ALICE

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domingo, 17 de novembro de 2013

O crescimento

O outro dia a Alice deu largas à sua veia artística e foi apanhada a riscar na parede (sorte nossa que só existem canetas com tinta lavável em casa). O pai chama-lhe a atenção com um sonoro: "Alliiccceee!" não sei o que lhe disse mais porque pelo canto do olho observava a reação da Alice. Ela baixou os olhos e desatou num choro. O pai mandou-lhe sentar no sofá e lá ficar. Deu-lhe um livro de pintar e canetas e explicou-lhe que era ali que se pintava. Ela continuou a chorar, rosto coberto de lágrimas, murmurando "mãeeeee" várias vezes. Apeteceu-me abraça-la no meu peito, limpar-lhe as lágrimas e enchê-la de beijos. Mantive-me serena e disse-lhe: "a mãe está a fazer o jantar para ti." Não achei que lhe devia mimar quando o pai lhe tinha chamado a atenção de algo mau que ela tinha feito mas também não senti que lhe devia ralhar.
Ela continuou sentada no sofá, as lágrimas foram diminuindo e passado algum tempo já teve colo e mimos tanto do pai como da mãe.
Chamamos a atenção na hora H e depois não amuamos, não voltamos a tocar no assunto vezes sem conta, não ameaçamos e não cortamos nos abraços e beijos.

2 comentários:

Elix disse...

Cá em casa também é assim, ás vezes dá-me muita vontade de lhe limpar as lágrimas e agarra-la, mas contenho-me e quando o pai ralha, eu fico na minha, não me meto. ESpero o mesmo do pai....

CS disse...

Elix, estamos em aprendizagem os 3 :)