ALICE

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segunda-feira, 7 de julho de 2014

Um sentido agradecimento

Nunca escondi que escrevia para mim mas escrevia igualmente para os outros, para partilhar, para criar elos de ligação (virtuais ou não), pontos comuns de entendimento ou pontos divergentes que nos fazem crescer.
Não digo que tenho um blog só para mim, se assim fosse, não seria público. Não digo que não fico deveras contente sempre que tenho um comentário, sempre que recebo um elogio ou alguém partilha aqui algo pessoal porque também leu algo pessoal.
Não espelho aqui toda a minha vida não é tanto por mim porque sou, geralmente, muito faladora e partilho bastante das minhas preocupações e conquistas mas mais pelas pessoas que partilham a sua vida comigo e que preferem não se verem colados em páginas da internet onde qualquer um pode olhar.
Tento encontrar o meu equilíbrio nesta partilha. Às vezes vou longe demais, exponho, partilho sem segredos, outras vezes calo-me, percebo que nem tudo deve sair do nosso seio familiar ou mesmo da nossa casa.
Esta história toda para agradecer uma pessoa, alguém que desconhecia por completo mas que me abordou numa loja apenas para fazer uma festa à minha filha (e quem não fica feliz com a festa que fazem aos nossos) e perguntar-me se eu não era a Chá Verde? Identificou-se como uma leitora assídua e eu senti-me, por breves segundos, como alguém que entra na vida dos outros e é apreciada, mesmo que num mundo virtual. Por breves segundos, senti um reconhecimento numa nano escala apenas percetível no mais potente microscópio, mas ainda assim um reconhecimento.

Sim, um sentido agradecimento, a quem me abordou (e logo num dia em que estava com cara e cabelo de quem tinha passado pelas brasas enquanto a Alice dormia a sua sesta, talvez ainda com os vergões da almofada ainda numa das faces) e fez questão de me dizer que me lia e fez questão de me dizer que me identificou pela Alice, linda Alice (também com cabelo de quem tinha dormido 3 horas seguidas mas ainda assim de laço na cabeça para desviar as atenções da tempestade que é a sua cabeleira).

Obrigada a essa leitora em especial e a todas as outras que por aqui andam (umas em mais silêncio do que outras)!

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