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sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Ter um segundo filho

Nunca foi meu sonho ser mãe. Não tinha sequer a certeza se o queria ser. Tinha apenas a certeza de sentir que me iria arrepender se não o fosse. Vivia bem assim, sem filhos.
Quando decidimos ter, sempre senti que então não seria apenas um. Não queria ser mãe de um só filho, nem queria que o meu filho não tivesse irmãos. Não era apenas por ele, era por ele e por mim. Eu queria mais do que um e ele haveria de querer um irmão (todos querem em determinada altura da vida, depois deixam de querer para depois ambicionarem ter tido).
Não é fácil. E nem penso muito ao nível financeiro. É importante o dinheiro, claro... e nem quero me alongar por aqui porque acho que já falei noutras alturas sobre a minha postura relativamente a isso (possibilidade de ter roupas e brinquedos de primos) e também a facilidade (esforço) de os ter em casa e com isso poupar em creches, mais roupas (em casa pode-se andar de pijama) e calçado e comemorações de festas que obrigam a mais gastos, em médicos (mais expostos a doenças) etc, etc.
Quero falar apenas no ganho. Quero falar no amor que cresce na família. Quero falar no descentrarmo-nos do primeiro filho. Quero falar no relativizar, no simplificar e facilitar. Claro que o trabalho dobra, começa-se tudo do início. Mas vive-se com mais tranquilidade, mais desapego aos pormenores.
Quero falar principalmente na relação com um irmão. De certeza que haverão muitos choros, brigas e puxões de cabelo (já houve do António à Alice que coloca os seus caracóis a jeito). Mas já se sente a cumplicidade, o carinho, o lacrimejar da irmã se o António choraminga. Diz-nos logo: "Eu não gosto nada disso. Não consigo ver o mano triste..." com as lágrimas inundando os seus olhos.
Nas férias, ficámos cansados, mas de coração ainda mais cheio destas 24h sobre 24h juntos.










Este blog recomenda um segundo filho.
Compensa o risco, o gasto, o trabalho, a preocupação e tudo o mais que possam apresentar como razão para se ficar apenas por um.

6 comentários:

ML disse...

Amei ler-te! E as fotos, a cumplicidade dos dois... lindo!

Moa disse...

É por isso tudo que eu quis o segundo!:)

Purpurina disse...

Eu quero muito um segundo filho. Penso exatamente como tu. Prefiro vestir-lhe roupa em segunda mão e não dar tantos brinquedos mas dar à minha filha o que eu mais desejei ter na minha infância: um irmão (que nunca tive). É uma mágoa que tenho dos meus pais. :)
Ao ler o teu texto tenho ainda mais certeza de que, mesmo com dificuldades financeiras ou de tempo, vale a pena ter mais do que um filho. O amor deve dobrar, multiplicar-se infinitamente com o nascimento de um segundo filho.

Anauel disse...

Concordo totalmente... Ainda não recuperamos (fisicamente) destes 9 meses com 2, mas é tão, mas tão bom vê-los juntos. Quando a ouço dizer "anda cá meu kiko", "ele é tão fofinho", ou "vou-lhe dar um beijinho enquanto ele está a dormir sossegadinho" o meu coração triplica :-)

CS disse...

Sou pelo segundo, definitivamente. Nunca me vi com um só, nem quando saí da maternidade com a barriga cheia de agrafos ;)

Eunice Santos disse...

Concordo. Apesar do gasto financeiro que existe, óbvio. Também é desgastante fisica e emocionalmente mas acho que vale muitoooo a pena. E este mês eu já vou saber o que isso é pois nasce o segundo rebento da família ehhe
Gostei do blog vou seguir =)
beijinhos