ALICE

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segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Sair com a Alice

A Alice anda atravessar uma fase que eu considero um pouco chata e aborrecida e um bocado (grande) cansativa. Falo em sair de casa com ela e frequentar lojas, hipers, andar na rua e tudo o que exclua parques infantis e zonas relvadas sem obstáculos de maior.
Ela quer andar livre, descompremetida dos pais, desempedida de andar e correr por onde bem lhe apetece. Não quer andar em carrinhos de passeios, em carros do hiper, ao colo ou de mãos dadas. Quer fazer como a maioria faz, andar pelo seu pé e ir por onde houver mais cor, mais objetos aliciantes para tocar e mexer, explorar corredores, ver gente e seguir o seu rumo sem adultos a chamarem por ela.
A modos que uma ida ao hiper tem-se tornado mais cansativa do que o costume. Se já há divisão de tarefas: pai em compras, mãe em cuidado da filha alternando corredor de brinquedos e corredor de livros, continua a haver momentos em que temos que ir embora ou que me lembro que preciso ir buscar alguma coisa que B. não se irá lembrar ou nem sonha que preciso, é um filme a 3D. Perna para um lado, braço para o outro, pego ao colo, esperneia, solta um grito em choro de birra, falo baixinho e meiga, levanto um pouco a voz e faço cara de zangada, sopro para um lado, ela sopra para o outro. Pai já está a pagar, liga-me e diz-me: "Vamos embora!" eu viro-me para a Alice: "Vamos, amor, o pai já pagou e está pronto!" Ela vira-me as costas e corre atrás de outro brinquedo que lhe prende a atenção como quem diz: "Quero lá saber das vossas coisas!" Pego nela ao colo e saimos as duas, eu a esbracejar para a pegar bem ao colo e ela a esbracejar a tentar ver-se livre de mim e a gritar: Chão! Chão! Quem nos avista ao longe deve pensar que somos um polvo com tanto braço no ar.
Isto para dizer que ontem, pela primeira vez, preferi ficar em casa com ela do que ir a um evento onde achei que ia cansar-me mais do que divertir-me. Achei que ela ia querer correr, ver e explorar e que eu iria andar sempre a chamá-la, olhar por ela, pegá-la e fazê-la chorar.
O pai foi, na profissão que tem não poderia faltar, a mãe e a filha ficaram a fazer desenhos e pinturas, sem birras ou choros, as duas a brincar, no conforto do nosso lar.

Sei que podem pensar que existem avós a quem deixá-la. Sim, existem. Mas ainda andamos meios presos a ela, de cordão umbilical invisível mas resistente. Ficar ao cuidado de outrem continua a ser apenas por motivos de trabalho e quando não existe mais ginástica possível da nossa parte. Em quase 22 meses, aconteceu 2 curtas vezes...


5 comentários:

Elix disse...

Entendo-te bem, sei bem do que falas e esse episodio do supermercado parece ter sido vivido por aqui. Estou a pensar fazer a lista e mandar o pai sozinho e nós ficarmos em casa. É uma altura realmente complicada, mas quero crer que vai passar!

Anónimo disse...

E uma altura complicada, mas felizmente passa depressa. Nao tarda que vai gostar de ir ao supermercado sentada no carrinho como ajudante a arrumar as compras no carro. Muita paciencia é o que vos desejo :)

Lila.

Ela disse...

é preciso paciência e tesoura para cortares o cortão umbilical. deixá-la com os avós que, na sua forma tão própria cuidarão muito bem dela, só fará bem à alice. experienciará o prazer único que as crianças sentem quando ficam com os avós. e isto é uma parte também muito importante do crescimento de uma criança. As nossas memórias dos avós vêm sobretudo destes momentos onde há cumplicidade, carinho e uma dose razoável de liberdade que torna-os tão especiais nas nossas vidas.

CS disse...

Elix, o comportamento da Alice é o tipico da maioria das crianças... ainda bem que a Lila diz que é uma fase que passa depressa :))

CS disse...

Ela, concordo com cada palavra tua (olha que é raro dizer-te isto). Os avós são imprescindíveis num crescimento saudável e ainda bem que ela tem os 4.
Temos um processo a percorrer e lá chegaremos.
big kiss com saudade