ALICE

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segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Médico de família versus Pediatra

Quando o António nasceu, novos médicos foram colocados nos centros de saúde e informaram-nos que havia vagas para médico de família. Aproveitámos. Afinal, em casa, nenhum de nós tinha médico de família. Sempre vivi sem um mas existem muitas vantagens em ter: consultas de rotina, análises, um atestado (só são válidos os passados em centros de saúde). Assim sendo, os 4 numa médica de família.
António precisava de fazer uma série de consultas ao longo do primeiro ano. Nasceu saudável, sem problemas de maior, e talvez as consultas na médica fossem suficientes. Alice sempre tinha andado na pediatra, sem qualquer outra possibilidade pois não tinha médica de família. Assim sendo, e apesar de só ter feito as consultas do boletim, porque nunca teve nenhuma doença que fosse além da constipação e tosse, ainda foram uma série de visitas à pediatra.
Ainda falámos, fará apenas as consultas na médica e, lá de vez em quando, na pediatra e poupamos uns 500euros no primeiro ano? Rapidamente chegamos à conclusão que não. Faria médica para não perdermos e na mesma semana pediatra.
Razões:
1. O olhar clínico de um pediatra não é igual ao de um médico de família ou não haveria pediatras;
2. Queríamos esse olhar clínico regularmente no António, tal como a irmã teve;
3. Fazer consultas no pediatra é poder ligar ou enviar uma sms ou email caso apareça algum problema. Com o médico de família, apenas marcando consulta e esperando por uma vaga;
4. Acreditamos que com a saúde não se poupa. Eles podem vestir as roupas emprestadas por primos ou filhos de amigas queridas (caso do António), herdar brinquedos de primos mas nas consultas cada euro gasto é gasto sem remorsos;
5. Não somos obcecados com doenças ou estamos sempre caídos nos médicos mas fazemos todas as consultas que marca o protocolo, não saltamos consultas só porque tudo parece bem ou a médica de família disse que ele estava ótimo. Vamos sempre ao: "Está excelente e recomenda-se!" da pediatra. Sim, dinheiro dado apenas para um confirmação óbvia mas um dia o óbvio pode não o ser e queremos estar sempre atentos.

Porque há coisas que não podemos prever, porque tudo pode mudar de um dia para o outro, porque não podemos saber como e onde estaremos daqui a uns anos, optámos por investir algum dinheiro a guardar as células estaminais de cada um deles na altura do parto (que seja dinheiro largado à rua) e fazemos todas as consultas necessárias no privado, no especialista que achámos ser o melhor para os nossos filhos.
O dinheiro pode não chegar às roupas de moda, aos folhinhos e tecidos de flores lindas mas nunca faltará para uma consulta nem para uma vacina, por mais opcional que seja ou mais cara que seja.
É a nossa forma de estar no mundo. Existem outras, todas aceitáveis.

6 comentários:

Purpurina disse...

Penso exatamente da mesma forma.
Claro que aceito e respeito opiniões diferentes da minha mas, de facto, para mim, o mais importante é a saúde, a educação e o tempo que passo com a minha filha. Ela tem muitas roupas emprestadas, quase nada novo. Também não tem brinquedos xpto mas vamos a todas as consultas na pediatra maravilhosa que tem, a Dra. Paula Maciel, e não poderia ser de outra forma.

Sofia disse...

Penso exatamente assim. Primeiro a saúde e a segurança deles. E com isso não devemos poupar. A roupa q se lixe. Se não puder usar roupas de marca não usa!! Simples! Mas deixou-m com uma dúvida em relação a uma questão. Já comprei o kit pra crio preservação das células do sangue e do tecido do cordao umbilical da minha filha. Sei q é mt dinh. E sei d mt boa gente q é contra e q diz q esta provado q essas celulas so sao usadas numa percentagem mt reduziada de casos. M e se a filha calha d estar nessa minima percentagem? Nunc m iria perdoar! Mas a qestao é...pelo q percebi basta guardar do primeiro filho que dp dará p os próximos! ! Basta uma vez! Mas a Cláudia disse q fez dos dois!!??

Anónimo disse...

Da forma que falam parece que quem compra roupa (seja de que marca for) ou brinquedos, que põe isto à frente da saúde dos filhos.
Eu não tive a sorte de ter alguém que me emprestasse roupa para os meus filhos. Como tenho que comprar, escolho as roupas que mais gosto e que acho que eles vão se sentir confortáveis.
Adoro folhinhos (mais na minha filha do que no rapaz), e depois? Não penso: Vou à consulta ou compro aquela roupa?
Mas eles sempre foram e sempre irão a todas as consultas estabelecidas pelo pediatra. Nunca poupei um tostão no que se refere à saúde deles, pelo contrário. Também fiz a colheita das células estaminais.
Cada pessoa gere o seu orçamento como pode e bem entende, mas acho que qualquer mãe coloca a saúde dos seus filhos em primeiro lugar. Quem não o faz, é daquele tipo de mãe que nem merece que percamos tempo a falar dela.
Ok, posso ter sorte de poder investir na saúde e comprar roupa xpto, mas se não pudesse é claro que em primeiro seria a saúde!

CS disse...

Purpurina, ouço falar muito bem dessa pediatra. Tenho amigas e familiares que se seguem com ela. A minha é outra. Gosto muito dela também.

CS disse...

Sofia, as células de um filho podem não ser compatíveis com o outro, logo, deverá ser feita a recolha para cada um. Além disso, penso não estar a dizer nada errado (confirme) só pode ser feita uma utilização das mesmas.
É como diz, uma percentagem mínima que pode ser a salvação. E mais, como estará a ciência daqui a 20 anos?
Obrigada por comentar sempre ;)

CS disse...

Caro anónimo, o seu comentário deu post. Obrigada pela partilha.