ALICE

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segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Feira das Traquitanas

Já não falho uma.
Gosto do ritual.
Gosto de ver aquelas pessoas.
Gosto de olhar os sapatos que nem dados serviam, quanto mais vendidos.
Gosto de ver as roupas amachucadas de anos e anos num fundo de uma gaveta.
Gosto principalmente de ir à procura de livros e brinquedos para a Alice, coisas em óptimo uso e pelas quais não tenho que pagar 10 ou 20€ porque sou sempre a favor da reutilização ao invés de promover o consumo desenfreado (as razões económicas contam um bocado nesta opção mas também o fato de ser cada vez mais apologista de uma vida menos ligada a valores e mais ligada às histórias e significados dos objetos).
Gosto que tenha um escorrega e baloiços no meio da feira e pelos quais a Alice vibra.
Gosto de falar com algumas pessoas que contam a razão de lá estar como se ficasse exposta a sua vida económica apenas por estarem a vender roupa, sapatos ou qualquer outra coisa.
Gosto de me encontrar com uma vendedora da minha faixa etária, com 4 filhos, que deixou a profissão de professora para se dedicar à maternidade de corpo e alma. Se antes era algo que me fazia alguma comichão e pensava: Ah, seria incapaz! Agora não me faz comichão, faz-me inveja. Ela tem sempre a banca cheia de brinquedos e roupas de 4 filhos que crescem a uma velocidade atroz e vão deixando para trás.
Gosto de encontrar pessoas pela primeira vez. Encontrei um casal a vender na feira, têm um filho com 22 meses e levavam roupa e calçado infantil. Só numa caixa a servir de mesa tinham 8 pares de ténis novos, de sola intocável, quase todos da Nike. Estavam à venda por 5€ cada. Impecáveis! Se tivessem numa loja, acreditava que nunca tinham sido usados. Contou-me que o filho apenas começou a andar aos 19 meses e que os sapatos eram apenas de enfeite. Contou-me também que como gostavam muito de ténis ele tinha um par de cada cor. Eu acredito pois só lá estavam 8 pares e já ela tinha vendido muita coisa. E espanta-me, espanta-me realmente a facilidade com que os pais enchem os filhos de "excessos" quando eles ainda nem sequer pedem. Como será quando começarem a pedir e a chorar por isto e aquilo? Aqui não é uma questão de ter muito dinheiro ou pouco dinheiro. Aqui e, apenas para mim, é excesso.

De lá trouxemos 3 brinquedos e gastámos 4,80€.

 
Trator de madeira com vaca - 0,30€
Como adoro os brinquedos de madeira.
 
Cubos de madeira com as figuras da família - 2,50€ (já no limiar de caro)
 
Quinta de madeira com peças de encaixe - 2€
 
P.S. O pai queixou-se que é muita tralha em casa. Eu defendo-me respondendo que são jogos importantes para a fase dela. Em casa temos quase tudo dos primos mas brinquedos da Chicco, com luzes e sons e bonecos, muitos livros e adereços para as bonecas. Faltavam alguns jogos... acho eu...
 

5 comentários:

Dia - a - Dia disse...

Essa semana comentei com minha mãe que preciso comprar jogos e livros para a fase do meu bebé lindo, para um melhor desenvolvimento.

Dina disse...

Olá, sei que já referênciou aqui no seu blog o dia e onde é feira. Mas poderia só voltar a dize-lo sff

cumprimentos

Dina

CS disse...

Olá Dina, estou em S. Miguel. A Feira é no Relvão em Ponta Delgada, junto à universidade dos Açores.

Sónia Barreto disse...

Eu tinha uma vizinha que os filhos recebiam tantos brinquedos no natal, e não só, que quando chegava a altura de abrir os presentes, em vez de estarem empolgados com a surpresa de saberem o que era cada um, estavam a competir um com o outro para saberem quem tinha recebido mais e quem rasgava mais rápido o papel dos presentes...e não ligavam nenhuma ao objeto em si.

É triste.

CS disse...

Sónia, isso é mau demais...