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terça-feira, 25 de agosto de 2015

Este não é um espaço de ataque a outras mães...

... é um espaço que partilha a visão de uma mãe.

É fácil ouvirmos alguém e fazermos logo o retrato da pessoa. Ouvimos uma frase e a interpretamos consoante o nosso quadro de valores, consoante a nossa vivência, consoante as nossas crenças. Nem sempre a mensagem é bem interpretada, nem sempre o que sai da boca de um chega da mesma forma aos ouvidos de outro.
Assim, e porque gosto de esclarecer as coisas (não que seja obrigada), principalmente se sinto que fui mal interpretada ou se alguém se sentiu injustamente atingido.
Eu fiz duas afirmações no post do Médico de Família:

4. Acreditamos que com a saúde não se poupa. Eles podem vestir as roupas emprestadas por primos ou filhos de amigas queridas (caso do António), herdar brinquedos de primos mas nas consultas cada euro gasto é gasto sem remorsos;

O dinheiro pode não chegar às roupas de moda, aos folhinhos e tecidos de flores lindas mas nunca faltará para uma consulta nem para uma vacina, por mais opcional que seja ou mais cara que seja.

Eu disse que não poupávamos na saúde mas sim nas roupas e brinquedos porque temos a sorte de ter mais crianças na família. E porque também não nos importamos com coisas em segunda mão. Sem querer apontar o dedo ou acusar, conheço mães que não querem roupas emprestadas, nem brinquedos. Algumas nem gostam de roupas oferecidas, gostam elas próprias de escolher e comprar ao seu gosto. Nada contra. É uma opção válida porque a vida lhes é afortunada com uma herança ou porque trabalham bastante para que isso seja possível. Mais uma vez nada contra. Na nossa, as ofertas, os empréstimos, as doações são bem vindas porque a roupa nas crianças deixam de servir de uma semana para a outra e os brinquedos são facilmente substituídos pela alegria de bater numa marmita com uma colher de pau.
Disse também que o dinheiro podia faltar para os folhos ou para as marcas da moda mas nunca faltaria para uma consulta ou vacina. Podia agora aparecer uma vacina que custasse 1000€ mas que impedisse uma doença fatal qualquer que eu não pensaria duas vezes. Se visse uma camisa linda de 50€ iria pensar se realmente era necessária.
Isto porque tenho um orçamento para gerir. Se esse orçamento fosse o triplo ou o quadruplo, levaria a minha filha às mesmas consultas que vai mas talvez já fosse de folhinhos, com roupa feita em Portugal por mãos de mães talentosas.
Nada contra a quem pode dar o melhor aos filhos, seja nas roupas, nos brinquedos, na saúde, nas viagens, ai as viagens e a Disney e os parques e os museus e os espetáculos.

Eu não sou daquelas pessoas que dizem que o dinheiro não traz felicidade. Oh, a felicidade que ele me traria. A primeira coisa era uma empregada doméstica. Depois as viagens com os meus filhos. Mostrar-lhes o mundo que não fosse numa folha de papel de um livro de viagens.



Cara anónima, se pode gerir o seu orçamento familiar dando o melhor na saúde e o melhor em tudo o resto, parabéns! Ainda bem que não tem que decidir se vai à consulta ou compra a roupa. Casos haverá que, infelizmente, tomam essas decisões.
Tivesse eu um terceiro filho, fosse ele uma menina e eu já poderia enchê-la de folhos sem gastar um tostão. Outra vez a sorte de ter uma amiga que veste as filhas quase sempre prontas para capas de revista e investe igualmente na saúde delas. Uma coisa não impede a outra se o orçamento chegar para tudo. Quando não chegar a opção é de cada pai.

Obrigada pela partilha.

7 comentários:

Sofia disse...

Realmente cada pessoa interpreta o q lê à sua maneira. M eu percebi exatamente o quis dizer! E não li em nenhuma linha do seu texto alguma crítica ou ofensa a quem pode comprar roupas de marca aos seus filhos. Se essas pessoas podem ótimo. Ainda bem mesmo. M ha quem tenha q gerir as prioridades dos filhos em função do orcamento q tem! E eu talvez a compreenda ainda mais, precisamente porque conheço quem prefira gastar dinheiro na aparência dos filhos (marcas sempre!) E poupar na saúde e na segurança! Infelizmente ha mm pessoas assim! Bj

MAG disse...

Cada um gere como quer e as opiniões pessoais e individuais são para ser respeitadas! Agora se outras pessoas se sentem afectadas não têm nada que descarregar em cima dos outros.

Anónimo disse...

Olá!

Que confusão que por aqui anda!

Uma coisa é ter opinião, outra coisa é emitir juízos de valor nas opiniões que se publicam. E como um blog é público, certamente que está acessível a qualquer acesso de raiva/indignação de uma qualquer desconhecida.

Sendo este blog um espaço público, é normal que exista partilha de emoções e opiniões, sejam elas do nosso agrado ou não. Temos é que respeitá-las, independentemente de onde possam vir. Se assim não fosse, mais valeria investir num bom diário de 500 páginas e mantê-lo bem guardadinho lá no sotão da nossa casa...o que me parece, não ser este o caso.

Cátia

Anónimo disse...

Eu cá prefiro beber 5litros de chá verde puro e sincero do que comer uma "bolota" impregnada de publicidade tóxica.

Anónimo disse...

Querida Chá Verde!

Voçê joga na minha equipa: prefiro viver da ajuda de amigos/família do que do suborno publicitário verificado em blogs da concorrência. Haja paciência.

CS disse...

Obrigada pelos vossos comentários. Todos de acordo ou todos em desacordo, eu gosto mesmo é que comentem e que se gere uma troca de opiniões.
bj

Ela disse...

Ainda te dás ao trabalho de responder ou justificar. Se há coisa que aprendo com a internet é que muitas pessoas procuram sempre interpretar o que leem como um ataque pessoal. E logo se metem à defesa. Parece que só existem dois hemisférios aqui: o dos que atacam e o dos que se defendem.
Ignora.