ALICE

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sexta-feira, 18 de julho de 2014

O "dad" cá de casa

O pai cá de casa não ajuda,
O pai cá de casa não aparece quando chamo por ele,
O pai cá de casa não acha que me deve ajudar a trocar fraldas e a dar comida à filha,
O pai cá de casa não se acha um complemento da mãe,
O pai cá de casa não sente que deve partilhar de alguns momentos da vida da filha,
O pai cá de casa não sente que precisa de abdicar de tempo só seu para ela,

porque o pai cá de casa...

é parte integrante, está sempre presente, troca fraldas e dá comida não porque lhe peço mas porque se sente pai, não se acha um complemento, acha-se parte fundamental, não quer partilhar alguns momentos, quer todos os momentos com a filha, não, nunca sentiu que abdicava de tempo para ela, sempre sentiu que o tempo dele era quase todo dela.

A barriga a crescer e ele a dizer: "Quando fores trabalhar fico com ela em casa!" Eu feliz da vida mas pensando: "Sim, sim... deixamos passar uns meses e talvez para a creche com 1 ano."
A barriga cresceu e depois diminuiu e cá fora a nossa linda e doce filha. Durante 4 meses nós os 3. Depois a ida para o trabalho e os 2 em casa sozinhos. Mandava mensagens a cada hora, ligava umas 3 ou 4 vezes ao dia. Nunca soltou um suspiro do outro lado, nunca disse que não ia conseguir, nunca exclamou "Chama a tua mãe!", nunca suplicou: "Põe atestado ou liga para um creche!".
Os meses deram lugar aos anos e já se passaram 2 anos e 6 meses.
Setembro à porta e um novo filho já à janela. Ela já crescida, um novo bebé a precisar de colo e a questão coloca-se novamente: "Vamos colocar a Alice em Setembro na escola?" A decisão era toda dele, não o poderia obrigar a ficar com os dois, mais que aceitável que ele dissesse: "Alice escola e eu fico com o que chegará!" ou mesmo "Já atingi o meu limite, os 2 para a creche!" Ia-me custar... muito... principalmente o mais pequeno que não teria os privilégios que a irmã tinha tido: um pai todinho para ele!
Mas a resposta foi aquela que desejava, a que esperava dele: "Fico com os dois."

Sim, o pai cá de casa, é pai de sangue, de coração, de corpo e de alma. Pai de nome, de suor e tempo. Pai grande, pai presente, pai que diz que é, sendo-o com tudo o que pode acarretar.
Sim, tem essa possibilidade que muitos não têm. Sim, decidiu gerir a sua vida profissional com uma filha ao colo quando trabalha no computador, com uma filha no carrinho quando o que resolve é fora de casa, com uma filha a dormir quando precisa de respirar fundo ou fazer coisas com mais concentração.
Sim, tem essa possibilidade mas quantos pais não as tem? Quantas mães não as tem e decidem conscientemente delegar essa função numa instituição.
Cada família é uma família. A nossa família não é perfeita, mas o meu coração diz que é a mais perfeita que conseguimos.

Maio de 2012
 
Post feito a propósito disto: http://avidaa4d.blogspot.pt/2014/07/reflexao-para-todos-os-pais.html



4 comentários:

A Pimenta* disse...

O Apimentado tem sido um alicerce para mim nestes tempos. Quando ele voltou ao trabalho, fui-me um pouco abaixo. Ficar sozinha com um recém nascido e sem mais ninguém para nos ajudar nos primeiros dias não foi muito fácil, mas tudo se vai fazendo. Sei que ele não pode ficar mais tempo em casa do que aquilo que tem ficado, é também um super herói a meu ver.
Nestas coisas da parentalidade, acho que o papel dos pais nem sempre é valorizado. Claro que há pais que pouco ou nada fazem com/para os filhos mas depois há outro tipo de pais que mereciam bem uma estátua :)

ML disse...

Em grande! Parabéns ao pai e à família maravilhosa!

Kaipiroska disse...

CS, vou ter que roubar esta imagem e postar JÁ no Kaipiroska ;)

CS disse...

Podes postar. Sei que também tens um Dad em casa.