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segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

A partilha lá em casa

A partilha lá em casa é uma pequena batalha que travamos. Acho que é uma batalha levada mais a sério pelo pai que por mim. Ele insiste bastante com a Alice para partilhar, para não tirar nada das mãos dos outros, etc, etc. Eu faço semelhante, talvez mais consciente das limitações de uma criança de 2 anos, ciente que a partilha para eles não é algo que possa ser apreendido e compreendido nesta fase.
Ao ler outros blogs, vejo algo que vem ao encontro do que já ouvi noutros lugares, da boca de outros especialistas e que nunca é demais reforçar porque nem sempre, nós pais, nos lembramos que há comportamentos e atitudes que não chegam apenas porque os repetimos em voz alta vezes sem conta, porque os repreendemos ou castigamos. Há comportamentos que chegam quando o cérebro de uma criança está preparado para o processar e reproduzir.
Com isto não quero dizer que não se deva chamar à atenção, intervir ou explicar o que deve ser feito. Mas digo que devemos compreendê-los, dar-lhes tempo e aceitar esse comportamento como perfeitamente normal e não rotulá-los de egoístas, de não saberem partilhar, de quererem tudo para eles.



Saber partilhar é uma competência importante para nos relacionarmos com os outros. Contudo, os pais não devem estar à espera de que a criança compreenda completamente a “partilha” até cerca dos 4 anos. Aprender a partilhar leva tempo. É importante apoiar a criança nesta aprendizagem, mas atendendo ao que é capaz.

O que a criança precisa de aprender para partilhar?
Aprender a partilhar leva tempo porque existem uma série de coisas para aprender. É preciso conseguir controlar o impulse de tirar as coisas aos outros, conseguir perceber o ponto de vista de outras crianças, perceber o tempo suficientemente bem para conseguir aceitar que não faz mal esperar um pouco para ter o que ser quer e ser capaz de falar suficientemente bem para negociar quem fica com o quê e quando.
 
Mas afinal o que sabem as crianças sobre partilhar? 
Aos dois anos a criança só sabe que quer qualquer coisa e que a quer agora! A criança pode ainda nem perceber bem as noções de pertença e achar que tudo é seu. Às vezes pode até entender que tem umas regras um pouco estranhas, como: “É meu porque eu quero” ou “Quero porque tu o tens”.
 
Pelos 3 anos, a criança está em plena fase de treinar a partilha. As crianças podem até passar bastante tempo a decidir quem vai ficar com que brinquedo, quem faz o quê e quem pode brincar. Mas às vezes é difícil.
 
A partir dos quatro anos, a criança consegue emprestar e trocar melhor e gosta de dar e receber.
 

4 comentários:

Kaipiroska disse...

Cá em casa partilha-se sim - somos nós que não temos escapatória e temos sempre que partilhar a nossa comida com o pequeno texugo que vive connosco ;)

Paula disse...

No colégio, na sala dos 3 anos, eles têm o dia da partilha, no qual cada um deve levar um brinquedo de casa, consciente de que será para emprestar a um colega quando estejam na sala.
O Diogo todos os dias de manhã escolhe dois carros ou ferramentas para levar p o colégio: um p ele próprio e outro p emprestar a um amigo. Mas isto é natural, não é forçado, nem explicado pormenorizadamente.
Ele percebeu o conceito de partilha e aplica-o (tal como os colegas, já que vão alguns lá a casa brincar c ele e por mais q uma vez ouvi "empresta-me, sabes q temos de partilhar"). Tudo a seu tempo, pq eles chegam lá por si próprios!

Céu disse...

O M. (21 meses)começou este mês com o dia da partilha (sexta feira), o primeiro dia não correu mal tendo em conta que o brinquedo dele foi o mais "apetecido", segundo a educadora, lol! Ao que parece ele (tal como os outros) entendeu bem que para brincar com os brinquedos alheios tinha de partilhar o seu :)

CS disse...

Lá em casa temos dia de partilha sempre que recebemos visitas :)) No resto dos dias é a única criança e pode ficar com todos os brinquedos :)
Obrigada pela partilha. Gosto de saber o que fazem nas creches e adaptar à nossa realidade.