada por ter feito tanto e ter tanto que ficou por fazer. Cansada por ter gritado com ela quando ela só me queria a mim, mais nada...

5 comentários:

Lassalete Cunha disse...

Tantos dias assim que eu tive, e ás vezes ainda tenho. No teu caso ainda tens a agravante de toda a alteração hormonal e o cansaço que por vezes daí advém.
Há dias assim, mas outros virão tão maravilhosos que logo esses serão esquecidos. Paciência tem limites e ninguém é de ferro!

Beijinhos

Mãe de gémeos disse...

Acho que todas nós que somos mães temos dias destes, no entanto, os dias bons compensam estes.

Não penses como será daqui a uns meses, tudo se faz e eu falo por experiência.

Dina disse...

Este post poderia ter sido escrito por mim. O Simão sempre requereu imensa atenção minha e ainda hoje não me dá grandes noites. Há dias em que o cansaço me afecta e eu perco a paciência com ele. E é nesses dias em que está mais rabugentos e colabora menos. E depois sinto-me a pior mãe do mundo... E por isso tenho medo de ter outro filho, medo de não conseguir dar tempo de qualidade ao Simão...

CS disse...

Dina, um segundo filho deve dar muito trabalho mas passado os 2 primeiros anos, os irmãos fazem muita companhia um ao outro e aí libertam-se mais dos pais. Só um quererá sempre 1 pai para brincar.

CS disse...

Dina, um segundo filho deve dar muito trabalho mas passado os 2 primeiros anos, os irmãos fazem muita companhia um ao outro e aí libertam-se mais dos pais. Só um quererá sempre 1 pai para brincar.