ALICE

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quinta-feira, 1 de agosto de 2013

A Alice continua a andar de costas viradas

[serviço público] para trás é que se vai em frente!

Meus queridos amigos, o beijo-de-mulata não é um blogue de serviço público, é apenas um blogue que tem o nome de uma flor silvestre que nasce em qualquer degredo e se cria em qualquer chão porque fala sobre o que me passa pela cabeça. Só não faço serviço público por uma única razão: é que raramente me passam pela cabeça temas que possam remotamente ser de algum interesse para o público. Excetuando as parcas mas honrosas exceções* em que fiz questão de vos explicar como diminuir a mortalidade infantil através da escolha adequada dos nomes próprios, ou como ajudar a dar à luz numa bomba de gasolina. Tudo coisas com imenso substrato, portanto.

Mas hoje resolvi falar-vos de uma questão muito séria. Não concebo que não se faça nada sobre isto e que pouca gente dê atenção a este tema: não há semana nenhuma em que não veja ou ouça falar de uma criança com menos de 4 anos que ficou tetraplégica ou teve um traumatismo craniano grave com sequelas irreversíveis durante um acidente de automóvel. Em acidentes de nada, pequenas distrações a 30 km/h, em trajetos curtos, de casa da mãe para a casa da avó, em crianças que iam na cadeirinha no banco traseiro, numa cadeirinha bem instalada, com pais cuidadosos.

Como?!, pergunta quem não costuma ouvir falar disto. A verdade é muito simples: as crianças não têm força suficiente nos músculos do pescoço para suportar o "efeito chicotada" numa pequena colisão frontal. E isto é muito, muito sério! Mas quando se pergunta aos pais dos meninos internados nos intensivos a razão pela qual os meninos iam voltados para a frente, a resposta é invariavelmente: "Porque ele já tinha idade." ou "Porque achei que ele se conseguia entreter melhor se fosse virado para a frente." ou "Mas as cadeirinhas que existem a seguir aos 13 kg são todas viradas para a frente". Ou seja, ignorância pura!


Já aqui falei sobre o tema quando passei a Alice do ovo para a cadeira: http://omeuchaverde.blogspot.pt/2013/02/esta-semana-saimos-do-ovo.html

 Para uma maior fundamentação ou para os indecisos:
 http://www.apsi.org.pt/24/110801_-_vt_-_resumo_da_fundamentacao.pdf

2 comentários:

Cindy disse...

Um assunto que andou aqui a ser "discutido" em casa há uns tempos... A Pinypon também já fica apertada no ovo (também já passou dos 10kgs) e embora tivéssemos aqui a cadeirinha da sobrinha, após ler as recomendações da APSI nem hesitámos e andamos a pesquisar marcas e modelos. Deu para perceber que nem sempre as funcionárias estão informadas sobre o assunto, que às vezes sabemos mais que elas e que inclusive nos dão informações erradas ( sobre isso tenho um post no forno). Acabámos por comprar a Eletta da Chicco, vai viajar de costas até aos 13kgs e depois logo se vê. Porque efetivamente as cadeiras que dão até maior peso custam imenso e nem toda a gente pode dar 500€ por uma cadeira.

xoxo
cindy

CS disse...

Cindy, ouço falar muito da cadeira da volvo por volta dos 250€ ou pouco menos que vai até aos 25kg e que pode ir voltada para trás:
http://www.volvocars.com/pt/sales-services/sales/car-devices/child-safety/pages/25-kilos.aspx

Eles aconselham que a criança viaje de costas até aos 4 anos.
O modelo da Eletta dá até aos 18kg.
Eu cá vou manter a minha até aos 3 anos, pelo menos.
Quanto mais leio mais me convenço disso.
bjs