ALICE

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segunda-feira, 19 de setembro de 2016

O primeiro dia

Foi apreensiva pela mão do pai. Um momento dos dois por achar que eu poderia passar-lhe alguma ansiedade.
À hora de almoço lá estava eu. Veio cheia de novidades para contar, num andar saltitante e de olhar entusiasta. Caminhámos a pé até a casa, estava um lindo dia de sol. O almoço em casa teve que ser acelerado. Uma hora passa a voar. Regressar à escola depois de ter estado em casa fez com que o entusiasmo desaparecesse. Pediu para ficar, pediu para dormir. O seu cansaço era demasiado visível. Voltámos à escola para mais 2 horas. Foi chorosa. Despedi-me dela decidida e firme para não lhe passar a ideia que haveriam outras alternativas àquela que estávamos a viver.
Às 15h já lá estava novamente. O entusiasmo tinha voltado, havia mais novidades para contar.
O passar das horas em casa denunciava a falta da sesta. A hora de jantar foi conturbada, pautada por queixumes frequentes de dores nas pernas, nos braços, em todo o lado. A sopa teve que ser dada à boca ou teríamos serão na certa. Nem uma das suas comidas preferidas (panadinhos) pensada para minimizar a birra por privação de sono, atenuou o desconforto e as frequentes queixas de estar com sono.
A fruta já foi dada no sofá e o choro para sair do sofá para a banheira deve ter chegado ao fim da rua.
Respirei fundo, tive mais paciência do que é normal, fui ao encontro do cansaço dela e nunca esqueci que a sua desorientação tinha uma razão biológica e não de mau comportamento.
Dizem que passa, que o corpo se habitua, que conseguirá ultrapassar a falta desse descanso diurno. Eu fico preocupada... sempre me preocupei muito com as horas de sono, mais do que com qualquer outro aspeto da saúde dela.

No segundo dia fomos almoçar juntas.
O objetivo é que passe a almoçar na escola. Estamos em fase de adaptação.

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