ALICE

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quinta-feira, 4 de junho de 2015

Sinto o chão a fugir...

... quando me sinto uma malabarista sem jeito que deixa cair todas as bolas ao chão.
Transformo-me uma mãe impaciente e cansada, torno-me numa amiga ausente, sinto-me uma companheira incapaz. E penso que são os meus filhos que estão mais exigentes, que são os outros que não compreendem o quanto a falta de sono me vai deixando mais lenta de movimentos e pensamentos.
E grito com a Alice que me chama: "Mãeee, mãee", que me quer para ela, com ela. E afundo-me em pilhas de roupa para passar e estender, na loiça que nunca está totalmente lavada, nos brinquedos que aparecem debaixo dos meus pés. O António, o António que me acorda vezes sem conta por noite e eu olho para ele, um pedacinho de gente que me dita as noites, que me diz quando posso ou não posso dormir. Tão pequeno e poderoso. Tão inofensivo e forte.
Depois chega a tosse que passa de filho para filho e torna tudo mais difícil e mais carente. Porque razão nos sentimos mais pequenos e sedentos de amor e atenção quando os vírus nos invadem?
Penso que precisava de férias, que precisávamos todos de férias. Todos juntos, em família, onde a roupa tivesse sempre lavada, a loiça sempre lavada, a comida na mesa e lençóis esticados na cama. Férias onde o tempo fosse todo nosso, para aquilo que mais gostamos. Férias os 4, sem tosse, sem choros, sem birras de pais e de filhos. Férias com sol, sem meias e o máximo de tempo descalços...



1 comentário:

Anónimo disse...

Como eu te compreendo!
Bjos

Giovanna