ALICE

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sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Da amamentação

Quando se é mãe pela segunda vez, as inseguranças e medos diminuem significativamente.
Da primeira vez, tive muitos receios ligados à amamentação. Se iria conseguir após uma cesariana, se ela pegaria bem no peito, se eu conseguiria produzir o suficiente para a satisfazer. Ainda não tinha saído da maternidade já a Alice tinha experimentado o leite adaptado tal era a minha insegurança perante os seus berreiros, fazendo-me acreditar que podia ser fome.
Houve altos e baixos, mas o leite adaptado ficou-se pela maternidade do hospital e mais uma ou outra tentativa em casa. Passámos a leite materno em exclusivo nos primeiros 4 meses e depois como complemento até aos 9 meses. Só a partir daí entrou o leite adaptado até aos 2 anos de idade.
Com o António tudo foi e tem sido mais sereno e sem qualquer medo nesse campo. Até hoje apenas leite materno e ele a crescer a olhos vistos.
Os benefícios são mais que conhecidos e, por momento algum, pensei não dar esse privilégio ao meu segundo filho. Contudo, as gretas que me fazem pensar que o meu bebé tem a boca cheia de navalhas afiadas não constitui um grande incentivo. O tempo tornará tudo mais fácil e a vontade de trepar paredes quando aquela doce boca pequena se abre desaparecerá.
Para mim o pior é a dependência exclusiva de nós para algo tão importante como a alimentação. Não é possível dizer: "Dá agora tu o leite!" ou, durante a noite, alternar turnos com o pai. Somos apenas nós e as nossas mamas que nos acompanham para todo o lado, não nos permitindo ausentar por mais de 2 horas (no máximo).
Se trocava esta privação e limitação pessoal e de movimentação física por uma lata de leite adaptado? Não... dou-lhe o meu melhor, dou-lhe o que está ao meu alcance. Sim, canso-me o dobro ou o triplo mas ser mãe não é isso e muito mais?



1 comentário:

A Pimenta* disse...

Este tema é sensível para mim. Não consegui amamentar. Infelizmente. Posso dizer que isto foi algo que contribuiu para que os meus primeiros tempos como mãe não fossem muito fáceis. Não me sentia bem com isso, sentia-me uma mãe incapaz, mas depois percebi que há coisas contra as quais não podia lutar. Sei que dificilmente posso amamentar um novo filho, é uma hipótese quase que anulada para mim mas tive de a aceitar, mesmo depois de muitos choros.

Hoje a minha Pimentinha está gordinha e saudável. Claro que preferia mil vezes que ela tivesse mamado mas... infelizmente não deu :(