ALICE

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terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Da boca de educadoras

Continuo sem pressas de integrar a Alice no meio escolar e quando ouço determinados fatos ou acontecimentos, para não falar nas doenças menos vontade tenho de a enfiar numa sala com 20 crianças e 1 adulto. Em conversa com uma amiga ela contava-me que tinha recebido a avaliação do filho de 2 anos e meio. Dizia lá que o filho não tinha consciência do outro pois não gostava de partilhar.
Isto escrito por uma educadora formada e com experiência.
Pois bem, eu, mãe há muito pouco tempo (3anos), com experiência caseira e formação em apenas artigos e revistas de Pais e Filhos digo:
1. Na idade em questão os brinquedos são uma extensão das próprias crianças, logo, muito normal não quererem partilhar;
2. É por terem consciência do outro e que esse outro lhes pode levar os brinquedos que não partilham;
3. Os adultos esperam atitudes das crianças que nós como adultos não temos. Na verdade, nós adultos não gostamos nada de emprestar as nossas coisas;
4. Eu tinha logo perguntado à educadora se me emprestava o seu carro para dar uma voltinha. Isto porque o carro dela para ela tem tanta importância como o carrinho de brincar para uma criança. A dimensão é a mesma.
5. A partilha é muito treinada na creche onde convivem com outras crianças. Que atividades estarão a fazer para treinar essa caraterística?
6. Se não têm nada significativo para dizerem aos pais, digam apenas que está tudo bem. Ninguém espera relatórios aos 2 anos de idade.
7. Continuem a estudar mesmo depois de terminar o curso. As teorias de ontem às vezes já não servem hoje.


8 comentários:

Alexandra disse...

São exemplos de maus profissionais!

Agora quando os profissionais são bons, é excelente para as crianças estarem na creche. Havendo a hipótese de estarem com os pais excelente. Não havendo, é preferível a creche do que estarem em casa com avós, tios, vizinhos que, muitas vezes propiciam a inexistencia de regras, má educaçao e a tal falta de consciencia do outro.
Quando às doenças é relativo. Acho que nesse campo a amamentaçao prolongada é que conta para a propensão para doenças ou nao.

Parabéns pelo blog! Um gd beijinho

Pretty in Pink disse...

Isto há com cada teoria...Realmente...acho que se andam a esquecer de deixar as crianças ser crianças!

Beijinho*

clara disse...

Há 3 ou 4 meses atrás, uma professora do 1.º ciclo disse-me: "Não tenha pressa que o seu filho vá para a creche. Nota-se perfeitamente os meninos que estiveram em casa com os pais ou avós, são mais calmos, mais concentrados. Demoram mais tempo a reagir a algumas situações mas chegam lá. Devem fazer o pré-escolar, mas não tenha pressa." E eu não tenho. Não noto que o Francisco esteja menos desenvolvido que os outros da idade dele, muito pelo contrário. Enquanto pudermos ele continuará a ficar connosco, com a avó e com uma amiga nossa que é quase avó. Bjs

Alexandra disse...

Cada caso é um caso! Há casos de crianças que ficam em casa c familiares e são calmos e outro nao!e bons exemplos em ambos os casos. Agora tirarmos conclusoes que é melhor p as crianças. Pode ser melhor para os nossos filhos a opçao A ou B.

CS disse...

Alexandra, sim cada caso é um caso... depende da criança, dos pais, da família. Ainda esta semana uma senhora disse-me que o filho só tinha ido para a escola aos 5 mas ficou mais um ano porque nem sabia pegar num lápis. Nunca tinha feito nada com ele por falta de paciência. Palavras dela. Eu acho inédito uma criança chegar aos 5 sem desenhar ou pintar...

Anónimo disse...

Realmente é uma característica desta idade não querer partilhar os brinquedos, mas não podemos assistir serenamente a esta situação até porque, estaremos a fomentar e a reforçar, ainda mais, o problema. Ora vejamos, os preadolescentes não gostam de tomar banho. Não é por isso que vão deixar de tomar banho. Certo? As características do desenvolvimento servem para explicar certos comportamentos e não para reforçar comportamentos menos positivos. Cabe aos adultos orientar o mais novos segundo as regras da sociedade.
Parece-me que o que está em causa aqui nesta discussão centra-se no sentimento de posse. Os argumentos aqui apresentados são plausíveis quando o brinquedo pertence à própria criança mas quando pertence a terceiros os argumentos caem por terra. É por isso que existem crianças que arrancam os brinquedos dos outros sem lhes pedirem para emprestarem. Neste caso, o sentimento de posse esta a ser mal gerido e potenciado para comportamentos egocêntricos no futuro.
Outra questão aqui expressa e que me deixa algo incomodada é o facto de hoje em dia toda a gente ser médico, professora, educadora, advogado, etc, apenas porque lê alguns artigos ou porque consulta a net e vê as séries do Dr house. Se estudamos 4 ou mais anos temos que dar a mão à palmatória e acreditar nas competências dos outros. Agora, existem muitas formas de se dizer algo sem que os pais se ofendam com algo que nao querem ouvir/admitir.
Excelente blog.

Alexandra disse...

Sim Cs, a mim também me causa espanto.acho um mimo o cantinho que a Alice tem para as pinturas, desenhos e trabalhos manuais. Parabéns novamente pelo blog. 😊

CS disse...

Muito obrigada pelas palavras ;)